Em busca de um cultista

4312 Words
Eles entraram no carro, Ana permanecia em silêncio, encostada no vidro, olhando para fora, Josef por algum tempo apenas dirigiu, enquanto culpava-se por ela estar daquele jeito. -Olha sei que o que aconteceu ontem foi terrível, mas você sabe que eu não tenho culpa, eu nem sei o que foi aquilo direito, vou entender se quiser voltar pra casa, te levo até a rodoviária e pago sua passagem de volta. -Não, eu só tô um pouco em choque, eu vi você se transformar em um monstro, o primeiro que eu vi também. -Eu sei, mas… Josef não terminou o que estava falando, apenas ficou quieto e voltou dirigir, agora com muito mais facilidade, afinal tinha ambos os braços, ambos passaram o resto da viagem em silêncio, parando apenas para comer e abastecer, após algumas horas o trio chegou na cidade por volta das duas da tarde, os campos verdes ao redor do lugarejo deixava a entrada do lugar incrível, ele estacionou o carro. -É bonito né? -Sim, desculpa pela forma como regi, nem imagino como você deve tá se sentindo, em nem um momento me preocupei com isso, desculpa mesmo. Josef inclinou seu corpo na direção de Ana e a abraçou. -Tá tudo bem, eu tô bem, além de agora ter mais uma forma de lutar. Ele falou com um sorriso no rosto, agora olhando em volta com mais atenção eles notam que pararam no centro da cidade, o que era até meio surpreendente, já que fazia apenas uns 5 minutos que entraram na cidade. -Ei vamos pedir informação, para saber onde fica esse lugar, além de que eu tô morrendo de fome. A garota comenta enquanto passa a mão em sua barriga em movimentos circulares, os três desceram do carro, indo até uma lanchonete que ficava ali pertinho, primeiro a garota entrou para fazer seu pedido, enquanto Josef esperava na porta com Luna, afinal ela não podia entrar no estabelecimento, logo após mudando, Josef entrou no lugar com um certo ar de confiança, como quem já fez aquilo diversas vezes, algumas pessoas que estavam no lugar até param para olhar o homem, afinal além de confiante era um forasteiro, ele chegou apoiando-se no balcão. -Em que posso ajudar? -Queria pedir um hambúrguer e algumas informações. -Certo e qual informação você precisa? Josef então puxou do bolso uma foto do tamanho de uma folha A4 que mostrava a cidade e um pouco ao lado um círculo em uma região, região essa que ocuparia mais ou menos três quilômetros quando convertido para tamanho real. -O senhor sabe sobre alguém estranho, algo de diferente, qualquer coisa anormal nesta região. O balconista ao ver a foto e ouvir a pergunta de Josef, o semblante do balconista mudou de despreocupado a incomodado, mas logo tentando disfarçar. -Não, na verdade a cidade é bem parada, nada demais acontece por aqui, muito menos nessa região aí. -Ta bom, agradeço por isso senhor. Josef voltou até Ana que ainda estava na porta esperando juntamente com Luna. -Eu perguntei, mas ele tá querendo esconder algo, ele ficou todo errado quando perguntei, vamos esperar até ele sair e vamos seguir ele. Eles esperaram pelos seus Hambúrgueres, quando pegaram, voltaram até o carro, onde comeram e observaram o atendente. Algum tempo se passou, ele saiu e entrou em um Hb20 azul, logo saindo em direção a região em que marcava no mapa, Josef então o seguiu, com os faróis desligados e mantendo certa distância pra evitar que os vissem, a veículo azul parou em frente a uma porteira de fazenda, onde desembarcou para abrir a porteira, Josef também desceu silenciosamente do carro e aproximando-se por trás, mas quando estava muito próximo o garoto se virou para Josef enquanto puxava uma faca de sua cintura, tentando desferir um ataque no agente, por sorte o corte foi superficial, apenas fazendo um pequeno arranhão em sua bochecha. -Achou que eu não tinha notado você me seguindo? Nem ouse pensar em pegar a sua faca, eu tô bem perto e vou te furar inteiro se tentar. -Ele falava apontando a faca na direção de Josef, era visível seu nervosismo, afinal ele tremia um pouco. -Calma, não vou pegar minha faca, só quero a verdade. -É melhor você entrar no seu