Nadira voltou a trabalhar sentindo um friozinho na barriga e mandou uma mensagem de áudio para o marido contando que o rapaz havia enviado uma mensagem dizendo que tinha esquecido os documentos, a carteira, no apartamento. E ela foi até lá, encontrou e ele passou para buscar.
Brenon ficou um pouco desconfiado, mas não demonstrou. Perguntou se tinha dado tudo certo, e ela disse que sim. Ele perguntou se ela não tinha aproveitado para tirar uma casquinha do novinho, e ela disse que não. E que realmente só entregou a carteira, e ele foi embora.
Ela disse que tinha uma surpresa para o marido à noite. Brenon ficou ansioso, pensando besteira, e voltou a vê-la um pouco mais animadinha do que normalmente nos últimos tempos.
Fael não perdeu tempo. Ele marcou muito bem o nome do restaurante que viu na embalagem e começou a fazer pesquisas. Encontrou o perfil do restaurante, o perfil de Brenon e o de Nadira. Viu que eles pareciam um casal feliz, harmonioso, bem de vida, bem resolvido, apaixonado. Inclusive, viu o post deles do café da manhã que ela recebeu na cama naquela manhã.
Fael ficou intrigado e começou a pensar se aquele relacionamento era de fachada, por interesse, por comodidade. Ficou com a sensação de que Nadira estava traindo o marido e de que queria se livrar dele, só não tinha coragem. Com certeza por motivos financeiros. Foi a primeira coisa que passou pela cabeça dele.
Ele começou a seguir Nadira nas redes sociais e, quando ela postou uma foto no final da tarde na academia com uma amiga, ele curtiu só para chamar atenção.
Ela ainda não tinha visto que ele estava a seguindo. Ela tinha bastante seguidores, então viu e não fez nada. Não bloqueou, mas também não seguiu. Apenas viu e ficou ansiosa, observando, pensando no que ele queria ao segui-la, sendo que ela já tinha falado que não ia rolar de novo.
E ela sabia que aquilo era uma tentação, mas era um risco que ela estava disposta a correr. Conviver com ele ali, tão pertinho, como espectador da sua vida.
Nadira foi para casa depois da academia e resolveu preparar uma surpresa para o marido. Eles estavam em clima de lua de mel, e era exatamente isso que ela queria: ficar bem com ele, se entenderem, se reconectarem.
Ela preparou uma tábua de queijos, separou um belo vinho e comprou alguns produtos em um s*x shop para usar, incluindo uma lingerie de couro lindíssima e sensual, que realçava ainda mais a sua beleza.
Nadira decorou o quarto com velas e pétalas de rosas, deixando tudo com a luz bem escura, suave, avermelhada. Era um verdadeiro quarto do clima proibido, devasso, sugestivo e lindo.
Brenon havia dito que chegaria em casa mais cedo, porque seus funcionários estavam todos trabalhando, não era dia de folga de ninguém importante e ele já estava com tudo meio resolvido no restaurante.
Mas ele acabou encontrando um amigo e se esquecendo do horário, não dando a devida importância à surpresa, e demorou mais de duas horas além do combinado para chegar em casa. Ficou bebendo, perdeu completamente a noção do tempo, enquanto Nadira o esperava pronta, toda trabalhada na dominadora que ela gostava de ser de vez em quando.
Quando Brenon chegou, já tinha bebido além da conta. Isso não deveria atrapalhar os planos dele, mas ela estava brava e irritada, sentada na cama, assistindo televisão, usando a lingerie e olhando as velas quase se apagarem de tanto queimarem enquanto esperava.
Brenon entrou, começou a desabotoar a camisa, surpreso, rindo, e disse:
— Oi, amor… Nossa, você realmente, quando diz que tem uma surpresa, surpreende mesmo. Pelo visto, minha ideia deu certo. Está bastante animada, né? O que aconteceu com a minha esposa?
Ele se aproximou para dar um beijinho. Ela virou o rosto, irritada, e respondeu:
— A sua esposa? Não. Aqui não tem esposinha nenhuma. Porque, se você tivesse uma esposinha agora, estaria com sorte. Não, meu querido, a sua esposa estava te esperando há duas horas atrás. Eu não sou a sua esposa. Eu sou outra coisa.
Ela o afastou com o pé, um pouco bruta, mas com um sorriso m*****o nos lábios.
— Linda, deliciosa. — ele disse, tentando se aproximar, acariciando a silhueta dela.
Ela o afastou de novo, pegou um chicote que estava ao lado da cama, mostrou para ele e falou:
— Agora você vai tomar banho, vai voltar aqui rápido, e eu te quero de joelhos na minha frente. A sua esposinha, que ia abrir as perninhas e dar muito gostoso pra você, meu querido, não está mais aqui. Ela foi embora depois do seu atraso longo… longuíssimo.
Ela deu uma chicotada nas costas de Brenon.
Ele sorriu, se encolheu com a dor, saiu rindo e disse:
— Ok, entendo. Você está com toda a razão. Como uma mulher tão linda e gostosa poderia estar sem razão? Eu já volto. Seu submisso já vem, meu bem.
Brenon foi rindo para o banheiro, entrou para tomar banho e logo voltou, enrolado na toalha. Nadira estava em pé, com o chicote na mão, só esperando.
Ele se aproximou e tentou beijá-la novamente. Ela o afastou sutilmente e disse:
— Não, não, não! Sem beijos por aqui, querido. De joelhos, agora!
Ele se ajoelhou, olhando nos olhos dela, adorando o jogo, o flerte, a ansiedade que aquilo estava lhe causando. Ela deu a volta nele, olhando dos pés à cabeça, e perguntou por que ele demorou.
Ele disse que estava conversando com um amigo.
Levou uma chicotada nas costas, reclamou de dor, começou a rir e pediu para ela ir com mais calma.
Ela sorriu com malícia e disse:
— Calma? Tem certeza que você quer ficar com calma?
Ela fechou a porta e mostrou que atrás dela havia pendurado um acessório que ajudava na aventura, na qual ela ficaria presa, com as pernas abertas, sem poder controlar nada, sem poder se soltar, totalmente entregue a ele.
Ele ficou olhando aquilo pendurado na porta e sorriu, ansioso. Disse que estava louco para perder a calma com ela e estrear o brinquedinho novo.
Ela foi tirando aquilo da porta, com um sorriso de deboche, e disse:
— Não. Eu acho que você não está merecendo usar esse brinquedinho hoje. Eu quero que você se deite, agora!
Ela chegou mais perto e deu outra chicotada nas costas dele.
Brenon se deitou rindo, adorando, mas começando a ficar intrigado, irritado, sem saber o que iria acontecer.