Depois da cena com a Renata, a casa ficou um silêncio diferente. Não o silêncio tenso, nem pesado. Era um silêncio decidido. O tipo de silêncio que vem quando alguém já sabe exatamente o que vai fazer. Murilo não gritou. Não socou parede. Não ameaçou ninguém no grito. Ele só pegou o celular, ligou pra dois advogados e falou com a voz mais calma do universo: — Quero a guarda definitiva do meu filho. E quero que ela nunca mais chegue a dois metros dele. Prepara tudo. Quando desligou, ele olhou pra mim. — Se aquela mulher pisar aqui de novo... — ele disse, seco, gelado — eu vou esquecer que ela pariu ele e eu juro que eu vou matar ela. Eu não precisei responder. A verdade é que, naquele momento, eu acreditei cem por cento. E Renata... se tivesse meio neurônio funcionando... também acre