carro e ir embora! Josef nesse momento perdeu a paciência, logo dando um chute no meio do peito do garoto, que não nem se quer teve tempo reagir pois não esperava por aquilo, Josef havia levantado seu joelho na altura do peito, logo em seguida esticando a perna acertando na região do estômago do garoto com a sola de sua bota, o que acabou por joga-lo no arame farpado da cerca, a força foi tanta que estourou o arame da cerca, Josef então foi até o jovem caído, pegou sua cabeça com a mão esquerda, apoiando a nuca do garoto na mão, enquanto com a mão direita socava. -QUEM… VOCÊ … PENSA… QUE… É… -Josef para você vai m***r ele! -PARA… ME… ESFAQUEAR! A cada paralavra ele desferia um soco, o nariz do garoto já tinha quebrado, assim como diversos dentes, quando Josef sentiu seu braço ser segurado, olhando para trás ele viu Ana, e quando olhou para si mesmo notou que em suas mãos já estavam surgindo garras negras e seu corpo havia começado a crescer. -Desculpa, acho que perdi o controle. -Tudo bem, o importante é que você parou. Durante este curto diálogo Josef tirou a cinta do garoto, amarrando suas mãos para trás, logo o levantando pelas mesmas, levando arrastado até o carro, enquanto o garoto gemia moribundo babando sangue, ele então abriu o porta-malas e jogou o atendente lá dentro. -Vamos entrar na fazenda, acredito que o que a gente quer vai tá lá dentro. -Certo, só deixa eu pegar munição na minha mala -Pega pra mim também por favor. Enquanto eles conversavam Ana foi até o carro, onde pegou mais três carregadores para seu revólver e três para Josef, então o grupo adentrou a fazenda, passando pelo recém criado buraco da cerca, indo em direção a casa que era possível ver ao longe, através da luz da Lua cheia que banhava os campos. Ao aproximar-se eles encontraram uma casa de dois andares, uma varanda cercando todo o primeiro andar, assim como a sacada do segundo que era sustentada pelos pilares da primeira, pilares esses que atravessavam até o teto, para garantir sua sustentação, a casa era feita de alvenaria e pintada na cor bege, com o parapeito da sacada na cor cinza. Aproximando-se da porta de entrada era possível notar certa robustez na porta, que ao girar a maçaneta estava trancada, Josef sabendo de sua mais nova condição então resolveu tirar vantagem, respirou fundo e isolou sua mente, aqueles barulho que nem eram notáveis, pois a cabeça dele já estava acostumada, cessaram, aqueles barulhos que antes não pareciam nada, simplesmente sumiram, trazendo até mesmo uma sensação de alívio, então ele focou sua audição no lado de dentro da casa, escutando a respiração de três pessoas lá dentro. -Não tão falando nada, acho que estão dormindo. -Ok, acho melhor então a gente entrar sem fazer barulho. -Tem razão, vamos dar uma volta na casa, ver se achamos uma porta aberta. O grupo então andou em volta da casa, achando uma janela no segundo andar aberta. -Como a gente sobe até lá? -Olha eu posso até tentar me transformar pra subir, mas a ideia de fazer silêncio iria falhar, sem contar que não sei como fazer isso ainda, fora o fato de que posso perder o controle. -Sim, bom pelo visto não vai ter jeito a não ser invadir a força. -Ok,vamos pela porta da frente.. Eles se dirigiram até a porta da frente, e então chutou a porta da mesma forma que fez com o atendente alguns instantes antes, a porta de abriu com força quebrando o trinco, a dobradiça mais de cima, o que fez com que as outras também quebrasse sequencialmente, fazendo com que porta caísse praticamente em câmera lenta, do andar de cima era possível ouvir comoção, Josef e Ana pegaram cobertura na lateral da porta, para o lado de fora. -Escuta eu tô armado, é melhor ir embora! -Nossa que medo, tô me borrando todo aqui! Josef gritava de volta em tom de deboche, Ana do lado oposto da porta o encarava assustada, mas segurando seu revólver, ao seu lado Luna rosnava. -Olha senhor, se você largar essa arma ninguém se machuca, ou eu e minhas companheiras vamos entrar e m***r todo mundo! -Então venham seus desgraçados! -Ana eu vou entrar primeiro, você