Cap. 03 Murilo

1112 Words
Murilo narrando Sentindo o perfume doce e envolvente da Íris pertinho de mim depois que ela sentou do meu lado, pensando 'essa p o r r a tá ficando difícil', ainda ela me requisita me perguntando até quando a gente iria resistir. Ela é sempre, sempre me requisita, se impõe. De frágil só a carinha e a saúde, agora um pouco menos. Mas a mente dessa b a n d i d a é firme, ela vem jogando no ataque, enquanto eu estava ali na defensiva, até que não sustentei e avancei no jogo. Segurei na nuca da Íris, sentindo os cabelos loiros, curtos e macios, trouxe o seu rosto pra junto do meu e colei os meus lábios nos dela. São mais macios do que eu imaginava, doces e quentes. Enfio a língua na sua boca encontrando a sua, elas se exploram e o fogo vai consumindo o meu corpo, se espalhando a partir da minha boca para as extremidades. Agarro na sua cintura, aperto e, inconscientemente, puxo mais ela pra mim, querendo mais, entrando em combustão com esse beijo que eu não tinha ideia de que me alucinaria assim, tanto tempo olhando pra essa boquinha delicada, principalmente quando ela pegava no sono ao meu lado. Sinto a minha pele arrepiada, os pelos eriçados, o ar começa a faltar, mas eu sugo mais da sua da língua, mordo o seu lábio inferior, ela geme baixinho no meio do beijo, vou ao céu.. Íris: - Murilo.. - ela fala ofegante quando puxo o seu lábio com os dentes - Ar.. - separo as nossas bocas contra a minha vontade Olho a sua carinha toda rosada, ela respira forte sorrindo, os lábios inchados, os braços ainda em volta do meu pescoço. Murilo: - Ôh, p o r r a! - solto vendo ela sentada de lado do meu colo, ela sorri ainda mais, eu olho em volta no restaurante, a nossa mesa é bem afastada e outras ao redor foram inutilizadas ao meu pedido, e claro pagando um a mais pelo prejuízo do dono em não receber cliente para essas mesas, justo Íris: - Você que me puxou. - toda sonsa, ela ergue as mãos em rendição, pelo visto, ela ficou mais consciente do que eu durante esse beijo, eu viajei legal, essa loirinha vai f u d e r ainda mais com a minha mente a partir de agora, eu esfrego a mão no rosto pensativo, ela aperta os olhos na minha direção e antes que eu pense mais qualquer coisa ou diga algo, ela segura o meu rosto em suas mãos pequenas e levemente frias - Já respirei. - e gruda os seus lábios no meu, ainda no meu colo, nem aí pra nada Íris é assim, livre, leve, quer viver, fazer o que quer e tem vontade, um tsunami se agitando no fundo do mar, doido pra emergir à superfície e arrastar tudo o que ela puder. Eu seguro no seu quadril, ela veio toda linda com um vestido aparentemente comportado, mas que abraça o seu corpo de um jeito que mostra todas as curvas que ela ainda acha que não tem, ela é magrinha sim, p e i t o pequeno, pois é, já reparei, mas a b u n d a sempre foi maiorzinha e empinada, e agora malhando, mané, tá maluco, tá ficando gostosa pra c a r a l h o. Eu correspondo o seu beijo intenso, sua língua urgente, nossas bocas se encaixam perfeitamente, a mão descendo pelo meu pescoço, as unhas arranhando de leve a minha nuca, ela sabe o que tá fazendo, a neurose até bate. Onde ela aprendeu a beijar a sim? Aperto mais a sua cintura, preciso tirar ela do meu colo, ou o meu t e s ã o dará sinais, ainda mais que me bate um bagulho no fundo da mente, a Íris uma vez falando que não queria morrer virgem. Eu quem corto o beijo sem ar agora. P o r r a! Outra virgem. Não que seja uma problema mas, eu fui lá, fiz tudo bonitinho, fui romântico, paciente, foto, todo boiolinha, isso que eu quero mais molecão, e tomei no c u bonito. Bate aquele negócio, aquela neurose de passar por aquilo de novo. Olho nos olhos da Íris, sou seguro de tudo, nos meus punhos nua briga, na minha fuzil numa guerra, na minha perícia numa missão, na minha tropa, até nos meus aliados, mas nesse lance de sentimento eu ainda não consigo me sentir tão firme. Sempre fui o típico 'menino m a u', por isso o vulgo de Hellboy, sempre esquentadinho e sem ligar para nada, eu fiz a minha fama ainda novo, e senti o peso dela quando me dei m a l com a Clara no passado. No fim quem ramelou comigo foi ela, enquanto todo mundo esperava o pior de mim. Mas tá tega, superei faz tempo, mas me entregar assim de novo ainda é f o d a. Íris: - Que foi? - ela faz um carinho no meu rosto? Murilo: - Nada não. Senta aqui do meu lado, pra tu ficar mais confortável. Íris: - Eu tô bem confortável aqui. - ela se remexe no meu colo com um sorriso trazeiro e eu tô aqui pensando em bala, tiro, confronto, sangue, qualquer coisa, pra não ficar de p a u duro Murilo: - Íiiiiris.. - aperto os meus olhos a olhando de lado - Vai, é sério. - dou um tapa na lateral do seu quadril Íris: - Chato! - ela revira os olhos Murilo: - Quer sobremesa? - ela me olha intensamente, passa a língua nos lábios Íris: - Eu quero! - seu tom de voz é rouco P u t a que pariu! Pego o cardápio igual se fosse uma tábua de salvação pra mim. Murilo: - Escolhe aí então. - eu tomo um gole da minha cerveja engolindo seco, pra Íris foi apenas uma taça de vinho, ela até pode beber quando está bem, se não estiver fazendo uso de nenhum medicamento, mas independente, eu nunca deixo ela exagerar Íris: - Não tem nada que eu queira aqui.. - fala passando os olhos no cardápio - Bom, não aqui no cardápio em si. - fala com sensualidade, os olhos azuis adornados pelos cílios especialmente pretos hoje, piscando suave, intencional Murilo: - Meu Deus, Íris. - eu passo a mão no rosto nervoso e então seguro na sua nuca - É isso o que tu quer? Íris: - É o que eu mais quero. - ela junta a sua testa na minha, eu levanto a cabeça um pouco e dou um beijo suave a sua testa
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