Ok, admito toda vez que eu olhava para o meu pulso soltava gritinhos internos. Tobias estava sentado no sofá olhando para a Tv todo confuso com os programas, provavelmente por não entender nada. Sua carinha de wtf era simplesmente fofíssimo.
— Tudo bem aí? — Perguntei da cozinha.
— Acho que sim. O que eles estão dizendo?
— É uma novela. Basicamente que se amam e bla bla bla, não vale nem a pena traduzir. — Respondi cortando o frango em cubinhos.
Ele se levantou vindo até mim.
— Posso te ajudar?
— Pode não. — Ambos rimos. — Vou fazer strogonoff para o jantar. Um dos meus pratos favoritos.
Tobias se aproximou me abraçando por trás pela cintura. Só de sentir seu corpo tocar o meu, minhas células entravam em êxtase! Ainda mais seus braços fortes envolta da minha cintura mantendo meu corpo ali.
— Cuidado para não se cortar. — Sussurrou muito próximo ao meu ouvido.
Senti que estava me transformando em estado líquido e me derretendo igual sorvete na chapa! Minha nossa senhora. Tentei falar algo, mas da minha boca só saíram grunhidos que o fez rir apoiando o queixo no meu ombro.
— Está me desconcentrando... Capaz de eu cortar um dedo fora. — Novamente o fiz rir.
— Ok ok. — Dando um suave beijo no meu pescoço antes de se afastar.
"Naaaaaaaaao" — Gritaram minhas células.
— Melhorou?
— Não. — Disse fazendo ambos rirem. — Gosto de abraço quentinho.
— Posso te dar muitos. — O olhei sorrindo como uma adolescente. — Tem certeza que não quer ajuda?
— Eu já fiz isso milhões de vezes! Sou quase uma espéc... p***a meu dedo! — Gritei segurando meu dedo com força.
— Droga, você está bem?
Fui até a pia vendo meu sangue pingar no metal encharcando a minha mão.
— Tô, foi só um cortinho. — Abri a torneira deixando que a água levasse o sangue. — No aramaria do banheiro tem uma maleta branca, pega pra mim?
Ele assentiu praticamente correndo até lá e voltando rapidamente com a maleta.
— Posso fazer isso por você. Vem cá.
Segurando na minha mão me sentou na cadeira sentando na minha frente. Abrindo a maleta limpou meu ferimento com um algodão e colocado um bandaid.
— Você foi uma boa garota, merece um pirulito.
— Você tem um pirulito ai?
Tobias me e olhou sorrindo de forma devasse me deixando mais vermelha que o sangue que eu perdi.
— Vou te comprar um pirulito depois. — Disse ao perceber que eu estava totalmente sem graça.
— Acho que estraguei nosso jantar. Vou pedir algo para comer, algum pedido especial? — Perguntei pegando meu celular.
— Me surpreenda.
Logo estávamos a mesa comendo um baião de dois, minhas pupilas gustativas estavam tendo orgasmos múltiplos de tão bom que aquilo estava.
— Ok, me surpreendeu. — Tobias riu cobrindo a boca. — Como se chama isso mesmo?
— Baião de dois.
— O que é um baião?
— Não faço ideia. — Ambos rimos. — Mas gostou?
— Eu adorei! Acho que poderia comer isso pelo resto da minha vida! — Ele parecia uma criança na Disney de tão feliz.
— Eu também.
— E essa bebida aqui? — Perguntou pegando o copo.
— Se chama caipirinha.
— É muito boa!
— Cuidado que embebeda fácil. — Ambos rimos.
— Está querendo me embebedar Beca? — Perguntou tomando um gole.
— Droga você descobriu meu plano! Vou te embebedar e abusar de você. — Ri levando o copo a boca.
— Não precisa me embebedar para isso.
Saiu caipirinha até pelo meu nariz. Tentei disfarçar que quase me afoguei com um copo de caipirinha, mas meus olhos e nariz vermelhos me denunciavam fazendo ambos rirem.
Depois do jantar ele fez questão de lavar a louça dizendo que eu estava machucada, um cortinho de nada meu Deus.
Quando ele terminou fomos para a sala e eu coloquei um filme em inglês para que ambos entendêssemos dessa vez.
Tobias sentou ao meu lado espreguiçando-se e lentamente colocando um dos braços envolta de mim, até aí minha alma já tinha saído e entrado no corpo umas 3 vezes. Respirando fundo discretamente tentei relaxar o meu corpo e quase que em câmera lenta deitando a cabeça em seu ombro.
A essa altura do campeonato eu não sabia nem que filme eu havia colocado, não entendia inglês e nem português, a única coisa que eu sabia é que aquele homem estava me abraçando e eu estava deitada em seu ombro.
Tentei ao menos prestar o mínimo de atenção no filme percebendo que eu havia colocado o Labirinto do Fauno. Quando eu enfim consegui prestar atenção senti que estava sendo observada, lentamente virei minha cabeça para o lado vendo que de fato Tobias estava a me olhar.
— Que foi? — Perguntei franzindo o cenho.
— Só estou pensando.
— Sobre o que?
— Sobre quanto tempo mais eu preciso esperar para poder te beijar.
— E-eu já volto!
Me levantei mais rápido leão correndo atrás de gazela. Quando entrei no banheiro trancando a porta, cobri a boca com a toalha e gritei dando pulinhos de felicidade.
— Calma Rebeca, respira! Aí meu Deus isso tá acontecendo! Tá mesmo acontecendo! — Surtava olhando meu reflexo no espelho.
Colocando a mão na boca me certifiquei de que não estava com m*l hálito, mas mesmo assim escovei os dentes como se não escovasse a 3 meses! Arrumei o cabelo, passei até manteiga de cacau nos lábios!
Respirando fundo enfim sai do banheiro.
— Está tudo bem?
— S-sim, só a natureza chamando. — Ri de puro nervoso não acreditando que eu havia dito aquilo.
Mais nervosa ainda, quase tropeçando nos meus pés, voltei a sentar ao lado dele.
— Sobre o que você disse... Não precisa mais esperar...
Pude vê-lo sorrir, parecia até aliviado. Tobias chegou mais perto colocando uma mão no meu rosto deslizando a ponta dos dedos até o meu pescoço até que seus dedos adentrassem o cabelo da minha nuca.
Lentamente ambos nos aproximamos um do outro até que nossos lábios se tocassem. Tobias puxou um pouco meu cabelo fazendo meu corpo arrepiar-se. Sua língua dançava junto a minha. Sempre achei que esse homem beijasse bem, mas m*l podia imaginar o quão bem!
Mesmo perdendo o fôlego eu não queria me separar dele. Por puro instinto me pus em seu colo com uma perna de cada lado de seu quadril. Aquele beijo só se tornou mais quente conforme minhas mãos iam a sua nuca e suas mãos até a pouca b***a que eu tinha.
Pela necessidade de respirar nos afastamos ofegantes mantendo nossas testas juntas um pouco mais.
— Acho... Acho que me empolguei um pouco. — Disse fazendo ambos rirem.
— Gosto quando se empolga...