A noite caíra e finalmente estávamos sozinhos no quarto dele. A porta fechada, a luz fraca entrando apenas pela janela, e o silêncio pesado da casa nos envolvia como um cobertor quente. Cada movimento parecia amplificado. Samuel estava parado do outro lado do quarto, os olhos fixos nos meus, o olhar carregado de desejo, mas também de respeito pelo que eu ainda decidia controlar.
Samuel: Dádiva… — ele começou devagar, cada palavra arrastando meu coração — só nós dois… aqui… sem ninguém para nos interromper.
Dádiva: Eu sei… — murmurei, tentando acalmar o coração que parecia bater no ritmo dele — mas lembra-te do que combinamos.
Ele deu um passo, e eu senti o calor do corpo dele se aproximar, quase me envolvendo completamente. Cada respiração dele chegava junto da minha, e o cheiro do perfume misturado ao cheiro natural dele me fez estremecer. Eu podia sentir cada batida do seu coração, e sabia que ele sentia a minha também.
Samuel: Eu não sei se consigo esperar mais… — ele disse baixo, enquanto encostava a testa na minha.
Dádiva: Eu sei… mas precisamos… — tentei falar, mas as palavras desapareceram quando os lábios dele tocaram os meus.
O beijo começou suave, quase um roçar de lábios, mas logo se tornou quente, intenso, como se cada segundo fosse arrancado do tempo. Minhas mãos tremeram, procurando instintivamente o corpo dele, mas eu me contive, segurando o impulso que me queimava por dentro. Cada toque das mãos dele na minha pele enviava ondas de desejo pelo meu corpo, cada suspiro dele me deixava mais perto de ceder.
Samuel: Dádiva… — ele sussurrou no meu ouvido, e eu senti o calor da respiração dele percorrer meu pescoço — deixa-me sentir-te… só um pouco.
Dádiva: Samuel… — tentei afastá-lo levemente, mas meu corpo reagia sem permissão — não podemos… não agora.
Mesmo assim, nossas roupas começaram a se mover levemente, instintivamente, como se o desejo encontrasse brechas onde pudesse escapar. Ele acariciava meus braços, minha cintura, minha nuca, e cada toque deixava meu corpo em alerta. Eu sentia cada célula vibrando, cada nervo em fogo.
Samuel: Dádiva… só mais um beijo… — ele murmurou entre os lábios, seus dedos enroscando nos meus cabelos, puxando-me levemente — só sentir-te mais perto.
Dádiva: Samuel… — minha voz saiu tremida — só um instante… mas depois paramos.
O beijo se aprofundou, intenso e urgente, quase desenhando o que poderíamos fazer se não houvesse limites. A pele roçando, a respiração entrecortada, os olhares que diziam mais do que qualquer palavra poderiam expressar. Estávamos tão próximos que qualquer movimento podia nos levar além.
Samuel: Dádiva… eu sinto cada pedaço de ti… — ele sussurrou, aproximando os corpos ainda mais. — cada suspiro teu… cada toque teu… está a enlouquecer-me.
Dádiva: Eu sei… e eu sinto o mesmo… — murmurei, deixando meu corpo reagir, mas mantendo o autocontrole. — mas ainda não é hora.
Ficamos ali, quase entregues, quase perdidos no desejo, mas a Dádiva segurou firme. Cada toque, cada beijo, cada suspiro compartilhado aumentava a tensão, deixava o fogo ainda mais alto. A sensação de proximidade, a eletricidade que percorria nossos corpos, o quase proibido… tudo nos deixava em êxtase silencioso.
Quando finalmente nos afastamos, ambos respirando fundo, o ar parecia pesado com o cheiro e calor do que quase aconteceu. Samuel segurou minha mão por um instante, seus olhos brilhando, e eu senti que aquele jogo de quase-i********e nos tornava ainda mais próximos.
Samuel: Então… vamos ter que esperar mais um pouco…
Dádiva: Sim… mas não por muito tempo. — eu sorri, sabendo que aquele fogo contido só cresceria nos próximos dias.
E naquele quarto, naquele instante, aprendemos que o desejo podia ser quase insuportável, mas a paciência e o controle da Dádiva transformavam cada segundo em algo ainda mais intenso e inesquecível.