vem atrás, me dá cobertura. -Josef sussurrou. Josef então adentrou o local, sentindo o cheiro das três pessoas, mas era diferente do cheiro comum que as pessoas normalmente têm, eram como se algo tivesse apodrecido ali, o lobisomem também ouvia seus passos vindo na direção da porta, ao entrar na casa ele se deparou com uma sala grande, tendo um sofá, duas poltronas, como era de noite josef não enxergar direito, mas tinha quase certeza que eram de couro, no centro do sofás tinha uma mesa de centro de madeira e tampo de vidro e a sua frente uma lareira com uma televisão em cima, também haviam duas passagens, uma que levava a um corredor e outra para a cozinha, Josef sabendo que não havia perigo na cozinha fez sinal para que Ana e Luna fossem para lá, nesse momento ele já ouvia apenas os passos de uma pessoa, que já estava no corredor a sua frente, o agente sabendo do que estava para acontecer pegou cobertura na parede. -Cadê você seu m***a! O homem la dentro gritava irritado, josef sabendo que ele estava perto saiu do lugar onde se escondia, pegando no cano da espingarda e empurrando para baixo, enquanto desferia um soco na mandíbula do seu oponente, que soltou sua arma enquanto andava um pouco para tras sem equilíbrio, agora Josef podia ver um homem alto, não tanto quanto Josef, musculoso, cabelos pretos, cavanhaque, vestia uma regata branca e uma calça de abrigo. Neste momento Ana saiu por uma porta, trás do dono da casa, apontando seu revólver para a nuca do mesmo. -Acabou amigo, é melhor se entregar, -Eu prefiro morrer do que trair a causa. -Tudo bem, já temos quem vai falar Josef falou enquanto girava rapidamente a espingarda, virando o cano na direção do rosto do metamorfo, logo puxando o gatilho, seu tiro pegou de baixo para cima, pois ele segurava a espingarda na altura da cintura, mirando apenas o cano para cima, enquanto pedaços de cabeça caiam do teto o cadáver caia ao chão, Ana era visível agora, ela estava em choque, provavelmente por ser a primeira pessoa que ela via ser morta, o agente se aproximou da garota, segurando a espingarda apenas em uma mão e com a outra tocando em e seu rosto. -Ei tá tudo bem, se eu deixasse ele vivo eles nos mataria e assumiria nossas identidades provavelmente, os donos dessa casa já estão mortos a muito tempo. -Como você sabe? -Porque um numero ligou desta residência, para um metamorfo que matei algum tempo atrás, era outro metamorfo. -Então você acha que esse aí não era humano? -Tenho certeza que não era, além de tudo ele tem um cheiro h******l de carne podre, falando nisso, as outras duas pessoas vieram aqui para o andar de baixo durante o confronto, lá para os fundo da casa. O trio então seguiu por aquele longo corredor que atravessava a casa, chegando à última sala, ao abrir a porta eles notaram um alçapão de ferro no chão, na parede mais a frente um balcão com coisas de limpeza e a esquerda uma máquina de lavar roupa. -Olha se tiverem trancado por dentro nós não vamos conseguir entrar de maneira convencional. -Então nós devemos interrogar primeiro o que tá no porta malas? -Isso, vou lá buscar ele, vamos interrogar ele aqui dentro, assim não vão ter chance de escapar, fica aqui cuidando, já volto. -Tá bem. Josef então saiu da sala indo em direção a saída, alguns minutos depois ele apareceu de volta, arrastando o atendente, na sua outra mão uma cadeira que ele pegou na cozinha, após prender o Jovem na cadeira deu uma coronhada com a espingarda na barriga, para o fazer acordar. -Hug… O-nde eu tô? -Olha cara eu sei que você é um metamorfo, eu caço coisas como você, só quero saber o que é essa tal de causa. -Se eu te falar eles me matam. -Se não falar… Eu te mato e com bastante dor, garanto que vai ser bem pior comigo, vou até te dar uma demonstração grátis. O agente então puxou sua faca, pegou o dedo indicador do metamorfo, apoio contra a perna do mesmo, logo em seguida colocando sua faca com o fio encostado na base de dedo e o cortando fora em um único movimento. -Aaaaaaa seu maluco de m***a! -Agora você vai falar? -Sim… sim eu falo! O metamorfo