Prólogo
Bratt
— Você tem certeza que quer fazer parte dos красная пантера? (krasnaya pantera - panteras vermelhas) — Jacob pergunta. Olho para os três homens, incluindo Jacob, vestidos de preto fazendo uma roda, me colocando no meio.
— Eu tenho. — Digo.
— Você tem de provar sua lealdade antes de levar a nossa marca no seu sangue. Vamos pedir que faça algumas coisas antes de ser oficialmente um pantera vermelha.
— Entendido. — Respondo.
— Não pode se relacionar com ninguém que não pertença aqui. Se não cumprir com as regras será castigado, se nos trair será morto. — Eles giram, mas eu continuo no meio deles.
— Entendido.
— Tem de estar disposto a roubar e até m***r pelos seus novos irmãos. Não há limites quando se trata dos panteras vermelhas.
— Entendo.
— Se entrar, não sairá. A única saída é a morte.
— Entendo.
— Vamos agora beber o sangue de pantera. — Ele me entrega um cálice, e eu franzo a testa para o líquido vermelho. Será mesmo sangue de pantera? Os russos são estranhos!
Eu bebo e fico feliz por saber que não é sangue. É doce e parece ser uma fruta. Só não faço ideia qual seja.
Todos bebemos e Jacob apaga as vinte velas. — Terminamos a nossa reunião. — Ele diz e os outros homens nos deixam sozinhos.
— Esse ritual acontece sempre que têm um novo m****o? — Pergunto quando estamos sós. — Pensei que éramos mais.
— Você ainda não é bem um pantera vermelha. Sim, fazemos sempre esse ritual e somos mais de duzentos.
— Claro! — Uau!
— Você vai conseguir seguir as regras? Tem de esquecer das mulheres que fazem parte do seu antigo mundo e olhar para as mulheres do seu novo mundo.
— Eu acho que não consigo fazer isso por qualquer mulher que seja. Depois de Elisa, eu não quero mais ninguém.
— Você não sabe o que vai acontecer. Cuidado para não se ferrar. Aqui não perdoamos!
— Não se preocupe! Posso ir para casa? Eu tenho que ir para a universidade amanhã.
— Esteja à vontade! — Ele abre a porta para mim e eu saio.
Sento no bar e peço uma cerveja. Felizmente Liam não trabalha mais aqui senão quebrava a cara dele. Eu nunca vou perdoar o que ele fez.
Olho para trás e vejo algumas mulheres olhando para mim. Eu não posso me relacionar com ninguém. Não fiquei com ninguém depois de Elisa. A última pessoa que beijei foi Blaire e antes dela, foi Sophie. Obviamente, pessoas que não ficariam comigo mesmo que não tivesse me metido nessa m***a que acabei de me meter.
Uma garota de vestido preto me chama atenção quando começa a caminhar com seus saltos altos em minha direção. É Sophie. A melhor amiga da Jolene e da Blaire. E ela está bêbada.
— BRATT! — Ela grita e cai nos meus braços.
— O que você faz aqui?
— Eu não sei. Blaire está em Massachusetts com Lambert, Jolene também está com Paul e eu estou sozinha. — Ela diz.
— Eu vou levar você para casa! — Eu coloco ela no meu colo e saímos para fora. Sophie começa a rir e me abraça.
— Eu sempre sonhei ser levada assim. — Ela coloca o nariz no meu pescoço.
— Você está bêbada.
— Meus pais não podem me ver assim. — Ela fecha os olhos. — Posso dormir com você?
Suspiro. — Não quero que seja expulsa também. Tudo bem.
Eu coloco ela no chão para abrir a porta do carro e deixo ela entrar primeiro. Sophie coloca o cinto e eu reviro os olhos. Mesmo bêbada é certinha.
Conduzo até o meu novo apartamento e levo Sophie para dentro. O único problema é que ela não pára de falar. Estou cansado das suas conversas.
— ...foi a primeira vez que bebi. Você acredita? — Pergunta.
— Sim, eu acredito. — Coloco ela na minha cama, mas ela levanta. Que bêbada mais estranha!
— O que você quer, Sophie? Durma! — Eu digo. — Eu trago um café bem forte para você.
Ela se aproxima rindo e me beija. Não vou mentir que gosto do beijo e que não a afasto, mas também estou aliviado por ela estar bêbada. Se ela sentisse alguma coisa por mim, ambos estaríamos além de quebrados. Estaríamos mortos.