Luísa Narrando Eu fiquei com a cabeça martelando desde o dia em que a Paulinha falou o nome Magnata com aquela naturalidade toda, como se estivesse falando do chefe do marido dela, de alguém grande, importante, conhecido ali no meio delas. Magnata. O nome bateu na minha mente igual trovão em dia de céu limpo. Não foi um susto. Foi uma certeza que chegou devagar, mas que se instalou de vez. E, de repente, uma pessoa começou a se encaixar na outra. O grandão da praia. O cara que dizia se chamar Magnata. O homem que me olhava como se eu fosse a única pessoa no mundo. O mesmo que me carregou no colo como se eu não pesasse nada. O mesmo que me fez rir dentro do mar, que me secou com a toalha, que me beijou como se o tempo não existisse. Tudo começou a se encaixar. Como peças de um quebra-cab

