Angeline Müller Estou no ponto de ônibus, abraçada aos meus próprios braços, quando o Roger encosta o carro bem devagar. A janela do passageiro se abaixa. — Carona? — pergunta com aquele sorriso simpático. — Obrigada, mas meu ônibus deve estar chegando. — Angel... aceita, vai. — insiste — Hoje o destino sorriu pra mim me colocando nesse caminho, justo quando eu te encontrei. Penso por alguns segundos. Talvez não custe nada. — Tá bom... vai. — sorrio de leve. (...) Roger estaciona em frente à faculdade e desce comigo. Caminhamos lado a lado, quando sinto a mão dele pousar sutilmente na minha cintura. Faço menção de tirá-la... mas então o vejo. Henry. Está mais à frente, parado como se tivesse saído de um filme. Olhar cortante. Postura altiva. E me observa. Nossos olhos se cruzam