gritava enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. -Olha a Causa é um motivo pelo qual nos unimos, queremos limpar a terra da sua espécie podre, que só trás destruição, somos superiores a vocês em todos os sentidos, vocês devem se submeter a nós, servir, ou morrer. -Tá agora que você acabou seu discurso ridículo, quem manda nessa m***a. -Vurkovit, uma metamorfa russa, que atualmente tá aqui no Brasil, ocupando um posto alto, você vai ver, vai pagar pelo que fez a mim A criatura falava, agora com um grande sorriso, de onde ainda escorria muito sangue, dá surra que recebeu antes, seus olhos continuavam a lacrimejar, Josef então encostou a ponta da faca no pescoço do monstro. -Josef não tem motivo pra m***r ele, para. -A existência dele já é um motivo, ele mata pra pode tá em uma sociedade. Ao terminar a frase ele enfia com toda sua força a faca no pescoço no monstro, assim o atravessando, o sangue escorria para o resto do corpo e pingava no chão. -Sei que você ainda não entende, mas um dia vai ver que a existência deles já é o suficiente para merecerem a morte. -Mesmo aqueles que não escolheram ser assim? -Você acha que eu não sei o que eu sou? A diferença é que eu não tenho a necessidade de m***r, nem faço isso por prazer. -Será que não faz? Além de que ainda é um monstro! Mesmo no escuro era visível um semblante de desaprovação no rosto da mulher, Josef nesse momento enfurecido sentia seu corpo mudando já, suas garras negras e compridas começavam a surgir, sua pele a rasgar, seu rosto mudava, mas Josef agora tinha consciência do que ele era, sabendo do que era capaz, de alguma forma pensando no que ele podia fazer, e como repudiava isso, lembrando de sua humanidade conseguiu permanecer humano, afinal uma das poucas coisas que o restava era sua humanidade, neste momento o grupo saiu da sala, ainda em silêncio, Josef vai até as escadas que dão para o segundo andar, enquanto Ana volta para o carro. -Quem ela pensa que é Luna? Ela chegou agora e acha que sabe mais dessa m***a do que eu? Ele seguiu resmungando até o segundo andar, onde encontrou quatro portas, sendo a que estava sua direita, no início do corredor que ele escolhe entrar primeiro, lá ele encontra uma sala pequena, com duas estantes cheias de livros, uma escrivaninha com um notebook em cima, junto de alguns papéis, aproximando-se Josef encontrou alguns papéis de cálculos e anotações sem importância, mas também encontrou um mapa, este que possui o desenho de um corredor com 5 salas, com a mais do topo e central tendo a escrita "a b***a", o agente então guardou o mapa em seu bolso e levou o notebook até as escadas, para não esquece-lo depois, logo em seguida indo para a próxima porta, onde encontrou um quarto branco decorado com diversos detalhes em rosa, com desenhos de unicórnio, o agente então apenas fechou a porta indo para o último quarto, ao abrir a porta ele encontrou um cômodo decorado com uma cama de casal, um guarda roupas e uma cômoda com um espelho em cima, já enfurecido ele entrou no quarto virando a cama para ver se havia algo escondido ali, logo em seguida indo até a cômoda e virando todas as gavetas no chão, achando apenas um papel com a numeração "Bunker: 1020" ele então desceu para o andar de baixo, logo indo até o cômodo com a entrada para o bunker, lá ele arrastou o balcão que tinha na parede oposta a entrada, encontrando um pequeno painel com a numeração de 0 a 9 e espaço para quatro dígitos, ele então escreveu a senha que havia encontrado antes e como o esperado a escotilha do bunker se abriu, revelando uma escada vertical de ferro, Josef então desceu as escadas, logo chegando a um longo corredor com chão de cimento bruto, paredes de alvenaria pintadas na cor cinza e cinco portas brancas. Josef então sacou sua Magnum, foi até a porta à sua direita, ao consentrar-se foi possível ouvir alguém falando baixinho "calma, calma ele não vai nos achar aqui", o agente então parou, encostou sua mão na porta e então seguiu para o fim do corredor. Naquele momento Josef refletia enquanto caminhava parao fim do