CAPÍTULO 2.

1390 Words
15 anos depois Mansão Beaumont ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤㅤㅤ ㅤㅤ ㅤ ㅤㅤㅤ ㅤㅤㅤ DESPREOCUPADAMENTE, Michelle corria pelo jardim atrás de uma borboleta. A menina de quartoze anos ria do bicho e sequer notou que era observada de longe por grande olhos verdes curiosos. Michelle parou quando, atraída pela borboleta, quase caiu na piscina. Ouviu a risada debochada logo atrás de si. — Não olha por onde anda, aluada? — A garota imediatamente se virou, encarando o de olhos verdes a sua frente. Ela cruzou os braços na altura do peito e revirou os olhos, soprou de cima do seu rosto uma madeixa teimosa que insistia em cair por cima, atrapalhando a visão. — Você, por outro lado, olha demais para onde eu ando, não é, Edward? — Claro, qualquer dia você acaba se matando e alguém precisa dizer onde encontrar o corpo. — com um movimento rápido a garota deu um chute na água, numa tentativa falha de acertar o amigo, que foi mais rápido e desviou, fazendo a água acertar em quem estava logo atrás dele. — Poxa, Ethan, não te vi aí. — Garota i****a! — Ethan gritou com raiva. Se olhar matasse, a pobre Michelle estaria morta. — Foi culpa do seu irmão, não minha! — É só água, irmão. Por acaso, você é de açúcar? — Gargalhando alto demais, Michelle tampou a boca e segurou o riso, vendo a feição enfurecida de Ethan. — Vocês dois me pagam! Saindo batendo o pé, o garoto sumiu de vista e os dois começaram a rir do gêmeo de Edward. Ethan e Edward eram irmão e únicos herdeiros do império Beau. Benny acreditava firmemente que um de seus filhos acabaria assumindo o posto dele futuramente em uma das empresas de advocacia mais importantes de Connecticut. Ele só não sabia qual dos dois era o mais apropriado para tal feito. Michelle, por outro lado, era a filha da empregada Morgana. A garota, querida por toda família Beau, menos, obviamente, por Ethan, não era herdeira de nada, exceto um cargo qualquer que teria que cumprir mais para frente, quando tivesse idade. Assim como sua mãe, tinha crescido no luxuoso terreno da família e, assim como a mãe, assumiria algum posto mais para frente e trabalharia para família, por pura e honesta gratidão, era nisso que ela acreditava, pelo menos. — Como vai a escola? — Edward indagou depois de alguns instantes apenas analisando a garota. Num movimento rápido, ele retirou seus sapatos e sentou-se na beira da piscina, dando palminhas e convidando Michelle a sentar-se com ele. — Um saco. Ontem foi dia de "levar seu herói a escola", mamãe não pôde ir. — suspirou triste e encarou o amigo. — Posso te ajudar a encontrar seu pai, você sabe, não é? Imediatamente a expressão neutra dela mudou, Michelle, talvez um dia, quisesse ficar de frente ao homem que abandonou a si e a sua mãe, mas no momento não se sentia pronta a ceder quanto isso. Ela estava mais focada na sua raiva e no quão pouco se importava com o homem que sequer conhecia. — Eu não quero encontrar ele! — bufou cruzando os braços e batendo os pés violentamente na água. — não me importo com a existência dele, mas é chato quando meus colegas zombam de mim. Apesar de ter sido uma dinâmica bem i****a, temos quase quinze anos, para que levar o pai até a escola e fazer um discurso i****a sobre isso? — Isto, aluadinha — ele deu palminhas na cabeça dela antes de prosseguir. — é amargura porque você não pôde levar o seu. — Pro inferno, seu i****a. — ela pegou um pouco da água da piscina e jogou nele, fazendo ambos rirem. — Você me paga, peste. A garota tentou se levantar e correr, mas Edward foi mais rápido e segurou, empurrando-a na piscina. Como as mãos dela estavam grudadas nas roupas dele, Edward foi junto e ambos acabaram caindo na água. Agora os dois estavam próximos de mais e por alguns instantes, ambos se pegaram encarando um o lábio do outro. Ele se aproximou devagar e, mesmo não parecendo, Michelle congelou, seu coração estava muito acelerado e suas mãos suavam, mesmo embaixo d'água. Edward lhe