Capítulo 5

1060 Words
Marques sorri com o cigarro nos lábios. —Terei que viajar para o funeral. — Tente não rir lá —Aconselho — Acho que nem devia aparecer lá em cima. — Seria mais suspeito —não respondesse sem perder o sorriso — Vou tentar não rir, claro. Obrigado pelo conselho. — Para que raio quer a filha? — Pergunto. — Quero casar com ela —diz ele com um toque de sarcasmo que não me parece real. — Eu compreendo. — Sorriso — Bem, parabéns. Compre um anel bonito. — Eu vou. Marques deixa o cigarro recém-iniciado no cinzeiro que eu coloquei no canto da minha mesa. Ele se levanta lentamente, apesar de ter toda a vitalidade para ser capaz de fazê-lo mais rápido. Mas ele é assim. Ele está sempre calculando seus movimentos, as palavras que ele diz, o que ele faz. Em parte eu sou o mesmo, é por isso que sabemos como trabalhar juntos. Nem se preocupa com o outro, mas lealdade e objetivos comuns significam que não nos apunhalamos nas costas. Felizmente, aquela repórter escapista apareceu antes que ela decidisse deixar tudo para trás. Eu não estava ciente de quão perto eu estava de fazê-la até que eu me senti conectado à vida novamente. Quando me certifico de que Marques já tenha saído de minha casa, me preparo para fazer a ligação que estou ansioso para fazer desde que abri os olhos, depois de apenas duas horas de sono. — Samuel. — saudação. É domingo, mas eu não me importo. — Alan Miller —responde gentilmente — Tem um bom dia, há algo errado? Você não liga aos domingos, e o presidente está morto. É uma desgraça e... — Preciso de um favor especial —Interrompo-o — Espero que não questione a minha decisão. — Não jamais e toda sua. — diz imediatamente — Posso perguntar o que você precisa de mim? — Acabei de rever a nova adição, a menina do blogue interessante. — Sim, é ótimo, embora claro que daremos o contrato por três meses e depois... — Dê uma base —curto — Afinal, ela fará o trabalho pesado. — O que quer dizer? — Quero que ela aceite um caso especial. — Já lhe foi atribuído um caso que... — Atribua a outra pessoa. Quero dar o caso do Word. — Não, não podemos, Alan —diz alterando — Ela não tem experiência suficiente e vai acabar m*l. Estamos em negociações para o blogue. — Eu disse para não me questionar. Acho que vou ter que doar algumas caixas para você pegar... — Não, não, vou atribuir o caso —Samuel interrompe-me — Desculpe pelas minhas dúvidas, mas aquela menina está só a começar. E, como eu disse, as negociações... — Vamos chegar a um acordo antes de eu ir para aquela casa —Eu digo com um sorriso — Acho que ela não rejeitará a nossa oferta. Eu seria um t**o se o fizesse. — Posso não vender nada, acho que é divertido. — Sim, claro —diz Samuel, que eu sei que não está a tentar concordar comigo. Você realmente acredita — Muito bem, S.r. Alan Miller, vou entregar o caso do Word. — Quero que me ligue quando tiver feito —Peço — Eu preciso saber a quão animada ela está e até onde ela pode ir para obter boas informações. — Sim, senhor —responda — Mas se isso der errado, pode afetar nossa imagem, você deve levá-la em conta. — Eu sei, mas também sei que as coisas vão correr bem e como as quero. Sem dizer mais nada, desligo. Pela primeira vez em anos, eu ri muito. Aquele repórter dá muitas razões para rir, porque em breve vou fazê-la pagar por me deixar como um i****a naquela noite. — Logo, Fernanda —murmurou, vendo a sua foto novamente na tela — Nos veremos novamente em breve. *** A imagem de eu comer cubos de queijo no peito daquele ruivo é dissipada por fortes tremores. Eu abro meus olhos e vejo Ravel com lágrimas em seus olhos. — O que aconteceu? O que há de errado? —Pergunto preocupada. —Ele morreu. — Quem? O teu namorado? Bom, já era hora. —Estupida —Ele ri e se afasta de mim — Não, ele está bem. Foi estranhamente doce. — Então quem veado? —O presidente do país. As notícias estão acontecendo. — O quê? —Digo a saltar da cama. Não que eu esteja interessado naquele homem em um nível pessoal, mas em um nível jornalístico. — Sofreu um ataque ou o que aconteceu? —Eu pergunto enquanto coloco um roupão para sair para a sala. — Não, ele morreu ontem à noite, acho que de um ataque cardíaco. —Oh meu Deus —sussurrar. A nossa televisão gigante está ligada e há um relatório sobre a honrosa vida daquele homem. Claro, ele fez um monte de coisas em todo o país, mas ninguém me engana facilmente e eu fui um pouco longe com a minha pesquisa na web. Há muitos poucos sites que expõem as verdades sobre isso e estão muito escondidos, mas se eu sou bom nisso, está cavando em alguém que me interessa. Esse homem tinha acordos de origem duvidosa e cometeu fraude eleitoral em vários estados nas eleições de 2024. Além disso, eu sei que meu cunhado está na Suprema Corte, não porque ele fez muitos méritos para obtê-lo. É claro que ele é um excelente juiz, mas é estranho que ninguém tenha questionado a decisão de colocar alguém tão recente na posição. Mesmo que Cruz tivesse aceitado esse papel, teria sido incomum. Eu libero um snort a cada poucos segundos. Um funeral de estado ao estilo Kennedy está chegando. Cabrini era um presidente amado, e eu tenho que admitir que ele parcialmente ganhou porque nem tudo era tão r**m. Pelo menos abriu bons programas sociais e não procurou provocar outros países. —Isto vai ser um escândalo, tenho de escrever no blog —murmúrio pensativo. — O quê? Oh não, eu conheço, Fernanda, e vai tirar a roupa suja daquele homem —Ravel se queixa — Esta é a minha oportunidade de... — Não, uma coisa é você escrever coisas ultrajantes sobre celebridades de Hollywood, e outra é você jogar um tópico tão sensível agora. Não faça isso, vai ser cancelada.
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