Capítulo 2

1368 Words
Amara narrando... Deus, eu já não estava aguentando mais, às conversas idiotas, os comentários machistas, o meu querido pai me empurrando para cima desse tal de Guilherme, se eu pudesse desligar à minha mente, se eu pudesse estar aqui e não prestar atenção em absolutamente nada, seria um privilégio e tanto. Adrian estava ao meu lado e estava tão insatisfeito com esse jantar, quanto eu, a minha madrasta não parava de olhar para o mesmo e eu percebi que ele já estava ficando desconfortável com isso, olhei séria para a mesma que disfarçou olhando para o meu pai, os olhos do Adrian estavam um pedido de socorro e confesso que nos meus também, eu só queria poder curtir à minha noite de uma forma que eu gosto, não aqui, aturando essas pessoas. Edgar: Viu querida, ele é dono de uma empresa multimilionária. — ele diz e eu abro um sorriso. Amara: Sério, meus parabéns, é muito difícil lidar com os desafios do dia a dia que aparecem nas empresas, né? — digo para o mesmo que me olha sem entender. — Às pessoas acham que gerenciar uma empresa é fácil, mas m*l sabem o que a gente passa no dia a dia, ainda mais sendo multimilionária. — digo e ele fica surpreso. Guilherme: Exatamente, como você entende tão bem disso? Amara: Eu não sou o tipo de mulher que gosta de ser bancada por um homem, não sou o tipo de mulher que fica em casa bancando de esposa troféu. — digo e abro um sorriso para o mesmo e o Adrian solta uma risadinha nasal. Eles começam a servir o jantar e eu dou graças à Deus, não vejo a hora de isso acabar e eu poder ir embora para curtir à minha noite do jeito que eu gosto, ficamos ali, jantando, enquanto o meu pai ainda tentava me jogar para cima do tal Guilherme, mas eu não estou afim de me prender e vou deixar isso bem claro, como falei, eu não sou o tipo de mulher que vai ficar em casa esperando o marido com tudo pronto... Amara: Honestamente, papai, eu não estou entendendo onde o senhor quer chegar com essa conversa toda, você está praticamente me jogando para cima do rapaz, e eu não estou gostando nada disso. — digo e o meu pai fica vermelho de raiva na mesma hora. — Olha, eu não estou afim de casar, e acho isso uma falta de respeito, já que o meu companheiro está aqui ao meu lado. — digo e o Adrian me olha desacreditado. Guilherme: Vocês estão juntos? — ele pergunta surpreso. — O seu pai falou que ele era apenas um amigo. Amara: Ele é o meu melhor amigo, o meu companheiro e o sócio da minha empresa, sinto muito, mas o meu pai não sabe nada sobre à minha vida, ele esqueceu completamente de mim quando à minha mãe faleceu, Cristo! Eu preciso ir embora, sinto muito que ele te fez perder tempo com esse jantar e******o, foi um prazer conhecer todos vocês. Me levanto dali e vou saindo com o Adrian, escuto o meu pai chamando por mim, mas eu ignoro completamente o mesmo, entramos no carro e o Adrian ainda está mudo, eu começo a gargalhar e ele n**a me acompanhando. Adrian: Você perdeu o juízo de vez, não foi? Sabe que o seu pai vai querer te matar. Amara: Sabe que eu não me importo com isso, eu não ia ficar nesse jantar e******o, você viu o jeito que ele estava me jogando para cima do rapaz? Adrian: Sim, acho que se dependesse dele, vocês se casavam hoje mesmo. — ele diz e eu confirmo rindo e arrancando com o carro dali. — Vai me largar em casa? — ele pergunta e eu n**o. Amara: Lógico que não, depois dessa noite horrível, vamos agora terminar de uma forma incrível. — digo e ele abre um sorriso maroto. Vou direto para uma das melhores boates que tem aqui na cidade, assim que chegamos, o Rogério já libera à nossa entrada, vamos em direção ao bar e pegamos um drink para cada, a música estava rolando solta, ecoava por todos os cantos, eu comecei a me balançar de um lado para o outro, curtindo cada momento e a energia surreal que esse lugar me trazia. Amara: Olha para à minha cara, será que tá escrito que eu estou em busca de um relacionamento? — pergunto fazendo careta. — Eu não sei o que passa pela cabeça do meu pai, acho que está na hora de procurar um psicólogo para o mesmo. Adrian: Não seja tola, ele só quer que você tome um rumo na vida, você sabe que ele odeia à vida que você leva, para ele é inadmissível uma mulher como você. Amara: Mas eu amo à vida que eu levo, e acho melhor do que ser que nem a esposa troféu dele, sabemos que ela enche ele de gaia, eu pelo menos não me prendo à ninguém e se um dia chegar à conhecer alguém que valha apena se envolver, vou ser leal à essa pessoa, mas vamos parar de falar do meu querido pai e vamos curtir essa noite. — Digo puxando o mesmo para dançarmos, a pista estava cheia, às pessoas dançando, bebendo e rindo, umas trombando nas outras, mas isso era o de menos, o que valia apena era a emoção do momento. Adrian se direcionou ao bar e pegou mais um drink para ele e para mim, nesse meio tempo observei um cara muito bonito me observando, eu não iria chegar nele, hoje não, hoje eu só queria curtir essa balada com o meu melhor amigo e se no fim da noite for para acontecer algo, que seja... Começamos a pular e dançar, os gritos misturados com a música ecoavam em todos os cantos, era uma adrenalina pura e eu estava amando isso. Adrian: Se me der licença, avistei uma linda ruiva. — ele diz e eu olho em direção a onde o mesmo está olhando e abro um sorriso. Amara: Vai lá bonitão, boa sorte! — digo incentivando o mesmo que vai sumindo no meio da multidão, já eu, vou em direção ao banheiro, depois que fiz xixi, lavei bem às mãos e retoquei o meu Gloss, sacudi o meu cabelo que já estava começando a ficar grudado devido ao suor e sai dali, trombei com alguém e quando levantei o olhar o meu corpo inteiro se arrepiou, os seus olhos penetraram os meus, a minha pele inteira começou à queimar e eu fiquei estagnada no lugar, engoli seco e procurei coragem para falar. — Me desculpe, não tinha a intenção disso. — digo e o mesmo puxa um sorriso maroto. Xx: Tudo bem. — ele diz e eu sinto que já escutei essa voz. — Não é a primeira vez que você tromba em mim, acho que o problema é comigo. — ele diz e então eu lembro de ontem, na saída do cassino, era ele, eu abro um sorriso sem jeito e o mesmo dá espaço para mim passar, quando eu passo pelo mesmo, eu dou uma leve olhada para trás e ele está me olhando, saio dali indo em direção à pista, assim que chego o Adrian e a moça ruiva estão juntos dançando. Adrian: Amara, venha aqui. — fui até eles e ele abriu um sorriso. — Essa aqui é a Sara, Sara, essa é a minha amiga Amara que te falei. Amara: Prazer lhe conhecer. — digo para a mesma que abre um sorriso simpático. Sara: O prazer é meu. — ficamos ali curtindo e dançando a noite toda, olhei no relógio e percebi que já era quase 3h da manhã... Confesso que estar aqui segurando vela já estava me deixando um pouco incomodada, então me aproximei deles e perguntei se eles iriam por agora, pois eu já estava querendo ir, a Sara estava de carro e falou que queria terminar essa noite na cama com o Adrian, então me despedi deles e fui em direção ao Cassino, assim que entrei na sala, todos os olhares se voltaram contra mim, mas o dele, o dele me arrepiou por completo.
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