Eu não queria que fosse assim. Mas acho que não tem outra escolha.
{•••}
Novamente estava eu batendo em uma porta e demorando a ser atendido.
— O que quer aqui? — Haneul perguntou com cara de poucos amigos fechando a passagem para que eu não entrasse.
— Meu filho.
— Eu achei que você não viria já que Baekhyun o mandou para cá. E claro, vindo de você eu não duvido que fuja de responsabilidades.
— Olha Haneul. Eu sei que eu errei, eu tinha dezoito anos na cara, não é como se eu ainda não pensasse feito criança. Mas eu não sou mais assim, e estava fazendo as coisas dar certo da melhor forma, mas não vejo motivos pra continuar assim, só me dá meu filho.
— O que você quis dizer com isso?
— Sabe que eu me formei em direito certo? Eu imaginei tanta coisa, sonhei com tanta coisa, e no fim eu fui um i****a de novo, só quero que tudo fique da forma correta.
Antes que ela pudesse falar alguma coisa Joongi veio correndo para meus braços.
— Oi garotão. Está pronto para o fim de semana com o Appa?
— Aham! O Appa Baek vai junto? — perguntou animado.
— Não, o Appa Baek está com visitas, vai ser só nós dois. — disse beijando seu rostinho — Vá pegar suas coisas.
— Você não esperava que ele fosse te esperar pra sempre, né? — ela perguntou em um tom mais ameno.
— Não, mas não achei que ele fosse me usar da forma que usou. — peguei Joongi no colo e ajeitei sua mochila já em minhas costas — Segunda-feira eu ligo antes de trazê-lo.
— Leve-o para casa, você não precisa fazer todo esse trajeto.
— Agora o único contato que eu vou ter com o Baekhyun é perante o Juiz, passar bem, Haneul.
{•••}
Apesar de estar se recuperando, Joongi ainda sentia muito cansaço, por conta da quimioterapia. Então não eram nem oito horas da noite quando o pequeno estava dormindo em minha cama.
Depois de tomar um demorado banho e pegar uma taça de vinho, sentei em frente ao meu computador e enviei a Jongin o processo que iria mover contra Baekhyun para ter parte da guarda do meu filho.
Eu estava tão perdido em pensamentos que senti meu coração quase sair pela boca com o susto que tomei ao ouvir meu celular tocar.
— Oi. — disse um pouco seco.
— P-Por que disse aquelas coisas pra minha mãe? O que você vai fazer? — pude ouvir a voz apreensiva de Baekhyun, beirando o choro — V-você não pode tirar meu filho de mim, Chanyeol. Não pode.
— E não vou, Baekhyun. Que tipo de homem você acha que eu sou? Acha que por uma briga com você eu faria nosso filho de fantoche? Está me decepcionando cada vez mais...
— Mas você disse...
— Que queria fazer as coisas certas dessa vez. Estou movendo uma ação para que Joongi tenha meu nome na sua certidão e para que a gente tenha a guarda compartilhada. Eu não vou tirar ele de você. Jamais faria isso com você ou com ele, mas isso é um direito e um dever meu.
— Chanyeol eu...
— Se é sobre a tarde de hoje eu não quero falar Baekhyun. Aliás, qualquer coisa que não envolvam nossos filhos eu não quero falar.
— Não faz isso comigo, por favor. — ele fungou e eu Suspirei — Passar bem, Baekhyun.
Depois de desligar o celular e voltar a tomar o vinho, eu fiquei olhando para o teto por um tempo, eu estava com raiva de tudo que estava acontecendo, ao mesmo tempo que estava com uma dor h******l em meu peito.
{•••}
Infelizmente o fim de semana com Joongi havia passado rápido demais para mim.
O máximo que conseguimos foi ir para um parque fazer um piquenique, ir ao hospital fazer sua quimioterapia e adotar um cachorro chamado Steve, ele que escolheu o nome.
— Aboji, porque você não atende mais as ligações do Appa Baek? Vocês brigaram? — ele me perguntou enquanto estávamos deitados na cama, um de frente para o outro com Steve entre nossos pés.
