Angeline Müller Assim que saímos do restaurante, vejo o carro de Henry encostar na calçada. Ele abaixa o vidro com um sorriso malicioso no rosto que já faz meu coração acelerar. — Carona, senhorita Müller? — pergunta com aquele tom grave que só ele tem. — Sempre. — sorrio de volta, me aproximando. Ele desce, abre a porta com cavalheirismo e, assim que entro, ele se inclina e me beija sem qualquer aviso. Um beijo quente, urgente, do tipo que deixa a alma bagunçada e o corpo em chamas. — Pra minha casa, Angel? — sussurra contra minha boca. Apenas concordo com a cabeça, incapaz de dizer qualquer coisa coerente com os lábios ainda formigando. — Desde que saiu da minha sala, não consegui pensar em mais nada. — ele diz, acelerando o carro. — Você sabe que aquilo foi completamente errado…

