Finalmente, depois de semanas de compromissos na América, deixei tudo para trás e voltei para casa. A viagem foi longa, mas nada se comparava ao peso que carregava no peito. Cada quilômetro percorrido me aproximava do castelo, e com isso, daquilo que eu tentava negar: Luana. Assim que atravessei os portões, o lobo dentro de mim despertou. O ar estava frio, mas carregado de um perfume doce e inconfundível. Baunilha e morangos. O mesmo aroma que me perseguia em sonhos, que me enlouquecia nas lembranças, e que agora invadia cada canto do castelo. Parei por um instante, respirando fundo, tentando conter a fera. Mas era inútil. O lobo rugia, exigindo que eu a buscasse. Cada passo que dava pelos corredores parecia me guiar até ela, como se o próprio destino estivesse me empurrando. O castelo

