Capítulo 13 Souza narrando Eu já devia saber. Quando a Meio Metro sorria daquele jeito, alguma merda acontecia. E naquela noite aconteceu. Das grandes. Ela estava bêbada. Muito bêbada. Enquanto tentava atravessar o baile, ela parava para cumprimentar qualquer pessoa que cruzasse seu caminho. — Boa noite, moço! O rapaz olhou sem entender. — Boa noite... Ela continuou andando. Dois passos depois resolveu elogiar a barraca de churrasco. — O senhor faz um espetinho muito bonito. O churrasqueiro começou a rir. — Obrigado, moça. Passei a mão no rosto. — Meio Metro. Ela virou sorrindo. — Oi, senhor m*l-humorado. — Vamos embora. Ela fez um biquinho. — Mas eu tô me divertindo. — Eu percebi. Segurei delicadamente seu braço para guiá-la. Ela deu dois passos. Parou de novo.

