— Com licença Sr. Guille, ele é meu primo, Sr. Thomas Carvalho, lamentou a interrupção.
Thomas pressiona com força em sua mandíbula.
— Sr. Veronica, a mulher sorri abertamente —Sente, estou a conhecer a adorável namorada do meu filho.
Bruna abriu mais os olhos, já que não tinha tido a oportunidade de explicar que eram apenas amigos.
— Namorada? — Ouvir Thomas, ele faz um gesto de zombaria — Bruna não está pronto para um relacionamento, ela ainda é uma menina.
Bruna sente o sangue subir à cabeça.
— Menina? Tenho vinte anos e, claro, estou pronto para um relacionamento..
— Você está chegando à maioridade, você vai ao casamento de Lourenço?
— Sim, já falamos com Piter que iríamos.
Thomas vira o rosto para Bruna, seus olhos eram dois poços escuros.
— Bruna temos que ir, há algumas questões importantes, tenho que falar sobre —Thomas leva a mão, mas rapidamente ele puxa e fez um gesto de repulsão.
Thomas sente que a fúria aumenta.
— Sr. Thomas, ainda não almocei com a minha nora.
— Sr. Guille, pare de falar nora, ela não está pronta para um relacionamento.
Veronica cruza os braços.
— Já ouvi falar de você, Sr. Thomas, que é um bom adversário de negócios, mas neste momento não estamos numa negociação, sinto que está a lutar por Bruna, e só estamos a almoçando naturalmente entre uma sogra e a sua nora.
— Ela não é sua nora! Eles estão se aproveitando de Bruna, ela acabou de conhecer seu filho, ela não pode assumir que ela está em um relacionamento sério.
Bruna, farta com a discussão, se levanta.
— Sr. Guille. Peço desculpa pelo comportamento do meu primo, vou retirar o daqui para evitar mais confrontos, a próxima refeição que convidarei.
— Ok, querida — Bruna leva a sua mala e deixa rapidamente o privado, nunca na sua vida ela havia andado tão rápido como naquele momento, Thomas chega até ela na saída e segura o braço.
— Deixe ir! — Os olhos dele brilhavam.
— Solte! — Thomas franziu a testa.
— Qual é o problema com você Bruna? — Ele levanta o queixo.
— É isso que devo perguntar. Como te atreve a interromper o meu almoço?
— Atrevo porque é minha obrigação protegê-la das pessoas exploradas.
— Obrigação? — Bruna faz uma zombaria — Você não tem nenhuma obrigação para mim Thomas — vira e começa a andar.
— Para onde acha que vai?
— Para o meu carro.
— Você virá comigo — ele tenta pegar o braço, mas ela não permite.
— Agradeço a sua preocupação, mas acho que está passando dos limites, não sou uma menina e posso cuidar de mim.
— Entre no meu carro! — Ela n**a.
— Você é apenas meu primo, você não é meu pai para tentar controlar minha vida.
— Primo? — Pergunta estranhamente, ela nunca o havia chamado primo, ela sempre o tratou como o amor da sua vida, do seu futuro marido, mas não como primo.
— É o que você — Bruna olha para ele friamente, ela ficou ferida, sua imagem não foi apagada de sua mente, feliz com a mulher no aeroporto, ele nunca o viu assim, finalmente ela entendeu que ele não a amava, que não sentia nada por ela e decidiu seguir sem mas engano.
Ela caminhou na direção de seu carro, entrou nele, começou e quando ele passou pela calçada onde Thomas ainda estava, ele não se preocupou em vê-lo, ele franziu a testa. O que diabos estava errado com ele? Ela não era assim.
Bruna, furioso com o comportamento de Thomas, decidiu não ir para casa, viu no espelho retrovisor que os guarda-costas estavam seguindo-a, e ela tinha certeza de que ele veio para trás. Conhecia e deve estar furioso porque ela não havia obedecido, ainda tinha o dinheiro que eles depositaram, iria às compras, os homens geralmente odiavam seguir as mulheres para as lojas, e ela não estava muito feliz Thomas não ousaria segui-la.
Enquanto dirigia seu telefone tocou, ela o sincronizou com seu carro, então ele viu na tela que era Piter ele atendeu a ligação.
