Jonas Narrando Depois que o pai da Luísa foi na minha casa, o mundo desabou na minha cabeça. Tentei falar com ela. De tudo quanto é jeito. Mensagem, ligação, até recado por gente que conhecia a gente. Nada. Ela não respondia, não atendia, não dava sinal de vida. Cheguei a pensar que ela tinha trocado de número de telefone de tão sumida que ficou. A mãe dela não queria conversa. O pai dela deixou claro que se eu encostasse na filha dele, eu ia parar no hospital de novo. Até as meninas — a Yasmin e a Laura — viraram a cara quando eu tentei me aproximar. A Luísa, pelo jeito, já tinha feito a cabeça de todo mundo. E eu precisava ver ela. Não aguentava mais ficar longe. Não aguentava mais o silêncio. Não aguentava mais o gosto de sangue que voltava toda vez que eu lembrava do que fizeram c

