Luísa Narrando Eu ainda tento entender como um dia que começou tão comum terminou comigo sentada num restaurante chique, de frente pra um homem que parece ter saído de um filme… mas fala igual cria de favela, com uma marra que não combina nada com o jeito cuidadoso que ele me trata. Desde que ele me pegou no colo mais cedo, eu não consigo tirar essa sensação do peito. É como se, quando eu tô nos braços dele, o mundo ficasse leve. Como se eu ficasse leve. Como se nada do que aconteceu tivesse peso suficiente pra me alcançar ali. Os braços dele firmes, o peito largo, o jeito que ele me segura como se eu fosse frágil e preciosa ao mesmo tempo. Eu fecho os olhos e ainda sinto o calor dele na minha pele, o cheiro dele no ar, a forma como ele me colocou no banco do carro sem esforço, como se e