corredor, pois ele sabia que aquelas ali dentro não eram humanas, mas será que eram tão diferentes assim? -Podem ir, não vou m***r vocês! -Porque acreditariamos em você? Você invadiu nossa casa e matou meu marido. -Pois eu matei um metamorfo, quando ele tentou me m***r, vocês estão com medo. -Mas e se nós… Nesse momento foi possível ouvir a escotilha lá em cima se fechando, luzes vermelhas se ascenderam pelo bunquer um uma forte sirene de alerta tocava. -m***a o que tá acontecendo? -Alguém mexeu no painel, o problema é que a porta da b***a vai se abrir. -Como é? No momento em que Josef fez a pergunta a porta no final do corredor, a que ficava virada em direção a entrada se abiru, de dentro foi possivel ver um grande monstro n***o, em seu corpo tinhas linas azuis luminosas no lugar das veias, olhos azuis na mesma cor, assim como a boca que exalava a cor luminosa junto a uma fumaça, seu corpo era coberto por pelo negros e groços, o rosto de um lobo, alem de um longo r**o, a criatura medindo proximo dos três metros de altura sai da sala tendo que se abaixar, a parede onde ele segurou enquanto saiu rachou e caiu alguns pedaços no chão. Josef vendo a grande b***a não sabia muito bem o que fazer perante a figura imponente, apenas mirando sua arma na direção da criatura e atirando as balas atingiam, mas praticamente não o afetava, era possível ver seu sangue luminoso tingindo a parede, mas os buracos se fechavam rapidamente, o monstro correu em quatro patas na direção do agente que não teve nem tempo de reagir, sendo atingido por um t**a que o jogou contra a porta onde as metamorfas estavam, a quebrando e jogando Josef para dentro do que parecia uma sala de estar, com apenas um sofá no meio do cômodo, na parede uma televisão, Josef atingiu com suas costas contra a parte de trás do sofá e do outro lado do mesmo estavam as duas agachadas. -m***a… você criança, quantos anos você tem? -Cinco -Vocês já mataram alguém? -Já, eu já, mas minha filha não. Ao ouvir o que a mãe havia respondido Josef então tomou uma decisão, aquela raiva que estava contida nele começou as ser liberada, sua pele rasgava, o rosto de um lobo n***o surgia de seu rosto, como se estivesse saindo de dentro do agente, suas unhas cresciam assumindo o formato de garras negras, seus olhos assumindo um tom avermelhado brilhante com q parte ido meio completamente preto, além de uma cauda tão preta quanto o resto da pelagem, os gritos de dor de Josef aos poucos se transformaram em um um rugido seguido de rosnados, enquanto as metamorfas gritavam em desespero. A criatura já estava entrando na sala de forma imponente, assim como tinha feito anteriormente, mas foi recebida com um salto de Josef, assim como um lobo faria, fincando suas garras no peitoral e nas costelas do monstro, enquanto mordia a área entre seu ombro e pescoço, o monstro então chutou seu semelhante de cima dele, fazendo com que acertasse a parte de cima do batente da porta, mas não o fazendo cair, pois agora ambos tinham praticamente a mesma estatura, o que significava que mesmo sendo arremessando Josef m*l havia saído do chão seu oponente agora levantava, suas feridas ainda se fechavam, mas de forma bem mais lenta, ele então correu na direção do agente que não era tão rápido quando seu oponente, logo acertando três arranhões em seu peito, com o quarto sendo parado por Josef que segurou seu braço esquerdo com o direito, pois era o que estava do mesmo lado, enquanto desferia um arranhão contra a barriga de seu oponente que segurou sua mão, o puxando e mordendo seu pescoço, Josef desesperado e em fúria se debatia inutilmente, logo sendo jogado ao chão por seu oponente, que passou por cima do mesmo, indo em direção das duas metamorfas a mais velha já havia pego o revólver do agente que estava jogado ao chão, disparando contra o monstro, mas sem nenhum resultado, pois ele continuava avançado lentamente em sua direção como se não sentisse nem um dos tiros, porem ainda perdendo muito sangue do combate com seu semelhante, afinal por algum motivo as feridas demoravam a fechar, quando