MARIA JÚLIA
Dirigi nervosa para a casa de Rafael em Copacabana, olhando a todo o tempo para o retrovisor. Estacionei na vaga vazia que tinha no prédio e saí do carro pegando no porta-malas todas as sacolas das coisas que compramos.
Subi apressada para o andar onde ele mora e entrei na casa dando de cara com Dona Jane ali na sala em pé, mexendo na TV com o controle.
— Oi, Maju! — Ela me olhou e percebeu minha preocupação. — Rafael não veio com você?
— Ele... teve que resolver um negócio antes de vir. Mas deve chegar mais tarde. — Poupei a informação de que ele foi levado por policiais e que se descobrirem quem ele é vai ficar um bom tempo preso.
— Você está bem, minha filha? Parece nervosa. — Ela se aproximou.
— Sim, Dona Jane. Eu estou bem, e a senhora? Hoje não é seu dia de folga?
— Era, mas estava sozinha em casa e não tinha nada para fazer. Vim aqui limpar enquanto ouço uma musiquinha.
— Também não tenho muito o que fazer, vou ajudar a senhora. — Ela concordou e deu play na música.
Ajudar ela seria um pretexto para preencher minha cabeça enquanto esperava ansiosamente que Rafael passasse pela porta.
Nós arrumamos a sala, ela arrumou a cozinha enquanto eu dobrava as roupas que ela tirou da máquina. Arrumei o quarto de Rafael também e dei uma limpada no banheiro.
Já eram quase cinco horas e ele ainda não tinha chego. Dona Jane se despediu falando que precisaria ir e perguntou se eu ficaria bem sozinha. Concordei e ela saiu.
Duas horas se passaram desde que eu cheguei em casa, ouvi um barulho no outro lado da porta. Era Rafael, finalmente!
— Ah, graças a Deus! — Corri até ele o abraçando. Ele rodeou minha cintura com um braço e o outro terminou de fechar a porta atrás de nós.
Me afastei segurando seu rosto com as duas mãos, vendo uma marca roxa perto do olho. Passei meu polegar pela marca e ele me beijou levemente.
— Quem fez isso? — Perguntei baixinho.
— Seu pai. — Arregalei os olhos, ele me puxou para perto e nos deitamos no sofá. Eu deitei por cima dele, e minha cabeça ficou apoiada em cima das minhas duas mãos em seu peito. — Não vamos conseguir viajar amanhã.
— Por quê? — Perguntei. — E o que meu pai tem a ver com isso?
— Eu já não sou tão anônimo assim, preciso dar uma pausa na exposição. E p***a, acabei de sair da delegacia que falei umas verdades pro seu pai e ele vai caçar qualquer motivo que seja para me prender, falou até de sequestro. Tá louco atrás de você.
— E tem perigo de ele descobrir quem você é? — Perguntei contornando uma de suas tatuagens com o dedo.
— Eu não deixo rastros nas merdas que faço. — Ele falou olhando para o teto. — Acho difícil ele achar qualquer brecha no meu histórico. — Ele mexeu no bolso pegando o celular, digitou alguma coisa e guardou de novo. — Vamos tomar um banho? — Ele me olhou.
Sua mão foi para minha b***a apertando e eu ri negando com a cabeça.
— Só um banho? — Cerrei os olhos e ele assentiu com a cabeça. Eu rolei para o lado vazio do sofá para que ele levantasse e eu levantei em seguida.
O segui até o banheiro e sem pensar muito ele atacou minha boca e sua língua encontrou a minha. Ele tirou minha camisa e minha calça me deixando somente de peças íntimas, e eu não tive vergonha alguma. Pelo contrário, me virei de costas empinando minha b***a contra seu p*u e tirei meu cabelo das costas para que ele abrisse meu sutiã. Ele deu uma risadinha e entendeu o recado, suas mãos ágeis o abriram e meus s***s ficaram expostos, dando para ver pelo espelho na nossa frente.
Ele beijou meu pescoço e mordeu minha orelha apertando meus p****s com as mãos e mordiscando logo em seguida meu pescoço. Gemi quando senti um de seus dedos na minha i********e, tombei a cabeça para trás apoiando em seu ombro.
— Rafa... — Gemi baixinho quando ele começou a movimentar o dedo sobre o meu c******s.
— Geme para mim, linda. — E assim fiz, baixinho no ouvido dele eu gemia enquanto seus dedos trabalhavam na minha b****a e sua boca no meu pescoço, garantindo mais alguns chupões.
Senti que estava perto de gozar, mas ele tirou o dedo e eu resmunguei o encarando.
— Você vai gozar no meu p*u.
Estremeci com sua afirmação e ele me pegou no colo e me sentou na bancada da pia me beijando. Tirei sua camisa e sua bermuda o deixando somente de cueca, sentindo seus beijos agora na minha clavícula. Sem eu nem estar preparada ele colocou dentro de mim todo o seu comprimento e eu suspirei fincando minha unha em seu ombro, me apoiando enquanto ele se movimentava dentro de mim de maneira rápida e violenta.
Ele olhou em meus olhos com os lábios entreabertos, sua mão que estava na minha cintura subiu para o meu pescoço e apertou ali.
— Gostosa do c*****o. — Ele falou no meu ouvido enquanto estocava fundo em mim.
Ele foi diminuindo os movimentos, até parar ainda dentro de mim. E em um movimento rápido me desceu da bancada e levantou uma das minhas pernas e voltou a estocar forte me fazendo gemer alto.
Sentia minha i********e pulsando, sentindo ele dentro de mim. A sensação de que eu estava perto de gozar voltou, me fazendo inclinar a cabeça para trás e fechar os olhos.
— Não, não. Abre os olhos. Eu quero que você me olhe enquanto goza para mim. — Ele falou bem próximo da minha boca me fazendo suspirar.
Me arrepiei quando ele mordeu meu pescoço e apertou minha cintura. Meu corpo estremeceu em um orgasmo forte e eu continuava olhando para ele enquanto gozava. Ele continuou se movimentando dentro de mim e também gozou diminuindo as estocadas.
Ele saiu de dentro de mim, tirou a camisinha que eu nem o vi colocando, deu um nó e jogou no lixo.
Ele me beijou agora de maneira mais carinhosa, sem segundas intenções.
— Agora podemos tomar banho. — Falei baixinho contra a boca dele e ele riu me levando para o box.
Tomamos um banho trocando beijos molhados e carícias. E ali eu tive certeza que eu tinha me apaixonado por ele. Não pelo sexo, mas por quem ele é comigo, como ele me trata, a confiança que ele me passa, a forma como me protege.
Não poderia negar que estava apaixonada por Rafael.