Duas semanas depois... Hoje é aniversário de Elis, e estamos todos reunidos na casa dos avós dela. No jardim, para ser mais exato. Não há muita gente, apenas os familiares e amigos mais próximos. E, claro, a peste bubônica está aqui também: Ana. Aquela que ninguém convidaria se pudesse evitar. Nem a sobrinha gosta dela; parece que sente as vibrações negativas que ela exala. — Por que você está aqui sozinha, amor? Meu marido perguntou com um tom preocupado ao se aproximar. — Estou com um pouco de dor de cabeça, nada demais. Respondi, tentando amenizar. — Quer ir para casa? Ele insistiu. — Daqui a pouco. Deixa as meninas se divertirem mais um pouco. Ele sorriu de lado, mas logo brincou: — Deveria fazer como o Clifford fez com a Lola: pegar você nos braços e levar à força. Levantei u