o monstro já estava a menos um metro das metamorfas, distância suficiente para acertar seu ataque ergueu seu braço lentamente para desferir um ataque, mas nesse momento sentiu uma mordia em seu pescoço, Josef havia levantado, agora estava mordendo o pescoço do outro monstro, antes que o mesmo pudesse revidar ele fechou a mandíbula com ainda mais força, logo puxando para trás, arrancando quase metade do pescoço, então o lobo de olhos vermelhos desferiu um forte t**a contra a cabeça de seu oponente, assim arrancando a mesma, Josef então com seu outro braço empurrou o corpo para a esquerda assim o derrubando mais rapidamente, as metamorfas desmaiaram de medo ao ver a grande b***a de olhos vermelhos, banhada em sangue as encarando, medo esse que não duraria muito se tivessem permanecido acordadas pois o agente começou a voltar ao normal, diminuindo seu tamanho, perdendo pelo assim voltando a forma humana, ainda muito machucado. Josef então sentou-se no sofá esperando as duas acordarem, durante esse meio tempo ele as observou, para ver se tinham algum machucado, além de colocar sua mão sobre o ferimento do pescoço, que ainda sangrava bastante, alguns minutos se passaram, a mãe, assim como a filha acordaram sentando-se no chão ainda em choque enquanto olhavam para o homem ali sentado. -Por favor, não mata a gente! -Calma não vou fazer isso, seu marido tá morto porque mereceu, mas você e sua filha tem medo de mim, portanto eu vou deixar vocês vivas, só vou ficar de olho, caso tenha um assassinato que eu suspeite de vocês, ei volto e mato as duas. Josef falava olhando no fundo dos olhos da metamorfa mais velha. -Tá bom, a gente promete não m***r ninguém. -Ótimo, agora me arruma alguns curativos e uma forma de sair daqui. A metamorfa então saiu correndo para o banheiro, enquanto Josef ficou com a garotinha na sala. -Por que você matou o papai? -Porque ele era um cara mau. -Ele matava pessoas igual você perguntou antes? -Sim. -Mas você matou ele e aquele monstro ali, você também não seria mau por isso? -Talvez, mas a diferença é que eu mato pra diminuir o tanto de gente r**m no mundo. Nesse momento a mãe da garota entrou na sala novamente, logo indo até Josef, se sentando ao seu lado, ainda tremendo de medo, ela pegou uma bandagem, em seguida levando lentamente até o pescoço do homem. -Ei calma, não vou m***r vocês, só preciso que arrume isso, eu vou embora, só me fala quem é Vurkovit? -É a lider de uma organização em Detroit, ela nos ajuda evitando que cassem a gente, eu nunca vi ela pessoalmente, mas meu marido vivia falando com ela, talvez você descubra algo sobre ela no computador. Ela falava enquanto enfaixava o pescoço de Josef que se regenerava lentamente, ele então pegou suas armas e coldres de volta, foi até a escada, lá agora observando com mais atenção tinha um pequeno painel, ele digitou a senha 1020, a escotilha se abriu, ele então subiu, logo indo até onde o computador estava, o pegando e voltando para seu carro, Ana e Luna estavam lá encostadas no carro esperando Josef, a mulher ao ver ele pelado começou a sorrir, logo correndo até ele e o abraçando enquanto começava a chorar. -O que tá acontecendo, onde eu tô? Por que você tá pelado? -Como assim? Você tá na fazenda, para onde seguimos aquele metamorfo, eu tô pelado porque me transformei, você não lembra? -A última coisa que eu lembro é de te ajudar a se destransformar e irmos dormir. -Bom sendo assim, a gente veio até aqui, seguimos um metamorfo até essa casa, eu desmaiei ele, invadimos, matamos o metamorfo que tinha ali, discutimos quando eu torturei e matei o que tínhamos sequestrado, aí você saiu da casa… -Sim, eu lembro a partir daí, foi quando recobrei a consciência. -Ótimo, então eu meio que aprendi a controlar a transformação, agora eu posso virar a hora que eu quiser. -É por isso que você tá pelado? -É isso aí, você não tá mais brava comigo? Você tava bem estranha por eu ter me transformado. -Capaz, não era eu, desculpa. -Não se preocupe, vamos para um hotel. -Tá bom.
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