Bagunça.

1304 Words
Késsia. Eu estava no escritório do Thomas organizando uns papéis. Eu iria tentar resolver os problemas do trabalho dele. Porém quando eu entrei no escritório e vi a bagunça quase desisti. Estava parecendo que uma guerra aconteceu ali. Agora estou aqui arrumando, pra depois por a mão na massa. Eu não conseguia imaginar como ele podia trabalhar ali. Com toda aquela bagunça certeza que eu ficaria sem foco nenhum. Aquele ser realmente era o rei da bagunça. Minha amada mãe apareceu na porta. Me ofereceu um pano e uma vassoura. --- Não vai me ajudar mãe? --- Não, você e Thomas dão certo, um bagunceiro e uma arrumada. --- Te amo mãe, até mais. Fechei a porta e ouvir a gargalhada dela. Eu levei uma surra grande pra arrumar tudo aqui. Estava ali desde a manhã, e no presente momento já era de tarde. Foram horas pra organizar tudo aquilo. Isso por que eu já deixei no jeito pra começar o trabalho. Fui procurar algumas besteiras pra comer enquanto trabalhava. Por sorte a dispensa tava cheia. Minha mãe querida era diferente de mim. Ela não esperava tudo acabar pra fazer compras. O costume dela era sempre repor o que faltava. Assim quando alguém fosse procurar encontrasse o que queria. Peguei tudo que precisava e voltei para o escritório novamente. Me sentei na cadeira, massageie os dedos e me alonguei. Era a hora de começar a concluir todo aquele trabalho atrasado. Eu comecei pelo o que eu julguei mais fácil. Desse modo quando chegasse no mais difícil eu estaria tranquila. O negócio era que ali não tinha nada fácil. Estava ali a exatamente uma hora. E nessa uma hora eu liguei pra milhões de pessoas. Eu nunca tinha falado com tanta gente em um só dia. Esse trabalho realmente era cansativo. Muito mais que o meu. E isso nem era tudo, não daria pra terminar todo o trabalho hoje. A outra metade Thomas podia fazer amanhã. Eu não estava resolvendo tudo para ele. Estava apenas o ajudando, eu não faria todo o trabalho dele. Quando terminei tudo já era bem tarde da noite. Tinha perdido até mesmo o jantar de tão tarde que estava. Organizei tudo que estava fora do lugar e sair do escritório. Não estava com fome, as besteiras que comi fizeram isso. As vezes eu preferia sim comer lanches a uma comida rica. Eu costumava ser infantil as vezes. A mãe nem reclamava mais por isso. Logo que me deitei na cama meu celular apitou. Não era meu celular de uso pessoal, aquele eu usava somente para o trabalho. - Preciso dos seus serviços daqui a uns dias. Quando for a hora passo um e-mail com as informações. - Aquele cliente era o mais antigo, eu nunca tinha deixado ele na mão. É aquilo, o primeiro que confia no nosso trabalho a gente nunca esquece. Mas dessa vez eu não sabia se daria, primeiro eu teria que pensar. Minha vida e meu trabalho ainda estava uma total bagunça. Eu precisava organizar tudo rapidamente. Caso contrário as consequências seriam grandes. Eu já tinha descartado a Melissa. Restava encontrar alguém confiável o suficiente. Se bem que depois daquela traição, eu estou com o pé atrás. Era difícil confiar em alguém novamente. Por hora eu só iria descansar. Amanhã seria um novo dia, eu tentaria resolver tudo isso. Deixei o celular de lado e me aconcheguei na cama. Logo garrei no sono, estava cansada. Acordei um pouco sedo, o que não deveria ter acontecido. Considerando o horário que eu dormir, eu deveria ter dormido mais. Passei no quarto das crianças e dei uma olhada nos dois. Dormiam como dois anjinhos. E falando neles Maya tá arrumando confusão. O negócio é que daqui a um mês ela faz quatro anos. E o presente que ela quer é ter um quarto separado. Theo não quer aceitar de jeito nenhum. Mas eu desconfio