Levi.
A semana tinha se passado rápido demais.
O motivo talvez seja pela resistência do Thomas em não ir.
Íamos basicamente para fechar negócios e talvez criar novas alianças.
Expandir a organização era importante.
Minha mala já estava pronta e eu estava quase saindo de casa quando Melissa apareceu na frente do carro.
Desci do carro com raiva, eu não queria ver ela na minha frente e muito menos ouvir o que ela tinha a falar.
--- Quer morrer? O que c*****o faz na minha casa?
--- Levi, podemos conversar, por favor.
Se eu queria que a Melissa parasse de me perturbar eu teria que conversar com ela.
Só assim pra ela me deixar em paz.
--- Estou indo em uma viagem, entra no carro, conversamos no caminho.
Ela entrou junto comigo, dei partida no carro.
--- Tem pouco tempo pra falar o que quer.
--- Não é nada demais só queria conversar um pouco com você.
--- Pensei que não éramos próximos Melissa.
--- Falei aquilo no calor do momento, claro que é um bom amigo.
--- Não gosto de rodeios Melissa, diz o que veio fazer.
--- Achei que poderíamos ser mais que amigos, o que acha?
Naquele momento eu reparei nela, vestia um mini vestido quase mostrando a b***a.
Eu não tinha preconceito nenhum com mulheres que usavam roupas reveladoras.
Mas daquela mulher ali na minha frente só consegui sentir nojo.
Pensei em como fui amar ela tão desesperadamente.
Melissa parecia uma pessoa diferente do que eu costumava conhecer.
E o que eu acho é que ela sempre foi assim, ela só escondia muito bem quem realmente era.
--- Desculpa, mas não tô interessado.
--- Como não? É apaixonado por mim Levi, seria capaz de me recusar assim?
--- Eu realmente era apaixonado, mas pela falsa Melissa, essa verdadeira não me interessa tanto.
--- Está mentindo, diga olhando em meus olhos que não sente desejo por esse corpo.
Eu parei o carro, e me virei para ela.
--- Eu não sinto interesse nehum por você, nenhuma mulher vestida com roupas assim me deu nojo ao olhar, mas olhando pra você só consigo sentir isso, nojo.
Melissa levantou a mão pra dar na minha cara, mas segurei firme o pulso dela.
--- Não pense que pode me procurar a hora que quiser, amei você no passado, mas as coisas agora mudaram, você mudou. Se pensa que pode me manipular está enganada, vaza do meu carro.
Soltei a mão dela bruscamente e a mesma saiu chorando pra fora.
Eu não queria ter sido tão rude com ela, mas foi necessário.
Melissa agora não existia mais pra mim.
Eu iria esquecê-la de vez a partir daquele momento.
Segui meu caminho e deixei ela pra trás, já tava mais que na hora de eu fazer isso mesmo.
Quando cheguei no jatinho os três já me esperavam.
Thomas estava com uma carranca enorme.
--- Pensei que iríamos cancelar essa viagem por sua causa.
--- Problemas no caminho Oliver.
Com todos acomodados partimos para o nosso destino.
Eu tinha dormido por um bom tempo, e os outros também, o único que pareceu não ter dormido foi o Thomas.
Era de se entender o m*l humor dele.
Késsia está começando a tratar ele bem, e logo agora acontece uma viagem de negócios.
--- Se continuar com esse humor não vai poder resolver nada.
--- Não enche Levi.
--- Viagem de negócios são chatas e atrapalham as vezes, mas precisamos fazer isso dar certo.
--- Onde estava? Quase chegou atrasado.
Claro ele não queria focar no péssimo humor dele.
--- Encontrei a Melissa na frente de casa.
--- E?
--- Nada demais, ela se ofereceu a mim, e eu apenas rejeitei.
--- Oi? Não era você que matava e morria por aquela mulher?
--- Passado Oliver, não costumo amar ela tanto assim agora.
Suspirei, aquilo estava me deixando maluco.
--- É frustante pensar que amei uma mulher por tantos anos, a sensação que tenho é que essa mulher nunca existiu.
--- Se continuar pensando assim, vai poder esquecer logo.
--- Bom concelho Enrico.
Enrico ainda não tinha tanta i********e conosco, ele falava poucas palavras, e somente o necessário.
Nem parecia o cara que estava sempre conversando com a Késsia, com ela ele era diferente.
--- Não está interessado na Késsia está?
