— Repórter você tinha que ser. — Ele ri e me bate com uma almofada.
— Sim, eu sou —Eu digo orgulhosa.
Depois de alguns minutos desligamos tudo e cada um vai para o seu respectivo quarto. Eu estou arrastando meus pés e balbuciando sobre o ruivo que eu continuo pensando e que me faz ter borboletas no meu estômago. É que esta maneira de pegar não é deste mundo. E não, não sou especialista, mas acho que ele é muito bom. Eu fui capaz de entrar no meu primeiro relacionamento s****l e isso geralmente não acontece, dizem as estatísticas.
— Ah, por que tem de ser um louco? — Eu reclamo — Você é uma bandeira vermelha.
Eu rio de coração e caio na cama. Ele não precisa acenar bandeiras, com o cabelo que ele tem. Se ele só deixa crescer Aquaman-estilo que ele poderia agitá-lo e ele seria sua bandeira.
Eu não sei quanto tempo eu rio ou o quão duro eu faço isso, mas Ravel grita comigo de seu quarto para me calar. Ouço, embora me custe.
Depois de definir meu alarme cedo, eu me acomodo e enfio meu dedo na boca para chupá-lo como um bebê. Não tenho um hábito desde criança, mas desde que tirei sonecas com a Olivia há um ano. Ela acabou superando isso, mas não eu.
Eu não faço isso o tempo todo, só quando estou um pouco nervoso e hoje estou. Vou arranjar um emprego especial ou uma demissão. Qualquer coisa é aterrorizante. Ordens especiais são casos delicados, ou assim imagino.
Em um ponto eu paro de chupar meu dedo e durmo profundamente. Mais uma vez aquele monstro ruivo aparece nos meus sonhos e faz isso comigo em um beco, mas desta vez a chuva não é da água, mas de cubos de queijo que eu tento pegar com a boca enquanto ele me ataca.
Obviamente, acontece muito m*l e, quando eu menos percebo, estou no chão do meu quarto tossindo como louco.
— Ei, o que se passa contigo? —A Ravel pergunta a tentar levantar.
— Afoguei nos cubos de queijo —Digo a tossir.
— O quê? Mas se você não saiu para a cozinha e não há queijo.
— Sim, estava a chover queijo e foi com aquela ruivo —soluçar.
Eu respiro fundo e deixo meu amigo me ajudar a me deitar na cama.
— Qual ruivo? —pergunta
Abro muito os olhos. O meu cérebro ainda não abandonou o sonho. Eu engasguei com a minha própria saliva.
— Nada, uma ruivo dos meus sonhos —masculino — Você sabe que eu gosto deles.
—Sei ... Parece real para mim —diz ele com um olhar cheio de suspeita.
—Não ... Oh, Deus! Sim, talvez naquele dia, no bar, ela tenha bebido uns copos com um ruivo.
— Oh meu Deus, não me diga que foi você que pediste para acabar de te criar.
Maldita seja a sua memória , acho frustrado.
— Sim, acontece que ele foi para o mesmo lugar.
— Te seguiu —diz ele a cutucar minhas nas costelas.
— Pode ser. — Eu encolho — Eu não sei.
— E do que é que vocês falaram?
— É uma bandeira vermelha ambulante, —não vai funcionar, eu respondo.
— Não gostou?
— Não, ele é um louco.
— Isso soa interessante. —Ravel levanta ambas as sobrancelhas.
— Sim, mas não quero dramas na minha vida, Ravel. Não te contei tudo o que a minha irmã passou? Deus, não, eu passo.
— Mas agora ela está feliz, certo?
— Sim, mas os seus anos de sofrimento custaram. De qualquer forma, a que horas ...?
O meu alarme soa naquele momento. São sete horas. Devo estar às oito no escritório.
— Vou mudar —Digo ao Ravel.
— Bem, eu faço um pequeno café.
—Você é um amor.
— É a sua vez de preparar! —grita comigo do lado de fora do quarto.
Não tenho pressa para preparar, mas também não tomo o meu tempo. Estou muito nervosa com o que eles vão me dizer. É o raio do sonho da minha vida, não quero arruiná-lo, que nada dá errado.
—Ok, vamos confiar nisso.
— Da mesma forma, o meu cunhado é juiz. Se eu tiver problemas legais..
— Você não entende —Ravel balança a cabeça —. Espero que não vás a esses extremos. Por favor, tome com calma e cuidado.
