Henry Fontinelle Faz dias que não durmo direito. No máximo, cochilos desconexos em meio a pesadelos repetitivos. Em todos eles, Angeline está me deixando… com uma mala na mão… levando meu filho embora. E eu fico ali, parado, impotente, gritando sem som. O mais irônico? Eu nem sei se esse filho é meu. Talvez não seja. Talvez nunca tenha sido. Mas a p***a do sonho insiste. E me quebra mais do que eu gostaria de admitir. Ultimamente, minha rotina é só empresa e whisky. Troquei o prazer da presença dela pelo gosto amargo do álcool. Meus dias viraram horas amassadas, e minhas noites, um campo de guerra mental. Às vezes, me pego encarando de novo aquelas malditas fotos. Me torturando voluntariamente. Como se me ferir de novo fosse suficiente pra arrancá-la do meu peito. Mas não é. Volto