A pergunta foi feita por Thomas, e direcionada ao Enrico, ele sorriu ao ouvir a pergunta.
--- Não tenho interesse nela, é como uma irmã pra mim, ela me ajudou muito.
Fazia sentido, a Késsia fez muito por ele, era normal que se sentisse mais a vontade com ela.
A Kess confiava nele, por esse motivo ela deu a idéia de ele se tornar o subchefe.
Ele não parecia ser o tipo de pessoa que traia a confiança de quem o ajudava.
Tia Angel tá pegando mais pesado com ele no treinamento, e ele está indo bem, nunca reclama de nada.
Acho engraçado o modo que ele corre de Oliver, sempre tentando escapar das investidas dele.
Mas o negócio é que Oliver é persistente, ele não desisti tão fácil de algo.
O problema é que quando ele se cansa, não tem mais volta.
Eu poderia dar esse concelho a Enrico mas não o faria, não tinha muita i********e com ele.
Kess já disse que preciso me tornar amigo dele se quero que ele seja um bom braço direito.
E eu farei isso, é necessário a aproximação no nosso trabalho, caso contrário a confiança não vai ser sólida.
Assim que aterrissamos todos desceram, um carro já estava a nossa espera.
Ficaríamos em um hotel, era o local onde aconteceria as reuniões e possíveis negócios fechados.
Chegando no hotel cada um seguiu para o seu quarto, todos estavam cansados.
Por sorte a reunião de hoje só iria acontecer a noite, daria tempo de todo mundo descansar.
Logo que entrei no quarto apaguei, nem mesmo tomei banho ou troquei de roupa, só precisava dormir.
Quando acordei já era noite, estava quase na hora da reunião então só tomei banho e desci para o salão.
Ali estavam presentes diferentes chefes de várias organizações.
Eu costumava dizer que essas reuniões eram uma bosta, único ponto positivo dela e que trazia bons resultados.
E olha que nem era em todas que saía um bom resultado.
Enrico observava tudo atentamente.
Ele parecia analisar cada pessoa ali, e isso era bom.
No mundo do crime era preciso aprender analisar as diferentes intenções.
Me aproximei dele, faria um teste, vamos ver se ele está indo bem mesmo.
--- O que achou deles?
--- Péssimos para ser firmados alianças, principalmente a vocês que não toleram machucar inocentes.
--- Acha que vamos sair daqui sem fechar nenhum negócio?
--- Só vocês podem determinar isso.
Ao menos ele era sensato e um bom observador, futuramente poderíamos nos dar bem.
Oliver e Thomas acabavam de chegar e se juntaram a nós.
--- Ninguém veio até você ainda?
--- Até agora não, mas acho que só estavam esperando você aparecer para falar com nós dois.
Três homens vinham em nossa direção.
As duas máfias da nossa família eram umas das mais fortes e poderosas.
Era de se esperar a atenção.
Nem eu e muito menos Thomas deu muita bola ao que os homens falavam.
A noite não tinha sido tão produtiva e só conseguimos firmar uma aliança.
Ao final da reunião muitas mulheres apareceram, nós quatro saímos de toda aquela confusão e o resto ficou por ali mesmo.
Fomos terminar nossa noite no bar do hotel, uma boa bebida seria o ideal.
Nos sentamos nas poltronas e cada um pediu a bebida que desejava.
Oliver a todo momento estava de olho em Enrico, não demorou muito para ele se sentir incomodado.
--- Vou para quarto, aproveitem a noite.
Enquanto ele caminhava Oliver estava a todo momento de olho nele.
--- Vá logo atrás dele, isso já está me dando nos nervos.
--- Ele é complicado demais Levi, não sei mais como tentar.
--- Se não quer desiste, é simples.
--- Ouça o Thomas, é só desistir se estiver cansado de correr atrás dele.
Eu estava ciente que a culpa não era do Oliver por os dois ainda estarem nessa situação.
Só que Oliver deveria ser sincero, eu tinha certeza que ele não tinha deixado claro para Enrico.
Perdi as contas de quantas vezes Oliver se interessou por alguém e desistiu, simplesmente por medo.
Eu entendia ele, era difícil ser diferente no mundo atual.
Se ele continuasse com medo de viver e fazer o que gosta, acabaria vivendo uma vida miserável.
E no final só sentiria arrependimento por não ter tido a vida que queria, isso que iria acontecer.
--- Se quer ele seja sincero, pare de ser medroso, esse não é o Oliver que conheci no treinamento.