— E-eu vou ligar p-para o Jongin vir me b-buscar. — me senti uma criança falando entrecortado por conta do choro que eu tentava prender e Chanyeol tirou minhas coisas da minha mão, me abraçando.
— Não bebê, não. O Sehun é um i****a. Não liga pra ele.
— Chanyeol... A gente não tem nada, eu estou aqui estragando sua vida e impedindo você de ficar com ele. Me deixa ir. Vai ser melhor para todos nós. Eu deveria ter ouvido meu irmão desde o início.
— Uma p***a que vai. Baekhyun, aquele i*****l delinquente na sala é meu meio irmão. Não é nada do que você está pensando. — disse secando minhas lágrimas e me trazendo para seu peito. — E a gente tem muita coisa, você deixa de ser birrento. Senão sabe o que eu vou fazer? — perguntou, me segurando pelos ombros e olhando em meus olhos.
— Não. — respondi limpando meu rosto com a manga da minha blusa, se não fosse minha barriga de quase oito meses daria para acreditar que nem nasci ainda.
— Eu vou morder você inteirinho, vou beijar tudo e fazer muita cosquinha, até você dizer que me ama muito. — sorriu, tentando me arrancar um sorriso.
— Eu nem amo você. — disse com um bico e Chanyeol o beijou, dando vários selinhos longos na minha boca.
— Ama, e vai voltar para aquela sala e ver o filme que a gente combinou, eu peço pizza de abacaxi pra você. — me olhou com a sobrancelha arqueada e sorriu ladino. Ele sabia que aquele pedido eu não conseguiria negar.
— Quero! Quero muito. Com sorvete. — droga, Chanyeol sabia como me comprar, se tem uma coisa que eu amo é a pizza de frutas, é uma delícia.
Chanyeol passou seu braço pelos meus ombros e voltamos para sala, onde o garoto ainda estava.
— Vai embora, Sehun, você não é bem-vindo aqui.
— Meu pai não vai gostar nada disso, Chanyeol, ele disse que você tinha que me vigiar, não foi? — soltou um riso de lado — Eu deveria até mesmo morar na sua casa.
— Mas eu sou um homem casado, tirando meu filho, eu não tenho que cuidar de pirralho nenhum, agora vaza daqui. — disse entre dentes novamente, como se quisesse pegar o garoto pelo braço e jogar porta a fora.
— Sinto muito, mas eu vou ficar. — ele deu de ombros e começou a tocar os canais da TV.
— Eu vou pedir a pizza, coloca no filme. — cochichei para Chanyeol, não queria mais conflitos.
(•••)
Sehun realmente não foi embora, e para que eu pudesse ficar no sofá vendo o filme eu tive que ficar no colo de Chanyeol, o que não foi de todo um r**m, já que ele suavemente acariciar minha cintura e minha nuca, provavelmente por se sentir culpado além de tudo. E eu devo admitir que adorava aqueles carinhos e queria que Sehun ficasse na casa apenas para que Chanyeol continuasse sua tentativa de me tranquilizar dando tudo que eu queria, mas ao mesmo tempo sabia que podia me apegar, pois aquilo não iria durar muito tempo.
Pouco antes do filme acabar eu fui para meu quarto, arrumando a bagunça que eu tinha feito com a minha mala e me deitando na cama, mas antes que eu pegasse no sono alguém entrou.
Cheguei a me assuntar por um segundo achando que Sehun havia entrado ali, mas era apenas Chanyeol.
— Posso dormir com você? Sehun ficou na minha cama. — levantei o edredom e ele deitou.
— Posso te abraçar? Nos três na cama é difícil. — murmurei e Chanyeol riu.
A cama era um pouco maior que uma cama de solteiro, mas com a minha barriga era r**m de dormir nós dois ali ou era a mentira que eu queria me fazer acreditar. Não ficava tão apertado assim, mas eu queria aquele abraço.
Chanyeol me virou de costas para ele e abraçou a minha cintura, puxando o edredom mais para cima, deixando-nos completamente cobertos.
— A gente bem que podia ser um casal, ia ser bom. — sussurrei, o suficiente para Chanyeol ouvir, tentando não me arrepender em seguida.
— Ia, mas e se não der certo? Vida de casal não é só dormir na mesma cama, Baekhyun. Deixa tudo mais complicado.