— Almoçou com a mãe? — foi a pergunta de entrada dele.
— Sim — responder encolhendo os ombros.
— Eu sei que a mãe é difícil… —Calei quando ouvi a sua risada.
— A tua mãe é difícil? Comigo foi um amor de pessoa, não continuamos nosso almoço, Thomas veio me procurar.
— O quê? Como me disse, é você que o segue até aos restaurantes — que houve rir, Bruna enfia a língua na tela.
— Ele acha que estão se aproveitando de mim, já que eu não tenho idade suficiente para um relacionamento.
— Só porque ele não te vê como uma mulher de vinte anos não significa que não tenha crescido.
— Infelizmente tentava entrar na vida dele como mulher, mas ele viu como uma menina.
— Já vai para casa?
— Não, tenho um exército de guarda-costas atrás de mim, e tenho a certeza que o Thomas está entrando na fila, por isso vou a uma butique desperdiçar o dinheiro que o meu pai me deu quando fui viajar.
— Quer se juntar a mim? — ela riu da oferta do Piter.
— Não, não quero que me culpe mais tarde pelo teu tédio.
— Não vou, na verdade, estou inspirada, o teu rosto veio na cabeça quando preparava uma nova tela.
— O que significa isso?
— Significa que é a musa da minha próxima pintura.
Bruna rio forte como nunca, Piter ficou em silêncio por um instante.
— Pode enviar?
— Claro.
****
Thomas furiosamente para seu carro, olha para o nome do lugar, seu telefone celular toca, ele tira de sua jaqueta, enquanto ele assiste Bruna entregar a chave de seu carro para os responsáveis pelo estacionamento. Ela parecia diferente de como ele estava acostumado a vê-la, ele percebeu sua maneira de vestir, ela não usava mais aquelas roupas reveladoras que ela costumava ir atrás dele.
Ele atendeu a ligação e saiu do local, teve uma reunião, sabia que passaria a tarde inteira na butique, terminaria sua reunião e conversaria com ela.
****
— Estou aborrecido — Cecilia comenta Thomas por telefone — Pensei que viesses almoçar.
— Desculpe, tive um problema.
— Disseste que vamos jantar com o teu tio hoje, estou pronto.
Thomas balançou a cabeça, havia esquecido do jantar com Sr. Carvalho, bem, ele aproveitaria a oportunidade para falar com Bruna.
****
— Quer jantar em minha casa? — Piter n**a com um aperto de cabeça.
— Quero trabalhar na pintura — folha através dos esboços que ele fez durante toda a tarde, enquanto Bruna vai as compras.
— Ok! — Beijos — Obrigado por passar a tarde comigo —Piter estava focado em cada esboço, pensei que eu não estava prestando atenção nela, ela olhou para uma longa caixa preta em uma de suas malas — Eu acho que eles estavam errados, eu vou voltar para a loja — Abra a caixa e olhe para a bela corrente de prata e lindo!
Piter sorri.
— É o seu presente — ela olha para ele.
— Por quê? Não é o meu aniversário.
Piter se aproxima dela e traz sua grande mão para a bochecha, seus olhos focados nela.
— Você é meu salvador — murmurou — Naquele dia à beira do rio.
— Do que estás falando? — Piter leva a corrente com a outra mão.
— Eu havia decidido Bruna, mas naquele dia eu conheci você e percebi que eu não sou o único que sofre de amor, é um curto período que temos que conhecer, mas garanto que eu considero você meu grande amigo.
— Estava mesmo a planejar me fazer? Há mais mulheres neste mundo, não apenas ela.
— Eu sei — retire a mão da bochecha — Mas o meu coração ama desde que somos crianças.
— A tua mãe acha que somos um casal.
Piter fica atrás de Bruna e coloca a bela corrente em volta do pescoço.
— Incomoda? — ele olha nos olhos.
— Não, eu só não quero que eles formem a ideia errada.
— Bruna tentei salvar o meu orgulho, falei para minha mãe que somos um casal — segurando a ponte do nariz dela — Eu estava com Ana, eu não queria que ela continuasse acreditando que eu a amava.
Ele estava pensando em silêncio, ela não perdeu nada por não negar seu suposto relacionamento, Piter havia sido até agora um bom amigo, ela entendeu que ele não queria pena de sua família.