đź“– CapĂtulo 75 — Daniel narrando A mensagem continuava aberta na tela do meu celular. “Se querem as provas de AntĂ´nio, tragam Elisa.” Li aquelas palavras mais uma vez, tentando encontrar alguma coisa escondida entre elas. Uma ameaça. Uma provocação. Talvez uma armadilha. Qualquer coisa que pudesse nos dar uma vantagem. NĂŁo encontrei. SĂł encontrei a confirmação de que alguĂ©m sabia exatamente o que estávamos procurando. E, pior, sabia que Elisa estava conosco. Guardei o celular no bolso e olhei para Carlos. Ele permanecia imĂłvel, observando a propriedade. O maxilar travado. Os olhos frios. Conhecia aquele olhar. Carlos estava furioso. Mas nĂŁo era uma raiva descontrolada. Era pior. Era aquela calma perigosa que aparecia quando ele começava a organizar cada pensamento antes de toma

