O quarto em Moldávia estava mergulhado em silêncio. As paredes frias refletiam a minha solidão, mas o espelho diante de mim mostrava a única verdade que importava: meu ventre. Ali, uma vida crescia. Uma vida que mudaria tudo. Passei a mão sobre a barriga ainda discreta, mas já firme. Sorri com amargura. — Um Lykaios… — murmurei. — O herdeiro puro-sangue. Lucas não teria escolha. Ele teria de me aceitar. Ele teria de aceitar meu filho. A raiva queimava no meu peito. Eu lembrava de cada noite em que o manipulei, em que aproveitei a sua fraqueza, sua dor, sua embriaguez. Ele me chamava de Luana, e eu deixava. Não importava. O que importava era que, no fim, o resultado estava aqui: uma criança. Um menino. Eu sabia. — Você será meu triunfo. — disse ao ventre, os olhos ardendo de ódio. — Co

