19

1029 Words
Rosa narrando Comecei a me vestir lentamente, observando Roberto ainda pelado no sofá do escritório, o corpo dele ali era repugnante, mas eu precisava manter a calma e a postura. Agora você faz a sua parte — falei firme, olhando nos olhos dele. — Entra em contato com Kaio. Vou fazer isso ainda essa madrugada — respondeu ele, com aquele sorriso frio. — Kaio está no Caribe. Você tem certeza de que a garota que está junto com Kaio é filha da Marisa? Tenho — me aproximei dele, deixando minha voz firme. — Marisa me mostrou uma foto dela, eu reconheceria em qualquer lugar. E o pior? Bn está de olho nela. Bn? — ele perguntou surpreso. — Bn era o marido de Marisa? Sim — sorri, frio. — Isso quer dizer que ele deve saber quem ela é e vai se vingar. Ele se aproximou, e mesmo sabendo que não devia, correspondi ao beijo que ele me deu, mas morrendo de nojo por dentro. Vamos conversar mais — ele disse, a voz carregada de interesse. — Gostei de negociar com você. Eu também — respondi, sorrindo, controlando cada músculo do corpo. — Sua esposa não acha r**m? Não vou sair lá fora e ela vai me bater — falei rindo, debochando dele. Não — ele respondeu, relaxando. — Marcela é um pagamento de dívida. Aqui dentro, ela só me obedece. Pode ir tranquila. Então preciso voltar para o morro — falei, pegando minha bolsa e me dirigindo para a saída. Ao subir para o andar superior, notei uma luz acesa. Subi silenciosa e encontrei a esposa dele lendo um livro. Ela ergueu os olhos para mim, e seu olhar frio me atravessou. O que está fazendo aqui? — perguntou, a voz cortante. Logo você estará na sarjeta — respondi, sorrindo. — E esse lugar será meu. Ela se levantou, andando até a porta e parando bem na minha frente. Você pode ficar no meu lugar agora mesmo, se é isso que você tanto deseja — falou, desafiadora. Ainda não — respondi, firme. — Apenas se meus planos não derem certo. Está roxa aqui — falei, apontando para seu rosto. — Que dó — abri um sorriso irônico e saí, descendo as escadas. Fora da casa dele, chamei um táxi e me dirigi de volta ao morro da Rocinha. O coração acelerado, mas a mente fria, traçando cada passo que eu precisava dar. Entrei no morro e caminhei pela casa de Rd e Malu, percebendo que não havia mais movimento. Cheguei em casa e vi que Ph ainda não havia chegado. Comecei a mandar mensagens para os vapores e confirmaram: ele também não estava na boca. Só podia estar com aquela vagabunda da Julia. Já tinha um segundo plano traçado: largaria essa criança aqui dentro do morro e faria de tudo para Roberto me assumir se, por acaso, Kaio não tomasse providências. Mas duvidava que ele não fosse agir. Kaio viria tirar a irmã dele daqui, e Marisa certamente faria de tudo para proteger a filha. Uma nova guerra estava prestes a começar. Saí à procura de Ph e encontrei Malu e Rd na rua. Me aproximei deles, analisando cada detalhe, cada expressão, à procura de pistas sobre o paradeiro dele. Malu narrando Joana estava com Maiara e Pedrinho, que de repente foi parar na casa da tia véia. Eu continuava bebendo e dançando, deixando o álcool me levar. Vamos subir — disse Rd, tentando me controlar. Eu quero beber mais — respondi, desafiadora. Daqui a pouco você está fazendo merda pelo morro — ele avisou. Realmente você tem vergonha de mim — falei, cruzando os braços e saindo do pátio, Rd atrás de mim. Malu — falou, segurando meu braço. — Calma, não é vergonha. Estou preservando sua reputação aqui dentro. Reputação? — perguntei, rindo. Para com isso. Vamos. Você não pode beber assim, fica triste, irritada… e na primeira oportunidade, enche a cara com a cachaça batizada do Bn. Estou bem — respondi, afastando o braço dele. — Nunca precisei de homem nenhum me controlando. Vamos — insistiu. Eu só quero caminhar — falei. — Apenas isso. Não posso fazer mais isso, Rd? Tenho planos melhores para nós — ele disse, me beijando, e eu correspondi. Não vou t*****r com você — sorri. — Você tem vergonha de mim? Só quando você bebe, fica pior que trem desgovernado — ele riu. — Você sabe disso, Malu. Segurei seu rosto e o beijei. Ele correspondeu, e nos abraçamos. Então notei Rosa se aproximando. Oi — ela disse, com a voz carregada de interesse. — Vocês viram Ph? Não — respondeu Rd. Eu também não vi a Julia mais — falei. Malu — começou Rd. Acho que eles estão juntos em qualquer lugar do Rio de Janeiro — respondi, sorrindo. Você realmente tem uma ONG para ajudar outras mulheres e agora quer me ver sozinha na gravidez? Você é hipócrita — disparou Rosa. Você não precisa estar com ele para ter apoio — falei, firme. — Você realmente se sente bem sabendo que o homem ao seu lado ama outra? Duvido que alguma vez ele transou com você pensando em você. Você é baixa, Malu — disse ela. Eu sou tudo que você queria ser — respondi, olhando para ela nos olhos. — E você nunca vai conseguir ser, porque é falsa — continuei. — Se realmente estiver grávida. Segura sua mulher, Rd — ela falou, apontando para ele. — Se eu perder meu bebê por causa dela, quero ver o tribunal de contas. Cala a boca — falei. — Que criança você vai perder? Gravidez falsa. E se for verdade, duvido que seja do Ph. Faço o teste de DNA e ultrassom na sua frente — ela respondeu. — Você vai morder a língua. A cobra aqui é você — falei, enquanto Rd me puxava. Vou procurar meu noivo — ela disse, virando-se. Que está de love com outra — murmurei, sorrindo. Ela saiu, batendo o pé, subindo o morro à procura de Ph. Malu — disse Rd, preocupado. Cala a boca também — respondi, puxando-o para casa. — Vai atrás da sua amante se estiver com pena.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD