Capítulo 93 — Cibele narrando Eu não sabia dizer qual das duas pessoas sentadas naquela sala estava mais destruída: Elisa ou Antônio. Talvez fossem os dois. O reencontro que ela tinha esperado durante tantos anos finalmente havia acontecido, mas não tinha sido aquele momento perfeito que ela provavelmente imaginou quando era criança. Não existia abraço cinematográfico, nem palavras capazes de apagar o passado. Existiam lágrimas, perguntas, mágoas e uma verdade difícil demais para ser aceita de uma vez. E eu entendia. Depois de tudo que Elisa descobriu, seria impossível simplesmente olhar para o pai e agir como se nada tivesse acontecido. Eu a encontrei do lado de fora da casa alguns minutos depois. Ela estava sentada em um banco de madeira, olhando para o chão. Sentei ao lado dela.

