Perfeito! Posso reescrever o Capítulo 21 aumentando a tensão, os sentimentos e as descrições, deixando os conflitos mais intensos, mantendo a narrativa de Julia, Marisa e Kaio, sem alterar o final que você escreveu. Aqui está a versão expandida:
Capítulo 21
Julia narrando
Ele passava a boca por todo o meu corpo. O toque, o cheiro, a proximidade, tudo parecia queimar minha pele. Cada gesto, cada roçar de dedos, era perfeito e ao mesmo tempo devastador. A nossa conexão era intensa, quase dolorosa de tão forte.
Espera — eu disse, empurrando-o. Ele se afastou de mim. — Não podemos finalizar isso.
Me levantei, tentando respirar fundo. — Você está noivo e ela está grávida. Não posso fazer à ela o que eu não queria que fosse feito comigo.
Ph segurou meu braço com firmeza.
Eu amo você — disse, quase implorando.
Para — falei firme, com o coração batendo forte. — Chega. Vamos parar de nos machucar. Tudo isso só nos machuca ainda mais. É melhor eu ir. Está tarde. Eu trago Pedrinho para te ver amanhã.
Fica aqui no morro até você vir — ele peruim — Assim consigo ficar com meu filho um pouco mais.
Arruma uma casa e aí eu venho amanhã para cá — respondi.
Ele apenas assentiu. Passei por ele, descendo as escadarias lentamente. Não queria ser covarde como ele foi, deixando-me ir sozinha, fazendo-me acreditar que ele estava morto. Eu o amava e admiti isso, mas havia mais duas pessoas no meio dessa história: Rosa e a criança.
Ainda estava magoada por ter sido enganada quanto à sua morte. E me vinha na cabeça que eles nos encontraram e Maiara não avisou nada, transformando tudo em uma bola de neve impossível de controlar. Talvez fosse para ser assim, cada um em seu canto, mas ainda assim, fruto do nosso amor… o nosso filho!
Cadê Ph? — Rosa parou na minha frente, interrompendo meus pensamentos.
O noivo é seu, como eu vou saber onde ele está? — perguntei, mantendo a calma.
Eu ainda sentia pena daquela garota m*l educada. Minha mãe sempre me ensinou a ser paciente e educada. Às vezes me sentia m*l por ser assim. Não conseguia ser barraqueira, gritar ou xingar. Apenas assentia, permanecia em silêncio e seguia em frente.
Eu pedi para você ir embora — disse Rosa.
Eu não vou embora, Rosa — respondi. — Acho que já falei isso para você. Vou ficar aqui e amanhã trarei Pedrinho para que ele fique perto do pai enquanto estamos no Brasil.
Tudo que você quer é roubar Ph — disse ela, com ódio contido.
Eu não quero roubar ninguém — respondi firme. — Você precisa entender meu lado também. Você vai ter um filho dele, eu me coloco na sua situação, então se coloque na minha.
Sua situação é querer ele de volta. Você voltou para infernizar a nossa vida que estava tudo certo — disse Rosa.
Olha, Rosa — falei, respirando fundo. — Eu estava com ele agora mesmo e não vou mentir: poderia estar lá em cima transando com ele, mas decidi vir embora. Em respeito a você, à criança que você espera, e ao meu filho. Eu não tenho nada contra você, mas Pedrinho vai conviver com o pai, e você não vai interferir nisso. Boa noite, querida.
Sorri fraco para ela, deixando-a sem resposta, e segui para a casa da tia véia. Todos dormiam, até mesmo a tia, com colchões espalhados pela casa. Deitei ao lado de Pedrinho, observando-o respirar e pensando na vida, em tudo que estava acontecendo.
Peguei meu celular e vi várias ligações da Marisa.
Merda — murmurei, lendo a mensagem que dizia que ela havia voltado antes para casa e queria saber onde estávamos. — Merda — fechei os olhos e desliguei.
Marisa narrando
Eu estava inconformada com a decisão de voltar para o Brasil com Kaio.
Você disse que teríamos tempo — falei, tentando manter a calma.
Quanto antes voltarmos, melhor — respondeu ele. — Quero saber o que está acontecendo naquele morro. Mauro me enganou; foi ele quem atestou que Perigo estava vivo.
Esqueça todos eles — falei nervosa. — Para que voltar ao passado, Kaio?
Se despeça da sua filha e me encontre transarl — ele falou firme. — Embarcamos amanhã mesmo.
Não respondi, apenas desci do carro e chamei um táxi, mantendo Kaio distante da minha casa por causa de Julia e Pedrinho.
Ao chegar em casa, tudo estava fechado, os carros na garagem.
Maiara? — chamei. — Pedrinho, a tia chegou.
Nada. Silêncio absoluto. Tudo estava no mesmo lugar que eu havia deixado, até os brinquedos de Pedrinho, cuidadosamente guardados.
O que está acontecendo? — murmurei para mim mesma. Liguei para as meninas, nada. Liguei para a clínica, ninguém atendia.
Será que tudo isso era um plano de Kaio para me atormentar? Será que ele descobriu que Julia estava aqui o tempo todo?
Subi para os quartos e vi ambos bagunçados, roupas espalhadas nas camas, malas desaparecidas. Parecia que saíram às pressas.
Encontrei um bilhete:
"Tia Marisa, fomos para o Brasil. Se a senhora voltar antes, fique tranquila. Estamos bem!!"
Meu coração disparou. Liguei para elas incessantemente, mas os celulares caíam na caixa postal.
Merda, merda — comecei a me desesperar. — O que elas foram fazer no Brasil? Será que Maiara contou a Julia que todos estão vivos?
Alguém entrou pela porta. Era Kaio.
O que foi? Está nervosa? — ele perguntou.
Por que está aqui? — eu gritei.
Sua filha sumiu? — perguntou.
O que fez com ela? — perguntei, nervosa.
Eu nada, mas Bn vai fazer — disse. — Quando você iria me contar que Julia estava aqui o tempo todo, sua vagabunda?
Ele apontou uma arma para minha cabeça.
Você sabia desde o começo o quanto ela é importante para mim.
Cadê elas? — eu perguntei, com o coração disparado.
Elas? — ele riu e me mostrou o celular. — Julia no morro com Pedrinho e Maiara, e olha só: Maiara transando com Bn.
Eu fiquei paralisada ao ver o vídeo.
Ele vai matar minha filha — falei, desesperada.
Acho que isso eu quero assistir de camarote — disse ele.
Sem pensar, fui para cima dele, batendo nele. Ele me segurou forte e me jogou contra o sofá.
Eu deveria matar você por ter me escondido Julia — ele falou, furioso. — Sua traidora!
A arma apontada para minha cabeça fez meu coração quase parar.