Capítulo VI - O começo do namoro – entre sorrisos e pequenos ciúmes

597 Words
Desde o dia 08 de junho de 2020, tudo mudou. Samuel e eu éramos oficialmente namorados, e mesmo que ainda estivéssemos aprendendo um com o outro, havia uma eletricidade no ar que eu nunca tinha sentido antes. Na manhã seguinte ao nosso pedido de namoro, acordei com o celular vibrando sem parar. Samuel não perdia tempo: Samuel: Bom dia, minha namorada linda 😏 Dádiva: Bom dia… e sem exageros, ok? 😅 Samuel: Exageros? Só digo a verdade. Tens a certeza que queres ser minha namorada? Porque agora é oficial… e eu vou te sufocar de amor 😏 Sorri, mesmo sentindo aquele frio na barriga. Ele sempre tinha aquele jeito de provocar, de testar meus limites, mas ao mesmo tempo, era impossível não sentir uma mistura de carinho e t***o ao mesmo tempo. Quando nos encontramos mais tarde, meu coração acelerou. Eu me arrumei com cuidado: coloquei aquele macacão jeans que realçava minhas curvas, deixei o cabelo em ondas naturais, passei um perfume doce e fresco, e senti que Samuel iria notar cada detalhe. Ele, claro, percebeu. O olhar dele me atravessou inteiro, e eu senti cada centímetro do meu corpo despertar. — Estás linda hoje — disse ele, tentando sorrir, mas parecia ansioso demais. — Samuel… não exageres — brinquei, mas o coração disparou. E então começamos a caminhar juntos, lado a lado. Cada toque da mão dele era elétrico, cada abraço apertado fazia minha respiração falhar. Eu tentava manter minha postura calma, mas por dentro estava completamente derretida. Samuel: Sabes… — disse ele, baixinho — estava a pensar… nunca me senti assim antes. Dádiva: Assim como? Samuel: Como se cada parte de mim dependesse de ti… Sorri, mas senti um leve arrepio. Ele era intenso demais, e eu ainda estava aprendendo a lidar com aquele nível de dedicação — ou possessividade. Durante os dias seguintes, nossa rotina começou a se formar. Samuel enviava mensagens logo de manhã, ligava só para dizer bom dia, e aparecia sempre que podia. Eu tentava equilibrar meus estudos, minha faculdade e minha vida pessoal, mas ele estava sempre presente, quase como se fosse impossível ficar um minuto sem mim. — Dádiva, — disse ele um dia, segurando minha mão enquanto caminhávamos — quem é essa que te envia mensagens agora? — Samuel! — brinquei, fingindo indignação — É só minha amiga! — Só amiga? — ele perguntou, levantando uma sobrancelha e piscando — Certo, vou acreditar… por agora 😏 Cada gesto dele me deixava dividida entre rir e sentir meu coração acelerar. Era doce, era intenso, era sufocante… e eu não podia negar: amava cada pedacinho disso. Ao mesmo tempo, eu percebia que nem tudo era perfeito. Samuel ainda não sabia exatamente como ser o “homem ideal” em um relacionamento. Ele era doce e presente no começo, mas eu podia sentir, lá no fundo, que certas responsabilidades e compromissos não eram naturais para ele. E mesmo assim, naquele momento, eu queria acreditar que ele poderia aprender, que nós poderíamos crescer juntos. No fim do dia, enquanto me preparava para ir para casa, Samuel segurou minha mão, olhou nos meus olhos e disse: — Dádiva… estou a aprender contigo, a querer ser melhor por ti. Espero que me dês tempo… — Eu sei, Samuel — respondi, sorrindo e corando — Mas lembra-te, eu também preciso de tempo para te entender. E assim começou o nosso namoro oficial. Um começo doce, intenso, cheio de flertes e provocações, mas também o início da realidade de que amar alguém é muito mais complexo do que um primeiro beijo ou uma promessa de felicidade
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD