Valente Narrando
Ela arregalou os olhos.
— Não é assim também! — respondeu na hora, empurrando meu peito. — Pelo amor de Deus, Vitor! Relacionamento não é isso!
Apontei pra ela, a raiva voltando.
— Então como é?!
— É conversa! É construção! — ela rebateu, os olhos faiscando. — Não é "eu quero", "você quer"! É nós dois!
Respirei pesado. A respiração saindo grossa.
— Vamos parar de histeria. — ela completou, mais calma, os braços cruzados.
Passei a mão na cabeça.
— Eu vou sair. — falei, virando de lado.
— Você não vai sair! — ela falou firme.
Quando eu dei o primeiro passo em direção à moto…
Ela me puxou pelo braço. Me empurrou no sofá. Caí sentado, sem esperar, o corpo batendo nos almofadados.
Ela veio por cima antes que eu pudesse reagir.
Sentou no meu colo. Uma perna de cada lado. As mãos abertas no meu peito. O rosto dela perto. Muito perto.
Meu corpo reagiu na hora. O sangue ferveu. A raiva que eu tava sentindo começou a se transformar em outra coisa.
Segurei firme no cabelo dela. A mão enroscando nos fios, puxando.
— Você não vai fugir de mim. — ela falou, olhando direto nos meus olhos, a voz baixa, a boca quase na minha.
A respiração dela perto da minha. O calor do corpo dela colado no meu. O cheiro dela tomando conta.
— Se você soubesse a raiva que eu tô sentindo… — falei, apertando mais forte o cabelo dela, puxando a cabeça dela pra trás.
— De mim? — ela perguntou, sem recuar, os olhos brilhando.
Fiquei olhando. O peito subindo e descendo.
— Então desconta de outro jeito… — ela sussurrou, desafiando, as mãos descendo pelo meu peito. — Para de brigar comigo e resolve comigo.
Aquilo acendeu tudo. De uma vez. A mão dela na minha nuca. Os dedos dela no meu cabelo. A boca dela perto.
— O que tiver que ser… vai ser. — ela completou, a voz baixa, os lábios roçando os meus. — Não é praticando que a gente chegou no alvo?
Perdi a linha.
Segurei ela firme, os dedos crispados na cintura dela. A tensão virando outra coisa. Misturando raiva, desejo, saudade… tudo junto.
A gente sempre foi assim. Intenso demais. Explosivo demais.
Minhas mãos subiram pela blusa dela. Rasguei. O tecido estalou, se abrindo no meio, o corpo dela aparecendo.
Ela não recuou. Não piscou. Só me olhou.
— Isso. — ela sussurrou. — Agora sim.
Minha mão apertou a cintura dela. Puxei ela contra mim.
Levantei com ela no colo, os braços dela enlaçados no meu pescoço, as pernas cruzadas na minha cintura. Ela me mordeu no ombro, os dentes cravando na pele.
— Não para. — ela falou.
Coloquei ela de pé na frente do sofá. A blusa rasgada caindo pelos ombros. Os olhos dela nos meus.
Minha mão desceu. Puxei o short dela com calcinha e tudo. O tecido deslizou pelas pernas, caiu no chão.
Ela ficou ali. Nua. De frente pra mim. Me encarando.
— Desconta. — ela falou, a voz saindo rouca. — Desconta tudo.
Apertei os dedos no cabelo dela, puxando a cabeça pra trás. A boca dela entreabriu, os olhos semicerrados.
— Vou descontar, sim. — falei, a voz saindo rouca, grossa. — Vou gøzar fundo dentro de você. Até o útero da pørra saber que ali é território meu.
Ela gemeu baixo, as mãos subindo pelo meu peito.
— Eu amo você. — ela sussurrou, os lábios roçando os meus.
Segurei o rosto dela com as duas mãos.
— Eu também te amo, pørra. — falei. — Mais que tudo nessa vida.
Subi com ela no colo, os braços dela enlaçados no meu pescoço, as pernas cruzadas na minha cintura. As duas mãos na b***a dela, apertando, guiando. Subimos as escadas assim, tropeçando nos degraus, os beijos se misturando com a respiração pesada.
Entramos no quarto. Joguei ela na cama. Ela caiu rindo, o corpo nu se espalhando nos lençóis. Fiquei olhando. Tirei a calça com a cueca e tudo, de uma vez. O paü latejando, duro, pronto.
Olhei o corpo dela. Os p****s durinhos, a cintura fina, as pernas abertas me esperando.
E aí eu pensei.
— "Ela com a barriga grande." — a imagem veio na minha cabeça. A barriga redonda, a mão dela apoiada, o rosto iluminado. Meu filho ali, dentro dela. Crescendo. Se formando.
Balancei a cabeça.
Ela percebeu.
— O bebê vai chegar, amor. — falou baixo, a mão estendida pra mim. — Na hora certa.
— Não quero falar sobre isso. — cortei.
