O corredor estava silencioso, iluminado pelas luzes embutidas no teto. Eu caminhava devagar, com o coração apertado, querendo ver meu filho antes que dormisse. O dia havia sido duro para ele, e eu precisava lhe dar uma palavra de conforto. Mas, ao me aproximar da porta, percebi que não estava sozinho. A voz de Lucas vinha de dentro do quarto. Hesitei. Parte de mim queria entrar, mas outra parte… ficou ali, imóvel, ouvindo. Vi pela fresta da porta meu filho sentado na cama, os joelhos encolhidos, o rosto abatido. Lucas estava ao lado dele, a postura firme, mas o olhar diferente. Não era o Alfa frio e calculista que todos conheciam. Era apenas um pai. — Filho… eu nunca me decepcionaria com você por mostrar quem é. Você é forte, mais forte do que imagina. Mas precisa aprender que força sem