—Ok.
—Mas realmente —avisa-me.
— Ok, agora deixe comer.
Ravel não diz mais nada e estou a preparar para comer o mais rápido possível os ovos mexidos que ele fez para mim. Quando terminar, vou escovar os dentes e colocar perfume, o melhor que tenho. Não estou mentindo quando digo que quero mostrar caráter, minhas próprias bandeiras vermelhas. Eu sei como a atmosfera funciona naquela revista e eu sei que é para o melhor.
Desde que estou pronto, vou ao estacionamento buscar o meu transporte. Eu sei dirigir, mas não gosto, então tenho um Uber.
Eu m*l percebo o caminho, já que estou distraído, pensando em várias coisas ao mesmo tempo. As ruas estão um pouco desertas porque muitas empresas estão fechadas devido à morte do presidente Cabrini. E porquê mentir? Também estou pensando em Alan. Eu não tiro a sensação de que a qualquer momento eu vou me deparar com isso e que vou ter problemas.
Quando os estacionamentos em frente ao prédio, eu expiro e meu coração acelera. Estou pronto para tudo o que me disseres.
Eu vim para Nova York para ser a melhor repórter de todos.
Alan
Só o Samuel sabe que estou na pequena sala atrás do escritório dele. O homem está nervoso e diz ao seu assistente que eles devem tratar Fernanda com grande profissionalismo, não tratá-la como uma iniciante. A mulher o questiona sobre isso e diz que ela é inexperiente e que é muito provável que ela não se comporte para o caso. Isso me incomoda, mas também sei que é isso que vai acontecer: Não vou deixá-lo medir-se. Tudo o que vai acontecer vai me atrair novamente. Esta é a minha vingança por zombar de mim. E eu não me importo que você possa tornar essa situação mais fácil, encurralá-la e deixá-la sem opções é o que funcionará para pegá-la.
Após alguns minutos, por volta das oito da manhã, a porta do escritório se abre. Uma cócega emocionante atravessa meu corpo e minha respiração é cortada quando vejo Fernanda passar.
Desta vez é diferente. Ela usa um terno preto que marca sua figura, ela também é mais maquiada e com uma atitude mais séria e determinada. Ainda assim, ela é igualmente bonita e olhou para ela de perto, ouvindo atentamente cada uma de suas palavras e reações. Ele não está fazendo nada, mas novamente ele injeta aquela dose de vida e adrenalina que minhas veias precisam.
—Minha —sussurrar enquanto coloca a mão no vidro — Em menos de uma semana estarás na minha posse, Fernanda.
É melhor o Word cooperar comigo se não quiser que a cabeça dele seja encontrada no porta-malas da mulher, tal como fez com o irmão.
Para ir para aquele trabalho eu coloquei um terno preto que minha irmã me deu no último Natal. É bonito e elegante, profissional. Eu não queria usá-lo até que me foi atribuído o meu primeiro trabalho importante, mas eu acho que ele só veio. Para minha maquiagem eu escolho algo um pouco sobrecarregado e que me faz parecer sexy, também com personagem. Sempre quis ser um adulto independente para sair de casa sem que ninguém me olhasse surpreendido com este tipo de maquiagem.
Mas meus sonhos de uma mulher independente vêm um pouco para baixo quando Ravel olha para mim surpreso da cozinha.
— Bem, bem, como esta elegante —me diz.
— Eu pareço m*l? — Eu franzo a testa.
— Não, mas já faz muito tempo que te arranjaste assim. Você parece ... o vilão sexy em um romance, um daqueles que faria de tudo para manter o protagonista, até mesmo uma gravidez.
— Esse é o efeito que eu quero —Eu digo rindo.
— Você é a harpia que vai obter os exclusivos a todo custo —piadas enquanto coloca o prato no bar.
— Exatamente —Eu respondo antes de sentar no banquinho de canto — Mesmo que eu tenha que dormir com o proprietário, isso fará com que —eu brinque, mas meu amigo olha para mim preocupado.
— O quê? Não, não, de forma alguma —repreende-me — Você não...
— É uma piada. — Eu rio — Eu nunca faria uma coisa dessas, você deve se acalmar.
— Confio nele —sorri — Querida, não vai tão longe. Eu entendo que você ama o seu trabalho, mas ...
— Oh não, não —Eu digo irritada — Sei bem o que faço, está bem? Nada vai acontecer comigo confia estou em busca do meu sonho.