Capítulo 6

617 Words
Antes que pudesse terminar de falar, o Irmão Mais Velho virou-se bruscamente, protegendo Alice atrás de si. Ele apontou o dedo indicador para a família Ricie: "Vocês ousam intimidar minha mãe? Merecem morrer!" Ao ouvir isso, Alice ficou surpresa. Como é que uma criança de três anos, que deveria estar brincando inocentemente, pôde dizer algo tão severo? Mas crianças são crianças, afinal, e a família Ricie não as levava a sério. "Alice, você não ficou doente por três anos? Como é que você tem um filho tão grande?", disparou Jéssica com veneno na voz. "O quê, você teve um filho ilegítimo com outro homem e, agora que não consegue criá-lo, pensa em voltar para a família Ricie para nos causar problemas?" Ao ver o comportamento agressivo e implacável de Jéssica, Alice sentiu uma onda de raiva. "Jéssica, meça suas palavras. Você não tem coragem nem de poupar uma criança." De repente, ela viu o sorriso zombeteiro de Jéssica, que deu um passo para trás e ordenou: "Vocês estão aí parados sem fazer nada? Saiam daqui e deem uma surra neles!" Por ordem da filha de Carlos, sete ou oito servos entraram em ação mais uma vez. "Irmãozão, estamos perdidos! Saímos escondidos sem guarda-costas, agora estamos em maus lençóis!", o peuqeno Theo não conseguiu conter o suspiro. Noah permaneceu em silêncio, cerrando seus punhos pequenos sem qualquer medo dos adultos altos e imponentes. Seus grandes olhos se arregalaram ainda mais. Alice sentiu uma pontada de dor no coração e, instintivamente, puxou o pequeno para seus braços. Para sua total surpresa, essas crianças haviam aparecido do nada e atrapalhado seus planos de vingança, mas ela não podia permitir que se machucassem. Os criados avançaram e imobilizaram Alice no chão. Ela tentou se levantar, mas descobriu que seu corpo, que havia permanecido inativo por cinco anos, ainda não cooperava totalmente. Subitamente, um criado, empunhando um bastão de madeira pesado, golpeou em direção à cabeça de Noah. Os olhos de Alice se arregalaram; sentiu como se seu coração tivesse sido esmagado. Sem hesitar, ela se lançou e protegeu o filho com o próprio corpo para receber o golpe. Dói. Dói demais. Suas costas pareciam ter sido transformadas em polpa. Através da dor, Alice vislumbrou o rosto presunçoso de Jéssica e esboçou um sorriso de escárnio. No entanto, a expressão de Jéssica mudou subitamente, como se tivesse sido atingida por um raio. Antes que pudesse processar o que estava acontecendo, Alice ouviu a voz aflita da pequena Mariana: "Papai, por favor, salve a mamãe!" Ela soluçava com lágrimas escorrendo pelo rosto. Alice virou a cabeça e viu um homem saindo de um Rolls-Royce. Sua figura imponente exalava uma aura gélida, e suas sobrancelhas franzidas o faziam parecer um demônio enfurecido. Antes que ela pudesse ver bem o rosto dele, foi cercada por dezenas de guarda-costas de terno preto. "Quem se atreve a tocar no meu filho?" A voz do homem era fria e penetrante. Os membros da família Ricie ficaram tão aterrorizados que suas pernas fraquejaram. "Papai!" A garotinha chamou com os olhos brilhando, correndo pelos guarda-costas em direção a Arthur. O coração de Arthur se derreteu. Ele a abraçou com força, sua frieza anterior substituída por uma rara ternura enquanto a examinava em busca de ferimentos. Ah? Pai?, pensou Alice, atordoada. Jéssica quase desmaiou de choque. Essas crianças eram mesmo filhas de Arthur Stone?! Ela havia feito de tudo para tentar se aproximar dele e se casar com o presidente do Grupo Stone, mas quando foi que ele teve três filhos? "Papai, foi aquela mulher má que mandou eles baterem na mamãe e nos meus irmãos . A mamãe salvou o irmão", Mariana reclamou imediatamente, apontando sua mãozinha acusadora para Jéssica.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD