Epílogo parte 2: Vampiros

3825 Words
Após alguns dias deste evento, Josef estava voltando para casa após um longo dia de trabalho, já era de noite, quando viu algo passar correndo atrás do carro enquanto dirigia para fora da cidade, em direção a sua casa, ele então parou o carro e desceu para ver o que era, no ar o cheiro forte de carne morta era forte, dois Homens saíram do meio do mato, aquele mesmo homem loiro e um outro também alto, cabelo preto, cavanhaque, vestia um terno com um sobretudo por cima, ambos na cor preta com acabamentos em vermelho. -Então foi você que matou a Eva e mandou ele para o hospital? -O vampiro de terno perguntou em tom calmo e firme para Josef. -Sim e acho que vou m***r você também pelo visto. -j**k vai você primeiro. O Vampiro correu na direção de Josef, sua velocidade era descomunal, para um humano, para o licantropo era apenas um pouco difícil de prever seus movimentos, mas rapidamente ele assumiu sua forma crinos, tornando-se aquele mesmo lobisomem imponente, mas desta vez sem as veias ou boca luminescentes, o Vampiro acertou o primeiro soco diretamente na barriga do monstro que com um t**a o jogou contra uma árvore, mas logo em seguida sentiu sua pele ser rasgada na parte de trás da perna, em uma tentativa inútil de acertar o vampiro que havia o cortado virou dando um t**a, mas a criatura abaixou-se, fazendo com que a mão de Josef passasse por cima de sua cabeça, em seguida dando um soco no peito da grande b***a, que apenas sentiu o impacto, dando alguns poucos passos para trás, Josef já sem paciência alguma ouviu passos aproximando-se dele pelas costas, em um giro rápido com a mão aberta fincou suas garras na barriga do vampiro, logo em seguida com sua grande boca envolveu a cabeça de j**k, a puxando para cima, Josef virou-se na direção do outro, já banhado em sangue, a criatura tentou atacá-lo novamente, mas falou miseravelmente quando teve seu braço agarrado é totalmente esmagado, com um único movimento com seu braço direito Josef abriu a barriga do vampiro, que teve de arrancar seu braço com a mesma faca usada para cortar a perna do lobisomem anteriormente, ao terminar de romper o último ligamento de de seu braço, caiu no chão tentando rastejar para longe de Josef que interrompeu sua fuga enfiando as garras na perna direita do seu alvo, longo em seguida puxando-a, quando o lobisomem estava prestes a terminar seu trabalho, um houve um clarão logo a sua frente e dele surgiu uma mulher baixinha, pálida, de cabelos longos castanho e um rosto angelical, ela segurou o braço do Vampiro, com ambos sumindo novamente em um clarão. Josef voltou a sua forma humana, correndo em direção as suas roupas que estavam pouco antes do carro, pegou seu celular, ligando rapidamente para Ana, que não demorou a atender. -Ana pega a Alice e vai para o porão. -O que? Por que? Que porão? -Depois eu explico tudo, só vai até o sofá e empurra ele, embaixo tem um alçapão de madeira, entrem lá, eu já to indo tá. Ele juntou rapidamente seus pertences do chão, embarcou e saiu acelerando, passando facilmente dos cem quilômetros por hora, não demorou muito para chegar, a casa estava totalmente desligada, a porta da frente entreaberta, o sol se pondo, parecia que ele estava revivendo tudo aquilo de novo, sacou sua Magnum do porta luvas, desembarcou do carro, começando a andar lentamente até a casa, um arrepio subiu por sua espinha no momento que empurrou a porta, mas não havia nada errado aparentemente, nem se quer cheiro de vampiros, ele correu pela casa procurando se havia alguém, então aliviado voltou até a sala, empurrou o sofá que junto puxou a tampa do alçapão, pois eram amarrados um no outro, neste momento um tiro zuniu pela lateral da cabeça de Josef, que sorriu brevemente. -Sou eu meu amor, não se preocupa. -Meu Deus, você quase me matou do coração, quer falar o que tá acontecendo. -Depois, agora a Alice tá aqui. -Ele falou enquanto ajudava as duas a sair de lá, Alice então abraçou ele, com seus olhos marejados. -Achei que você tinha morrido papai. -Não, eu não deixaria vocês sozinhas, o que acha de ir brincar, quero conversar com a sua mãe. -Josef então deu um beijo na testa da garota que saiu correndo feliz novamente, então Ana veio até ele abraçando-o fortemente. -Eu sabia que você ia voltar, mas estava preocupada. -Tá tudo bem, eu tô aqui já. -Após alguns momentos de silêncio ela levantou seu rosto, para um beijo. -Agora fala, o que aconteceu? -Dois vampiros tentaram me pegar, eles perguntaram se fui eu quem matei a Eva, então falei que sim, eles tentaram me m***r, mas eu revidei, matei um e deixei o outro quase morto, quando apareceu uma vampira e teleportou ele, enfim vou olhar o notebook que está lá no carro, eu havia me esquecido, mas peguei ele no escritório de Eva naquele dia. -Olha, eu vou conversar com a Alice, avisar que ela não vai para a escola amanhã. Cada um foi em uma direção, Josef pegou o computador no porta-malas, sentado em uma poltrona de couro na sala, poltrona que havia comprado a poucos dias, ligou o notebook, que ao ligar exibiu um tela de senha, ele tentou algumas, mas sem sucesso, então gritou por Ana, que em alguns instantes já estava na sala. -Amor o computador exige uma senha, acredito que vamos ter que voltar lá na Ordo um Chao um última vez, você e Alice vão ir comigo, ou me esperam aqui? -Acho que vamos junto, Se ficarmos aqui é algo aparecer, eu não sei nem atirar direito, não tenho poderes e Alice menos ainda. -Tá então preparem as coisas de vocês, vamos viajar. Assim como elas, ele também foi se preparar, desceu para o porão, onde pegou uma caixa de madeira, dentro dela estava sua faca, algumas munições e sua velha roupa de trabalho, quando voltou para cima já estava pronto, assim como em sua primeira missão, mas agora já com o cabelo comprido, assim como a barba, afinal não cortava o cabelo desde antes de sua primeira missão, Ana ao ver-lo vestido daquela forma esboçou um breve sorriso. -Quanto tempo que não te via vestido assim, cai bem em você. -Obrigado, sabe eu me sinto confortável assim. Eles foram para o carro, começando uma viagem de nove horas, pois desta vez ele tinha pressa, afinal sabia que os vampiros estavam atrás dele, sabendo que ninguém poderia pará-lo levou o carro até o estacionamento, onde deixou o veículo, os quatro desceram do carro, para Josef e Luna era como ter voltado para sua velha rotina, já no andar térreo o ex-agente encontrou a destruição deixada por ele, os cadáveres não estavam mais, mas ainda estavam lá todas aquela marcas de tiro, entulhos que caíram na briga, até mesmo grandes manchas de sangue para todo lado, Ana ao ver aquilo encarou Josef por um instante, sabendo que seu Amado havia feito tudo aquilo sozinho. -Como você fez isso? -O papai fez isso? Como? -Sim, fui eu. -Ele se ajoelhou, encarando nos olhos de Alice. -Minha filha, eu me transformo em lobisomem. -Papaii! Eu tô falando sério. -Ela exclama com um pequeno sorriso. -Eu também, talvez você veja mais tarde. -Tá bom. -Mas voltando ao assunto, me transformei, acabei tendo que ceder a b***a, para sobreviver a gente faz qualquer coisa. Enquanto conversavam subiam em direção ao último andar, onde encontraram aquela mesma sala destruída, Josef então virou-se para as garotas. -Seguinte, nós procuramos uma senha de treze letras, a única dica que o computador deu foi isso, a ele também deu a dica de ser uma família, creio eu que seja o nome do clã dela. -Como você sabe tanto sobre que é um clã? -Por que é assim que funciona pra eles, os transformados são como filhos, mas com uma relação diferente, onde podem fazer o que quiserem uns com os outros, desde que não se matem entre si, sem um bom motivo, a gente era ensinado sobre as criaturas. -Nossa, você é incrível papai. Em meio a todas aquela folhas Ana encontrou uma escrito: “Nós avisamos para você parar de mexer com os licantropos, praticamente todos da Nirgun Sanguine te avisaram, eles são imprevisíveis, violentos ,não é porque antigamente fazíamos isso, que hoje devemos fazer, eles são perigosos, ainda mais se você tive algum sentimento por um deles, este é nosso último aviso, nós não iremos mais tolerar essa desobediência. Ass: Rafi.” -Olha gente, achei algo. -Que bom. O grupo ouviu da porta, Luna já estava rosnando quando eles viraram, se deparando com um grupo de três vampiros, sendo a mesma mulher de antes, um homem alto n***o de dreads, extremamente forte, segurando uma faca quase tão grande quanto a de Josef, além do último, um homem branco, vestindo um jaleco médico branco, cabelos pretos, pele pálida, na mão uma pequena seringa. -Ana protege a Alice, eu dou um jeito neles. Os olhos de Josef brilharam, seu rosto tomou um formato que lembrava levemente um animal, seus olhos mudaram para vermelho com a Íris preta, em suas mãos as grandes garras negras, então com sua mão direita sacou a faca, Alice vendo tudo aquilo esboçava um grande sorriso. -Eu falei que eu era lembra. Ele exclamou com sua voz monstruosa, correndo na direção do grupo, o primeiro ataque tentou desferir na moça, que desapareceu, com seu companheiro logo atrás usando sua faca para causar um choque entre as armas, logo em seguida dando um chute na barriga de Josef, que agarrou sua perna, rasgando-a com as unhas, quando sentiu uma faca espada penetrar suas costelas, praticamente o atravessando, o licantropo soltou a perna de seu alvo, enquanto cuspia sangue, virando-se na direção da mulher que o havia atacado. -SUA PUTAA!!! Ele gritou, segurando a mão da mesma que tentava soltar-se sem sucesso, Josef a puxou em sua direção, enquanto levava a faca para o pescoço dela, que tentou bloquear com a mão, tendo a mesma atravessada, assim como seu pescoço, ele então segurou a parte de trás da nuca da Vampira, enquanto com a mão direita com um único movimento atravessou seu peito, saindo do outro lado com o coração. -Eu vou destroçar todos vocês. Ele falou enquanto arrancava a espada de seu corpo e começava a correr na direção do homem moreno, enquanto sua pele rompia-se, assim como sua roupa, dando espaço a grande b***a, neste momento foi possível ouvir um grito de euforia vindo de Alice, Josef saltou em direção ao seu oponente, o derrubando e ficando por cima, enquanto soltava um grande rugido, então quando finalmente o mordeu também sentiu a lâmina do vampiro perfurar seu peito, logo em seguida sendo chutado de cima, Josef não foi muito para trás, mas o suficiente para dar tempo ao vampiro de levantar-se, o vampiro partiu em direção ao lobisomem, que já extremamente em fúria e machucado começou a ceder, aceitar seu lado mais bestial novamente, deixando suas veias no tom de um vermelho luminoso, assim como sua boca que exalava uma leve névoa, o brilho vermelho de seus olhos intensificou-se, quando o vampiro estava a cerca de um metro, sentiu seu rosto ser atingido pela grande pata do lobisomem, sendo arremessado contra a parede, que atravess deixando um grande buraco, Josef pulou pelo mesmo caindo em cima do morto-vivo, logo desferindo diversos ataques em seu peito, assim abrindo um grande buraco até, dava para ver até mesmo a coluna do outro lado, finalizou ao comer seu coração, em quatro patas voltou pelo buraco, onde encontrou o sanguesuga de jaleco segurando Ana em sua frente, enquanto apontava a seringa em seu pescoço Alice aterrorizada logo ao lado sentada no chão, enquanto Luna latía enfurecida. -SOLTA. -Exclamou a grande b***a com sua voz monstruosa. -Não, que tal você voltar a forma humana. Josef aceitando que era um risco muito grande para Ana, voltou a sua forma original, enquanto caminhava em direção ao vampiro, parando logo ao lado de sua arma, mas de forma discreta para que o mesmo não percebesse. -Pronto, agora solta elas. -Não mesmo, aí você me mata. -Faz o seguinte solta ela e me pega no lugar, porque se você m***r ela, eu não vou ter nada a perder. Aproveitando a distração do vampiro Ana desferiu uma cotovelada na barriga do monstro que m*l sentiu, mas por conta de seu susto acabou enfiando a seringa na mulher, o líquido acinzentado rapidamente se esvaziou no pescoço da mulher, Josef ao ver aquilo pulou transformando-se no ar, o morto-vivo soltou a Ana enquanto tentava escapar, mas sem sucesso, o agente aterrissou nas costas da criatura, arrancando sua cabeça com uma única mordida, então em quatro patas aproximou-se das meninas, olhando para a garotinha exclamou: -Sobe. Enquanto fazia sinal com a cabeça, sua voz grossa e assustador fez a menina se arrepiar de medo, mas mesmo assim montou no lobisomem, Ana cambaleando, com sua visão turva segurou-se no monstro, enquanto Alice ajudava a subir, Josef então partiu em disparada, pulando de um lado para o outro do prédio, atravessando de andar para andar, até o térreo, de lá correndo direto para a garagem, lá Alice colocou Ana no banco de trás deitada, enquanto Josef vestia-se novamente , em poucos minutos já estavam partindo para o hospital, como não era muito longe, em pouco tempo chegaram, com Ana no colo Josef adentrou o hospital desesperado. -AJUDA! Ele gritava, quando uma enfermeira veio ao encontro dos quatro. -Meu Deus, o que houve com ela? -A mulher fala apontando para Ana que começava a tomar um tom pálido. -Um pirado injetou uma seringa no pescoço dela. -Bom vou mandar outra enfermeira pra falar com você, você também não parece muito bem. -Ok, faz isso por favor. Ao ver sua amada sendo levada pela enfermeira a adrenalina de Josef baixou, ele enfim apagou, caindo ao chão, junto de Alice e Luna, pouco tempo se passou, quando Josef acordou em um pequeno quarto de hospital, uma enfermeira, juntamente a um policial de estatura mediana e pele parda, estavam no quarto, sua filha estava ali sentada, com Luna ao seu lado. -Que bom que acordou, você pode responder algumas perguntas? -Indagou o Policial -Claro, o que precisa saber? -Como você acabou com tantas facadas pelo corpo. -Um grupo de vagabundos atacou a mim e minha família na rua, lutei com eles, mas ainda assim acabei me machucando e falhando ao proteger minha esposa, para um policial eu deveria estar melhor preparado. -Calma você também é policial? Não se culpe, eram três contra um, você não tinha muito o que fazer, pelo que vi nem armado você estava, parabéns pela coragem. -Obrigado, se tiver mais alguma pergunta vou estar por aqui até minha esposa melhorar. -Certo, eu tenho que ir lá, mas qualquer informação que lembrar pode pedir para a enfermeira ligar que eu venho. Após o fim da conversa o homem saiu do quarto, deixando apenas a enfermeira que estava regulando seu soro. -Senhor você tem um fator de cura incrível, nunca vi ninguém se regenerar tão rápido, sua esposa também nos impressionou. -Ela está bem? -Sim, aparentemente seu corpo criou imunidade ao veneno, mesmo