cap 32 plano

907 Words
MARIA JÚLIA Anoiteceu e eu e Rafael ficamos de preguiça na cama sem fazer muita coisa. Cochilamos algumas vezes, trocamos alguns beijos, mas precisei levantar para ir ao banheiro. Rafael resmungou, mas me soltou. Olhei as horas e eram quase oito da noite. Fiz minhas necessidades, lavei minhas mãos e quando voltei para o quarto Rafael já estava acordado mexendo no celular. — Cauê e Felipe estão vindo para cá. Tem problema para você? — Ele perguntou e eu o olhei estranho. — A casa não é minha, lindo. Não tem problema algum. — Mas você não se dá com Cauê, achei que teria algum problema eles estarem aqui. — Já me resolvi com ele, não tem problema para mim você receber seus amigos. — Me inclinei para beijar ele, mas ele me puxou para sentar no seu colo e eu ri. — Eles já estão chegando. O que quer comer? — Ele tirou uma mecha do meu rosto e colocou atrás da orelha. — Eu como qualquer coisa. — Ele segurou meu rosto com as duas mãos e eu me inclinei para deixar um beijo na sua boca. — Vamos escolher quando eles chegarem. — Assenti e ele me jogou para o lado na cama, me agarrando e eu gargalhei. — Você é linda demais, Maju. ... antes de vir para cá. Veio com um palitinho na mão, um teste de gravidez, positivo cara. A filha da p**a está grávida e disse que eu sou o pai. Os dois riram escandalosamente, nunca vi Rafael rir tanto. Mas o que tinha de engraçado nisso? — Eu te avisei que essa parada de comer toda b****a que você vê pela frente não ia dar certo. — Cauê ria enquanto dava esporro nele. — E ainda xinga a coitada, tu goza dentro e quer o que? — Rafael falou. — Vai assumir, né? Dar assistência e tudo mais. — p***a, eu não sei! — Ele coçou a cabeça. — Eu não sei nem se a criança é minha mesmo. Só ficamos umas duas vezes, não sei se vou assum... — Tá maluco? — Cauê interrompeu. — Tu não é moleque, c*****o, já é homem formado. Assume teus B.Os, não interessa se o filho pode não ser seu, se ela falou que é, então pelo menos dê assistência e apoio. Né não, Dudinha? — Eu? — Apontei para o meu próprio peito e os três me olharam. — Bom, se ela contou para você é porque quer seu apoio sim. Se ela quisesse criar sozinha, nem te procurava. — Tá ouvindo a voz da sabedoria, cara? É isso aí. — Cauê falou e bateu sua mão na minha. — Mas tô feliz que vou ser tio. Sabia que você seria o primeiro do grupo que nos daria sobrinhos, do jeito que fode igual coelho por aí. Rimos e continuamos conversando, até que eles pediram pizza para comermos. Pediram algumas cervejas também e Coca para Rafael que não bebe nenhuma bebida alcoólica de jeito nenhum. Eu bebi uma latinha e já era o suficiente, achava engraçado que eles tentavam me incluir em todos os assuntos e tentavam ao máximo não tocar em assuntos do "trabalho" deles. Mas de vez em quando acabava que tocava nesse assunto e eu ficava perdida. Eles falavam de um tal de Coringa que era dono do Alemão, diziam que o cara deixou o morro pacífico depois que tomou posse. E eu ouvia todas as fofocas mesmo sem entender nada. Meu celular começou a tocar e estranhei, já que os únicos que tinham meu número eram Cauê e Rafa, mas os dois estavam aqui. Rafael também me olhou estranho. — Atende e coloca no viva voz. — Rafael falou e os outros três que estavam ali me encararam esperando que eu fizesse. Ligação on — Alô? — Falei assim que atendi e aguardei uma resposta. — Maria Júlia? — Gelei com a voz e senti a mão de Rafael apertar mais a minha cintura. — Pai... Como conseguiu meu número? — Eu perguntei e os três começaram a se entreolhar. — Deu trabalho, mas não interessa como eu consegui. Quero você em casa, Maria. Se não eu vou até onde você está e você sabe o que vai acontecer. Bem pior que da última vez. — Pai... — Cala a boca e me ouve, você vai pegar as suas coisas e daqui uma hora, vai descer o elevador até o térreo e vai ter um carro te esperando para você vir embora para casa. Se em uma hora você não aparecer, eu tenho um mandado para entrar na p***a dessa casa e destruir tudo o que esse engomadinho tem. Ou você vem por bem, ou por m*l. Olhei para Rafael que olhava para a tela do celular com ódio nos olhos, ele concordou com a cabeça me pedindo para concordar com o que meu pai falava. Achei loucura, mas mesmo assim falei. — Tudo bem, eu vou estar no térreo em uma hora. Não precisa entrar. — Tentei deixar minha voz firme. — Eu espero que você tenha entendido. — Falou e por fim desligou. Ligação off — p***a, esse cara me enche o saco. Eu já falei que você não vai sair daqui. — Rafael encostou a cabeça no sofá e passou a mão livre o rosto enquanto a outra mão apertava minha cintura. — Qual o plano? — Cauê perguntou pronto para enfrentar meu pai.
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