deu um beijo carinhoso na bochecha e estando levemente envergonhada, ela se afastou. De forma tímida, michelle caminhou até as escadas para sair de lá. Edward observou cada movimento, atento. Odiava se sentir daquele jeito por ela, mas não conseguia evitar. No pouco tempo que passara longe, Michelle tinha crescido e se desenvolvido mais do que ele gostava de admitir e ele se culpava por reparar, não só pela diferença de idade, — ele tinha dezenove e ela, quatorze. — mas por terem crescido juntos, eram praticamente como irmãos. Ele sentia a necessidade de protegê-la, mas também sentia outras coisas e se odiava por isso. — Você não vem? Ela virou-se para olha-lo e Edward teve a impressão de que seus pulmões não estavam funcionando. A blusa que a menina usava estava completamente transparente. Ele arregalou levemente os olhos e concentrou seu olhar na água ao redor dele. Afastando para longe qualquer pensamento sujo e vulgar que pudesse ter. A confusão, por outro lado, já estava instaurada no meio de suas pernas. — Acho melhor você ir trocar de roupa. Vou ficar mais algum tempo na piscina. Então ele deu um olhar significativo para o b***o da garota e Michelle corou, saindo correndo em seguida. Edward riu, e voltou a nadar até acalmar seu corpo e aquele sentimento estranho esvair-se de si. Quando retornou a superfície, a garota estava parada na borda, dessa vez, de biquíni. Ele teve que se concentrar muito para que ela não notasse nenhuma reação diferente. — minha mãe aconselhou que eu botasse um. — então, pulou na água e, calmamente, nadou até ele. — e tá muito calor, não tenho nada melhor para fazer. — Você com certeza morfaria dentro daquele chalé. — A casa é muito bem arejada, graças as árvores em volta. — Sei, sei. — ele estendeu a mão e quando Michelle a pegou, Edward a puxou para si e a afundou na piscina, saindo nadando e rindo logo depois. — seu i****a! — praguejou baixinho e correu atrás dele, de forma lenta, por causa da água. Edward era muito mais ágil nadando do que ela, por isso, não teve esforço em, novamente, afunda-la na água. Michelle sequer tinha tempo para raciocinar e ele já aparecia novamente na sua frente, pronto para ataca-la. — duvido você ganhar de mim no salto. — Você se superestima de mais, garotinha. Edward foi o primeiro a sair da piscina e correr para a borda, Michelle foi logo depois. Ambos deram as mãos, prontos para pular. — Já! Os dois mergulharam de cabeça e emergiram de volta a superfície rindo. Perto demais, Michelle apoiou as mãos nos ombros dele e, novamente, Edward sentiu seu coração parar. Com uma vontade involuntária, ele se aproximou lentamente dela, Edward tomou delicadamente seus lábios num selinho demorado. Michelle fechou os olhos, aquele era seu primeiro beijo, ela queria mais, queria que fosse com ele. Então, ela abriu a boca, imitando os movimentos que suas amigas diziam serem certos. Uma das mãos dele desceram até a cintura da garota, puxando-a mais para si. Não certa se deveria fazer aquilo, Michelle moveu sua língua em direção a boca de Edward, então, ele percebeu e imediatamente a afastou de si. — É melhor você ir... — disse sem a olha-la. — não deveríamos estar fazendo isso. E ela não sabia o porquê, mas aquilo havia a magoado. Num momento, eles estavam se divertindo e no segundo seguinte, Edward partira seu coração. Michelle saiu da piscina sem olhar para trás e ele deu socos na água, passando as mãos no cabelo de forma frustrada. Tinha estragado tudo. — O que você pensa que está fazendo, Edward Beaumont? Ele se virou e encontrou sua mãe o olhando com seu terrível olhar de superioridade, julgamento e desaprovação. Edward suspirou irritado e viu seu irmão logo atrás dela, rindo debochadamente. Ele sabia que sua mãe desaprovava o quer que tivesse acontecendo, sabia como a mulher ligava para status. Só não imaginava que ela fosse tão longe para impedi-lo de fazer o que nem ele sabia.
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