Capítulo 36 Souza narrando Ninguém faz p***a nenhuma direito. Joguei o caderno de anotações sobre a mesa da boca. Toda hora aparecia um problema diferente. Era cobrança atrasada. Vapor sumido. Fornecedor enchendo o saco. E, agora, delegado querendo brincar de herói. Peguei o rádio. — Ju. A voz dele chiou logo em seguida. — Fala, irmão. — Tem a p***a de um monte de cobrança para fazer. — Tem três caras enrolando faz duas semanas. — Quero esse dinheiro hoje. — Já tô indo. Joguei o rádio sobre a mesa. Nem cinco minutos depois, o Ju entrou, pegou o caderno e saiu reclamando. — Só sobra serviço pra mim nessa p***a. Balancei a cabeça. — Reclama menos e trabalha mais. Ele levantou o dedo do meio antes de desaparecer pela porta. Não demorou muito para o Val entrar. Fechou a