que ela vai enrolar ele direitinho. Eu não quis resolver isso, deixaria que o Thomas fizesse isso. Assim ela poderia enrolar ele também. Logo que ele chegasse teria milhões de problemas a seus pés. Eu não tinha culpa. Os pais costumavam ter muitas coisas a resolver. É assim desde os primórdios. Quando cheguei na cozinha dona Angel já estava. --- Bom dia minha rainha. --- Bom dia filha. Peguei uma xícara de café e me sentei do outro lado do balcão. Ela estava lendo alguma coisa no celular. Eu queria conversar com ela, mas deixaria pra depois. --- O que está te preocupando? --- Recebi uma mensagem ontem, trabalho. --- Não disse que alguém se candidatou a vaga? Escolhe ela. --- Será mãe? --- Não existe escolhas certas ou erradas, quem as torna assim são as pessoas. --- E se der errado? --- Ninguém consegue adivinhar o futuro, o mínimo que espero de você é que não apanhe como da última vez. Eu não respondi a minha mãe. Eu simplesmente fiquei quieta, ainda não sabia o que fazer. --- Ainda está com o pé atrás. --- E bem atrás mãe, não consigo resolver isso. --- Você consegue, só está sendo fraca e deixando o medo te consumir. Minha mãe tinha uns métodos bem estranhos de incentivar os filhos. --- Angel e seu jeito carinhoso de incentivar nossos filhos. --- O senhor já deve estar acostumado pai. --- Faz o que tiver vontade filha, mas escolha o que tem certeza que não vai se arrepender depois. --- Escute seu pai, e antes que faça sua escolha, veja de perto como a garota é. --- Obrigada mãe, obrigada pai. Dei um abraço neles. Meus pais eram fodas mesmo, os melhores do mundo. Subi pra o meu quarto. Peguei meu notebook e me sentei na cama. Comecei minha procura pela garota. E como eu já imaginava não tinha uma só informação sobre ela. Usaria meu informantes, era a única saída. A procura por ela estava complicada. Nenhum dos que eu tinha contato conseguiu alguma informação a tal mulher. Eu apelaria pra tia Lívia, ela costumava ter mais contatos que eu. Com certeza ela teria algum que poderia ajudar. Vesti uma roupa melhor que a que eu estava e saí de casa. Cheguei na casa da tia Lívia e tudo estava um completo silêncio. Toquei a campainha só depois de ter aberto a porta. Coloquei o notebook na mesinha da sala e ela apareceu. --- Com certeza veio por que precisa de algo. --- E preciso tia. --- Quem está procurando? --- Uma garota, não sei o nome dela, por isso está bem difícil. --- Sem nome fica mais complicado, me espere aqui. A tia foi buscar o celular dela enquanto eu organizava minhas coisas. Ela já chegou conversando pelo celular com alguém. Eu tinha as características escritas em uma folha, passei pra ela. A tia Lívia não demorou muito a encontrar a localização dela. Mas era um lugar duvidoso. --- Não vai até lá sozinha certo? --- Não, quando os meninos chegam? --- Daqui a duas horas. Ela falou aquilo olhando seu relógio de pulso. --- Ótimo, eles vão me acompanhar tia, não se preocupe. Eu me despedi da tia e saí. Peguei meu carro e fui direto para o local que o jatinho pousaria. Eram só duas horas, eu esperaria eles por lá mesmo. Estacionei meu carro e fiquei mexendo no notebook. Enquanto eles não chegassem a minha única distração seria ele. Eu já tinha roubado o acesso de todas as câmeras próximas ao local que ela estava. Eu não perdia tempo, se queria algo era bom ter logo. Em questão de segundos ela apareceu lutando com uns caras. Eu devia ter ficado ali e esperado os quatro chegarem. Mas não fiz isso, dei partida no carro rapidamente. Eu chegaria em poucos minutos, mas ela poderia morrer se eu demorasse. Eram muitos caras para uma mulher sozinha.
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