bc

Dádiva - Entre a fé e o desejo.

book_age18+
3
FOLLOW
1K
READ
forbidden
friends to lovers
playboy
badboy
blue collar
drama
tragedy
sweet
bxg
lighthearted
campus
rebirth/reborn
like
intro-logo
Blurb

Dádiva - Entre a fé e o desejo é uma história verídica que retrata um relacionamento iniciado em meados de 2020. A narrativa acompanha a trajetória de uma jovem cristã, universitária, de 17 anos, que levava uma vida simples e acreditava profundamente no amor, nas pessoas e nos propósitos de Deus. Romântica e intensa, ela acreditava que ninguém é definido apenas pelo que o mundo diz sobre si, e que, quando Deus tem planos, até aquilo que parece improvável pode ser transformado.Anos antes, essa jovem havia feito uma lista em oração, pedindo a Deus um homem que a amasse de verdade, que fosse intenso, imperfeito, mas sincero — alguém que gostasse dela como ela era e que pudesse mudar, crescer e evoluir. Para ela, ajudar a transformar alguém era também uma forma de contribuir para um mundo melhor. Não pediu riqueza, pediu verdade.Dois anos depois, essa pessoa surge em sua vida. No início, tudo parece encaixar-se: amor, promessas e esperança. Mas, com o tempo, a relação revela suas fissuras. O jovem torna-se, ao mesmo tempo, uma parte boa e uma parte dolorosa da sua história. O que antes parecia propósito passa a ser conflito, e o amor começa a ferir mais do que a curar.O relacionamento chega ao fim quando ambos percebem que, se continuassem juntos, poderiam destruir um ao outro. O fim não acontece por falta de sentimento, mas por consciência. A jovem entra, então, em um processo de recuperação, amadurecimento e reconstrução emocional.Hoje, ela acredita que, se alguém não conseguiu completar devidamente o seu coração, é porque existe alguém reservado por Deus, aguardando o tempo certo para aparecer. A minha vida, depois de você é, acima de tudo, uma história sobre fé, escolhas, perdas e a coragem de seguir em frente quando amar já não é suficiente.

chap-preview
Free preview
Capítulo I - Quando o destino resolveu me testar.
Sempre acreditei que a vida não deve ser vivida de qualquer maneira. Cresci dentro da igreja, entre missas, orações e princípios bem definidos. Desde cedo aprendi que Deus existe, que vê tudo, e que há escolhas que parecem pequenas, mas mudam destinos inteiros. Eu era essa menina. Cristã, católica, universitária, romântica incurável. Daquelas que ainda acreditam que o amor verdadeiro existe — quando não há traição, quando não há maldade, quando não há choro escondido no banheiro. Mas também cresci em um lar onde o amor não foi inteiro. Meus pais se separaram cedo, e eu nunca conheci de verdade o que era ter um pai presente, protetor, constante. Não tive esse colo. Não tive esse porto seguro. E só hoje entendo o quanto isso moldou tudo em mim. Talvez por isso eu tenha passado tanto tempo procurando nos homens aquilo que me faltou em casa. Talvez por isso eu tenha confundido atenção com amor, presença com cuidado. Talvez por isso eu tenha chegado tão perto de me perder. Aos 17 anos, o meu coração estava inquieto. Havia em mim uma urgência difícil de explicar — uma vontade quase desesperada de ter alguém ao meu lado. Alguém para dividir a vida, os planos, o silêncio. Aos 16, tive o meu primeiro “relacionamento”, se é que posso chamar assim. Um namorico inocente, infantil, que durou cerca de um ano. Não houve beijos, nem abraços. Apenas conversas vazias entre dois adolescentes que ainda não sabiam o que era amar. Quando terminou, decidi ficar sozinha. Precisava me curar. Não queria pular de um relacionamento para outro como quem foge do próprio vazio. Mesmo assim, o impulso continuava ali. Forte. Quase físico. Era como se os hormônios gritassem por alguém enquanto a minha fé me pedia calma. Um conflito constante entre o que eu sentia e o que eu acreditava. Foi em fevereiro de 2020, já no primeiro ano da faculdade e em plena pandemia, que tudo começou a mudar. Eu tinha ido à casa de uma amiga para trançar o cabelo. Uma amiga que, na verdade, eu tinha conhecido há poucos dias, por sugestão de outra amiga. Nada parecia especial demais, mas hoje eu sei: o destino já estava a trabalhar. Quando cheguei à casa dela, lembro-me do ambiente simples, do cheiro do creme de cabelo, das conversas soltas, do som baixo da televisão ao fundo. Eu estava tranquila. Desarmada. Não esperava nada além de passar algumas horas ali e voltar para casa. Até que ele apareceu. Quando levantei os olhos e vi Samuel pela primeira vez, algo em mim falhou. Foi um segundo. Talvez menos. Mas foi o suficiente. O nosso olhar se cruzou de um jeito estranho, intenso, quase desconcertante. Não foi bonito no sentido clássico. Foi magnético. Um choque silencioso. Um tchan que eu não pedi e não procurei. Samuel era o oposto de tudo o que eu achava que precisava. Tinha aquele ar de bad boy que chega sem pedir licença. Confiança demais, sorriso fácil, olhar que parecia saber exatamente o efeito que causava. Ele me olhou como quem vê, não como quem apenas passa os olhos. E isso me incomodou. Ele foi simpático, educado, falou pouco comigo naquele dia. Eu, por minha vez, fiz questão de parecer indiferente. Na minha cabeça, eu não queria saber de homens. Eu estava focada em mim, na faculdade, no meu futuro, na minha prosperidade. Homens não faziam parte dos planos que eu tinha feito com Deus. Mas o coração… o coração nunca respeitou muito bem os meus planos. Enquanto a minha amiga trançava o meu cabelo, eu sentia a presença dele ali. Mesmo quando não olhava. Mesmo quando ele estava em outro canto da casa. E aquilo me deixava desconfortável. Não era medo. Era reconhecimento. Como se alguma parte minha o tivesse reconhecido antes mesmo de eu permitir. Mais tarde, eu saberia: Samuel também sentiu. Sentiu curiosidade. Sentiu interesse. Sentiu aquele tipo de atração que não é só física — é desafio. Eu era diferente das meninas com quem ele costumava lidar. Reservada demais. Contida demais. Crente demais. E isso, para alguém como ele, era provocação pura. Naquele dia, quando fui embora, tentei convencer a mim mesma de que não tinha sido nada. Que era coisa da minha cabeça. Que não significava absolutamente nada. Mas desde aquele encontro, algo já tinha sido despertado. O destino, silencioso e paciente, tinha decidido juntar duas almas completamente diferentes. E eu ainda não fazia ideia de que aquele encontro simples, numa casa qualquer, enquanto eu apenas trançava o cabelo, seria o início da história que mudaria tudo em mim.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

A protegida pelo dono do morro 3

read
80.5K
bc

O melhor amigo do meu irmão

read
1.5K
bc

Meu melhor parceiro de vingança

read
1.4K
bc

A garota do quarto ao lado

read
1.6K
bc

Dylan: Entre o amor e o dever

read
3.3K
bc

Sete Noites

read
8.6K
bc

Casei com Um CEO

read
4.2K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook