Capítulo XXVIII - O Silêncio que Me Curou

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Depois de tudo, aprendi a respeitar o silêncio. Antes, o silêncio me assustava. Fazia-me pensar que algo estava errado, que eu precisava falar, resolver, insistir. Hoje, não. Hoje o silêncio é um lugar seguro. Foi nele que comecei a ouvir a mim mesma outra vez. Não posso dizer que acordei curada de um dia para o outro. Não. A cura não veio em linha reta. Vieram dias bons, dias leves… e outros em que a saudade batia sem avisar. Mas já não era saudade do Samuel — era saudade da mulher que eu fui enquanto acreditava demais, enquanto esperava demais, enquanto me anulava sem perceber. Comecei a observar-me com mais atenção. O que eu gostava. O que me cansava. O que me feria. O que me fazia florescer. E percebi que, durante muito tempo, eu estive num relacionamento onde precisava diminuir a mi

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