Sienna O carro descia o morro e eu já não sentia mais nada além da dor. Não era aquela dor chata que vinha e ia. Era uma dor que apertava a barriga inteira, que subia pelas costas, que fazia eu perder o fôlego. Eu contava os segundos entre uma onda e outra. Três minutos. Depois dois. Depois um. — Tá quase lá, princesa — o Coroa segurava minha mão com força, a outra mão no meu cabelo acariciando. — Aguenta firme. Você é forte. — Tô com medo — sussurrei, a voz falhando. — Pode ter medo, amor. É normal sentir medo de algo novo. Mas eu tô aqui. Não vou largar sua mão. Vai dar tudo certo. O Playboy dirigia igual doido, cortando farol vermelho, buzinando. Eu fechava os olhos, respirava, sentia a próxima contração chegar. E quando vinha, eu apertava a mão dele e me segurava pra não gr