sendo extremamente mortal. -Sério? Que alívio, muito obrigado. -Não precisa agradecer. A mulher falou enquanto saia do quarto, Josef rapidamente levantou-se, logo indo até a cômoda que ficava a frente de su maca, onde pegou suas roupas de volta, após vestir-se, se aproximou de Alice, ajoelhando em sua frente. -Como você tá? Sei que foi muita coisa de uma só vez. -Não se preocupe papai, lembra de onde você me tirou? -Lembro, lembro sim, te amo tá, prometo que nunca vou deixar nada acontecer a você. Ele fala enquanto a abraça, Luna por sua vez aproximou-se, tentando dar a pata para um dos dois, o que ocasionou em alguns tapas no braço de Alice, a garotinha agarrou a pata da cachorra, logo abraçando-a também, os três saíram do quarto, Josef sabia que teria de voltar ao prédio onde deixou suas coisas, lá estavam todos os seus pertences, chegando a recepção, ouviu a voz de Ana, “Onde ele está? Ele tá bem?”, mas antes que a enfermeira respondesse, Josef se aproximou por trás. -Tô sim, tô bem aqui meu amor. -Meu Deus você me preocupou tanto. -Ela abraçou fortemente o tenente, que retribuiu com a mesma intensidade. -Não precisa, já falei que eu não vou morrer. -Por favor não me assuste mais assim, eu te amo demais pra te perder. -Vou tentar, a propósito, também te amo meu amor. -Ana ao notar o que havia falado, ficou com seu rosto enrubescido, Josef então a beijou. -Vamos, tenho que pegar minhas coisas que ficaram lá. -Vamos. Os quatro não demoraram muito a sair do hospital, após pagar a conta de quatro mil dólares, em pouco tempo já estavam de volta ao grande prédio espelhado, onde o licantropo pegou seus pertences, logo podendo finalmente partir, a caminho de casa Josef sentia suas feridas fechando lentamente, o que era bem incomum, mas para garantir que descobriria o motivo, pegou as armas dos cadáveres, o caminho de volta para casa foi animado, com pequenas paradas, jogos, músicas e até mesmo alguns ensinamentos para Alice que voltou o caminho todo com perguntas sobre como era ser um “lobisomem, agente secreto e papai” perguntas que na maioria das vezes Josef sabia responder, mas algumas o pegaram desprevenido, como por exemplo quando ela perguntou “o que nasceria se ele e Ana tivessem um filho”, pois ela evidentemente não era humana, assim como ele. Após chegar em casa a mulher pegou as armas e um microscópio que trouxe na mudança, junto de alguns utensílios para retirada de amostra, em pouco tempo havia estudado as armas, chegando a conclusão que aquilo sem dúvida não eram armas comuns, era um tipo de metal que ela nunca tinha visto, além do fato de ter pequenas runas entalhadas, junto do que parecia um veneno totalmente desconhecido até o momento, Ana então aproximou-se do homem que estava preparando o jantar. -Olha meu amor, eu não faço ideia do que seja esse veneno, você não aprendeu nada sobre isso no seu treinamento? -Se você não soube identificar então já sei o que deve ser, um dos poucos venenos no mundo que não estão listados, pois seria um problema para os governos, já pensou ter que informar sobre criaturas sobrenaturais espalhadas por aí? Bom vampiros soltam um veneno, a questão é que para algumas criaturas isso pode ser letal, enquanto para algumas pessoas ou outras criaturas, pode transformá-las. -Então pra você isso fez m*l, mas porque não me afetou? -Isso eu ainda não sei, talvez porque de certa forma você já morreu, ou te afetou e nós só não notamos, você pode assumir aqui rapidinho? Tenho que ver aquele computador. -Claro, vai lá meu amor. Josef então pegou o computador que estava na dentro de uma gaveta, em um armário no quarto, ao ligá-lo a caixa para por a senha abriu-se novamente, então o