— Quer sim. — ela insistiu, os dedos chamando. — Você fala isso desde a primeira vez que você entrou em mim. Quantos anos? Não tem.
Aquilo me pegou. Ela sabia. Ela sempre soube.
Deitei em cima dela, a boca encontrando a dela. Beijei fundo, a língua entrando, explorando. O corpo dela arqueou contra o meu, os braços enlaçando no meu pescoço.
O paü deslizou na b****a dela. Molhada. Pronta. Mas eu não ia entrar fácil.
— Vou com raiva mesmo. — falei perto da boca dela. — Vou no seco.
Ela abriu os olhos, os olhos brilhando.
— Você sabe que eu sou toda sua. — sussurrou. — Pode vir do jeito que quiser. Vou estar pronta pra te receber.
Segurei firme na cintura dela. Alinhei. Coloquei a cabeça do paü na entrada. Ela já arfou.
Empurrei.
— Pørra, Vitor... muito grande. — Ela gritou. O corpo dela arqueou, os dedos cravando nos meus ombros.
Entrei meio seco, a rigidez do paü forçando o caminho. Ela é apertada. Apertada pra caralhø. Sempre foi. Mesmo depois de tantos anos, ela continua apertada do mesmo jeito.
Forcei mais um pouco. Ela gemeu, a boca entreaberta, os olhos revirando.
— Pørra, Valente… — ela gemeu.
— Aguenta. — falei, os dentes travados.
Segurei no cabelo dela, enrolei os dedos, puxei. A cabeça dela jogou pra trás, o pescoço esticado.
— Gostosa… — soltei, a voz saindo falhada. — Como é que pode… tantos anos… e você continuar apertada… gostosa… do mesmo jeito?
Ela não respondeu. Só gemeu. Os dedos dela descendo pelas minhas costas, as unhas raspando na pele.
Comecei a meter. Devagar no começo. Sentindo cada centímetro. A b****a dela me engolindo, me apertando, me sugando.
— "Um filho." — pensei, o paü afundando nela. — "Um pivete meu. Sua cara. Seu jeito. Sua teimosia."
— Amor... — Ela gemeu mais alto. As pernas subiram, se fecharam na minha cintura. Me puxando pra dentro. Me pedindo mais.
Apertei a bundä dela com força, os dedos cravando na carne.
— Quer mais? — perguntei, a voz saindo grossa.
— Quero tudo. — ela gemeu.
E eu dei.
Meteu com força. Com raiva. Com desespero. Com tudo que tava guardado dentro de mim desde que a gente começou a discutir sobre esse assunto.
Cada estocada era uma palavra não dita. Cada gemido dela era uma resposta. Cada aperto da b****a dela era um "sim". Um "vem". Um "agora".
— Você vai ser mãe dos meus filhos, Paulinha. — falei, o paü afundando nela até o talo.
Ela gritou.
— Vai.
Ela gemeu.
— Já pensou nisso?
Ela arqueou o corpo, os dedos cravando nas minhas costas.
— Todo dia. — gemeu. — Todo dia.
Aquilo me pegou. Apertei mais forte. Meti mais rápido.
O suor escorrendo nos dois. A cama rangendo. O som molhado preenchendo o quarto.
E eu pensava.
Pensava na barriga dela grande. Na mão dela no umbigo. Na carinha do meu filho.
Pensava que ela ia ser a mãe mais linda que esse mundo já viu.
Pensava que aquele pivete ia ser o motivo de eu nunca mais pensar em desistir.
— Gøza dentro. — ela gemeu, os olhos fechados. — Gøza fundo.
Meu corpo inteiro travou.
— Diz que é meu. — falei, os dentes travados.
— É seu.
— Diz que vai ser a mãe dos meus filhos.
— Vou. — gemeu.
— Diz que nunca foi de outro.
— Nunca. — os olhos dela se arregalaram, o corpo começando a tremer.
— Então aguenta.
Meti com tudo. Uma vez. Duas. Três.
— Vitor... — Ela gritou. O corpo dela inteiro contraiu, vibrou, se entregou.
E eu gøzei.
Fundo.
Até o útero dela saber que ali era território meu.
Fiquei em cima dela, o corpo ainda tremendo, a respiração pesada.
Ela passou a mão no meu cabelo, os dedos afagando devagar.
— Eu te amo. — sussurrou.
— Também te amo, pørra. — respondi, a boca no pescoço dela.
O suor secando. O quarto cheirando a nós dois.
— O bebê vai chegar, Vitor. Na hora certa. — Ela falou quebrando o silêncio.
Fechei os olhos.
— Eu sei. — falei. — Só tô cansado de esperar.
— Eu também. — Ela beijou o meu peitø e eu respirei fundo, ciente que o cansaço dela é das minhas cobranças.
Deitei do lado, puxando ela pra perto. O corpo dela encaixando no meu.
— Você vai ser uma mãe linda. — falei baixo.
Ela riu.
— Você vai ser um pai maluco.
— Maluco por vocês.
Continua...