— Eu sei. Mas eu quero. Tô cansado disso. Se você quer saber minha opinião isso tá uma merda. Eu me arrependo todos os dias de ter saído da casa do meu irmão, porque pelo menos lá eu não criei esperanças de que eu pudesse ter algo com você. Aqui eu crio todo dia. É difícil pra c*****o, dói Chanyeol. Gostar de você dói muito. — desabafei tentando não chorar.
Chanyeol obviamente não era um homem de muitas palavras, mas seus gestos eram muitos significativos. Seus lábios contra os meus era ainda mais.
Me virei na cama e agarrei seus cabelos retribuindo o beijo, que ficava cada vez mais intenso, suas mãos passando pelo meu corpo me faziam arfar e logo Chanyeol chegou entre minhas pernas, acariciando meu m****o sobre a boxer que eu usava.
— c****e, eu tô tentando fazer o melhor, você não vê? Eu quero você feliz, droga. — sussurrou bravo e voltou a me beijar — Eu quero você bem, quero você ao meu lado.
Chanyeol passou a beijar meu pescoço, colocando sua mão dentro da boxer e me fazendo gemer.
— Eu não posso. Não posso fazer sexo...
— Droga, me deu tanta vontade de sentir você. Eu sinto saudades. — sussurrou no meu ouvido me deixando ainda mais duro. — não sabe como tem sido difícil morar com você e não tocar você. Eu tenho trabalhado a mais só para não sofrer tanto. — me beijou.
— Eu também sinto, mas eu não posso e a culpa é sua. — empurrei Chanyeol e voltei a ficar de costas para ele.
— Eu não posso penetrar você, certo?! Mas a gente pode aproveitar um pouco. — Chanyeol puxou minha boxer para baixo, voltando a acariciar meu m****o enquanto colocava o seu entre minhas nádegas — Rebola, empina essa b***a linda pra mim, bebê.
Gemi contido de sentir Chanyeol tão duro entre minhas nádegas, a cabeça molhadinha de seu p*u esfregando minha entrada sem dó, me instigando a fazer exatamente o que ele queria, empinar a b***a e rebolar, dando prazer a nós dois.
Mesmo não tendo uma penetração era muito bom, Chanyeol era habilidoso com as mãos, me tocando com maestria e me fazendo gemer baixinho, rebolando para que ele também sentisse prazer, apertando sua coxa e colando mais nossos corpos.
— Ah, Channie, eu vou gozar... — sussurrei, sentindo ele acariciar ainda mais minha glande.
— Meu gostoso. — sussurrou no meu ouvido e foi o estopim para mim, gozando em sua mão e sentindo seu prazer entre minhas nádegas.
— Te amo, Channie.
Chanyeol beijou todo meu rosto antes de encontrar meus lábios em um beijo calmo e gostoso.
(•••)
— Bom dia. — disse sentindo os beijos de Chanyeol no meu rosto e pescoço.
— Vamos levantar, eu vou fazer o café especial para nós hoje.
Assenti e levantei junto a Chanyeol, tomando um banho antes de irmos para a cozinha fazer o café. Mas o que não esperávamos é que Sehun ainda estivesse aqui e o pior, com outro cara sentado em seu colo, o beijando ferozmente no meio da sala.
— Sehun, eu já disse pra você não andar com essa p**a, como você pode trazer ele pra mim casa? — disse bravo, quase se avançando no mais novo.
— Eu não sou uma p**a. Pro seu governo sou o namorado do Sehun, e eu já disse, não tive culpa da gente ter sido preso aquele dia. — o garoto disse revirando os olhos. — Aí meu Deus, um bebê. — disse correndo até mim e tocando minha barriga — Falta muito pra nascer? Eu amo bebês!
— Não falta não. Falta menos de um mês para o parto. — disse sorrindo com os carinhos que ele fazia na minha barriga.
— Eu me chamo Luhan. — falou olhando para minha barriga. — Eu queria muito ter essa sorte. Vai ser um bebê muito lindo. — falou com voz infantil, olhando para minha barriga.
Chanyeol estava bravo com as atitudes do tal Luhan, mas eu não. Notei realmente que havia um real carinho em seus gestos, talvez até uma forma dolorosa, Luhan pareceu dizer que não poderia ter um.