ex-agente digitou “Nirgun Sanguine” assim finalmente desbloqueando a máquina, na tela principal estava uma pasta de mesmo nome, com arquivos, cada um com um nome ou data, entre eles estava “superioridade racial”, um documento que explicava melhor a tal causa, movimento dito por um metamorfo com discurso nazista, basicamente os vampiros e metamorfose uniram forças para tomar o que era deles por “direito”, pois os humanos eram imperfeitos, o que os metamorfose não sabiam é que eles eram os próximos, afinal a Nirgun Sanguine também os achava inferiores. Entre os demais arquivos estavam “Alex: Metamorfo que está dando problemas”, que falava sobre a primeira missão oficial de Josef, aparentemente ele deveria ser eliminado pois seus assassinatos estavam chamando atenção indesejada, além de ser extremamente arrogante, servindo a alguém ainda não identificado. “extermínio de ninho rival, missão que Josef acompanhou quando aluno ainda”, ao ver aquele arquivo Josef arrepiou-se, afinal foi naquele dia que perdeu boa parte de sua humanidade, o motivo da missão era porque aquele grupo de vampiros era contra o movimento, afinal por serem mais fracos que os demais, iriam ser subjugados. O último arquivo chamava-se “Josef” Era um grande arquivo com informações sobre o agente e o quanto ele era promissor, pelo menos no início quando fazia tudo sem questionar, mas o quanto isso mudou após conhecer Ana, que tornou-se o foco principal do investigador, também citava uma lista de habilidades que a licantropia o concedia, junto a foto de um Vampiro que segurava um lobisomem acorrentado, no computador tinham diversos outros arquivos, ao terminar de ler, Josef desligou o computador e guardou, para evitar problemas, mas manter essas pistas, quando ouviu Ana gritando para irem jantar, afinal a comida estava pronta, todos aproveitaram aquela noite tranquila, assistiram o filme “Quero m***r meu padrasto”, onde um homem casava-se com uma mulher sem saber que o filho mais velho era um psicopata, então Josef levou Alice para seu quarto, que recém havia sido reformado, com toda sua decoração tendo mudado para algo mais feminino, a cama abaixo da janela possuía um lençol rosa, com borda de rendinha feita à mão por Ana, uma fronha igualmente rosa, a cama era de madeira, parecida com a dos pais, com a diferença de ser para solteiro, no canto do quarto uma escrivaninha com um computador, além de um belo guarda roupas de madeira, o tapete a frente da cama era branco com pelinhos, os brinquedos na caixa foram mantidos, apenas adicionando mais alguns de menina, além da poltrona, pois Alice amava ouvir Josef contar histórias, principalmente a sobre um rei, que perdeu sua esposa por um monstro c***l e então na sua busca por vingaça encontrou uma nova família. O Tenente a colocou na cama, beijou sua testa e sussurrou em seu ouvido: -Qualquer coisa o papai tá no quarto do lado tá, te amo. -Também te amo papai. -Ela exclamou o abraçando com força. O agente saiu o mais rápido possível do quarto, pois queria evitar demonstrar muitas emoções, já do lado de fora limpou seus olhos que estavam marejado, afinal por muito tempo achou que nunca ouviria um “eu te amo papai”, com um sorriso no rosto entrou no quarto. -AMOR ELA ME CHAMOU DE PAPAI E DISSE QUE ME AMA! -Josef gritou em euforia -A que legal meu amor, parabéns, é legal né? -Muito, obrigado. -Pelo que? -Por me dar uma família novamente. Ao deitar-se na cama Ana o beijou enquanto o abraçava fortemente, entre muito beijos e carícias, tiveram sua primeira noite mais “quente”, os dias se seguiram felizes, ele amava aquela vida, aquilo tudo era um sonho para ele.
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