— É coisa de adulto, filho, você não iria entender. — acariciei seus olhos e ele fez o mesmo olhar de Baekhyun.
— Eu posso Aboji, me conta!
— Nós estamos esperando um bebê, certo? — ele assentiu e eu suspirei — Mas seu Appa tem medo que eu vá embora como eu fui quando você estava na barriga dele, então as ações dele tem me machucado, porque eu jamais vou deixar você ou ao bebê que estamos esperando e ele não entende isso, e isso me machuca muito.
Joongi olhou nos meus olhos e me abraçou.
— Espero que você não se sinta mais assim, aboji, eu quero que você fique com o Appa.
— Eu também quero, meu amor.
Depois disso ficamos abraçados até que o sono nos tomasse.
{•••}
— Filho, o café está pronto. — chamei da cozinha e logo ele veio do quarto vestindo uma bermudinha bege, uma blusa listrada entre azul, branco e verde e o bonezinho que lhe dei de presente no hospital.
— Estou pronto, Aboji.
Depois de tomar café, pegamos sua mochila e minha pasta sobre o sofá.
— Até logo, Steve. — ele disse acariciando as orelhas do cachorro que matou baixinho querendo mais carinho e saímos do apartamento pegando o elevador.
Assim que saí do prédio encontrei Kyungsoo escorado no meu carro fumando um cigarro.
— O que faz aqui? — perguntei enquanto colocava Joongi no carro e o ajeitava na cadeirinha infantil.
— Jongin me mandou pra falar sobre o email que mandou na sexta a noite. Ele está entrando com o processo, mas quer saber até onde você vai levar essa ação.
— E por que ele mandou logo você? — perguntei fechando a porta de Joongi e abri para que Kyungsoo entrasse, logo contornei o carro e entrei também.
— Porque eu sou promotor de Justiça, e talvez seu caso passe para mim, ele achou melhor eu vir discutir isso com você antes, bom dia criança. — virou pra trás e acenou para meu menino que repetiu o ato.
— Bom dia, tio. — ele deu um sorriso muito fofo para Kyungsoo.
— Você tem um boné legal.
— Meu Aboji que me deu, e agora estamos indo para a casa do meu Appa. Você conhece meu Appa? — liguei o carro e comecei seguindo em direção a casa de Baekhyun, já que Haneul mandou uma mensagem logo cedo dizendo ter um compromisso de última hora.
— Não, mas vamos nos conhecer logo, logo.
— Ah, você vai gostar do meu Appa Baek, ele é muito legal e muito lindo, né Aboji?
— Sim, bebê, ele é.
Kyungsoo sorriu e voltou a ficar totalmente de frente no carro, cessando o assunto.
Em poucos minutos já estávamos na casa de Baekhyun.
Peguei Joongi no colo e, por isso insistência dele, Kyungsoo pegou sua mochila e subimos em direção ao apartamento de Baekhyun.
Dessa vez não demorei ser atendido por ele, que claramente parecia estar me esperando, já que estava devidamente vestido e arrumado, não para sair, mas também não como alguém que estava dormindo e era relativamente muito cedo, recém sete e meia dá manhã, sendo mais exato.
— Appa! Esse é o tio, Soo. — Joongi apresentou enquanto ia para o colo de Baekhyun.
Baekhyun olhou para Kyungsoo esperando e largou Joongi no chão.
— Vai lá pra dentro, filho, papai já vai. — Joongi o olhou estranho e entrou. — Estava me cobrando coisas e já aparece na minha casa com outro na segunda de manhã? — cruzou os braços e me olhou bravo como se pudesse falar algo.
— Não que eu te deva satisfações. — respondi ríspido.
— Não me mete nessa história, eu tenho namorado, ok, sou só o promotor de justiça.
— P-promotor?
— Logo mais os papeis chegaram a você Baekhyun, nós não temos mais o que conversar, assim como disse pelo telefone, só fale comigo se foi a respeito dos nossos filhos e agora do Steve.
— Quem é Steve?
— O cachorro que adotamos. Eu mesmo tratarei os papeis para você ter ciência no início desta noite. Passar bem, Baekhyun.