capitulo 50

678 Words
Chegamos ao consultório do Dr Flynn, Christian balançava os pés e batia os dedos no encosto do sofá esperando para sermos atendidos. Depois de trinta minutos de espera ele finalmente nos chamou. - Ana como está? - nos cumprimentos com aperto de mãos. - Bem e o senhor? - Bem também, sente-se, ficam a vontade. - nos sentamos e ele fez o mesmo cruzou as pernas e pegou o bloquinho de nota dele.- então Ana, está preparada para me contar o que lembrou? - Claro. - Christian me olhou e pegou em minha mão. Eu estava meio insegura por causa do meu sonho, lembrança, acho que estou com medo de não gostar mais da vida que eu tinha. - Christian você se incomoda de nos deixar sozinhos? - Claro que não. - meio com reluta ele disse e se levantou saindo da sala. - Ana querida, diga me do que lembrou. - senti um arrepio na espinha, eu teria que abrir a minha vida para aquele médico e no fundo não estava confortável. - Bom... - limpei a garganta e me acomodei direito - lembro do dia em que fiz a tal entrevista com Christian, que foi meio estranha, me senti muito intimidada com ele . - Perfeito Ana, do que mais lembrou. - Lembro de quando fui ao escala pela primeira vez, onde me entreguei a ele, lembro de um quarto com paredes vermelhas e eu estava nua e Christian me mandava contar com muita raiva, não sei, e me batia com um cinto e depois eu estava indo embora, lembro também do meu casamento e da Elena do dia do aniversário do Christian. - Ana bela evolução, do que mais você lembra. - Eu estou sonhando muito com ele me batendo. E estou com medo dele. - Ana você e Christian depois desse seu acidente, já tiveram relações? - O que isso tem a ver com tudo isso? - Se você se entregou ao seu marido e porque sentiria medo dele agora? - Não sei, Christian as vezes muda de humor rápido, isso me assusta, eu não me recordo de como era a nossa vida de casados antes, não sei se tínhamos tanta liberdade. - Você lembra dos segredos dele ? - Não ... Dr Flynn , eu estou com medo de não gostar da minha vida com ele, a cada vez que eu lembro de tudo, me da uma sensação estranha, uma metade minha quer, a outra não . - Mais o que seu coração diz disso tudo? - Ele me diz que eu amo ele e de alguma forma eu sei que isso é verdade. - quer que eu chame ele? - Será que ele pode entrar na próxima sessão, nessa eu não me sinto a vontade ainda. - Tudo bem Ana.-  ele se levantou arrumando seu terno-  Te espero aqui na semana que vem no mesmo horário. - Estarei aqui. - ele foi até a porta onde chamou Christian e eles conversaram um.tempo em um canto e logo voltaram. - bom Ana, até semana que vem. - Até Dr Flynn, obrigada. - nos pedimos e saímos, andei um pouco mais a frente de Christian e entrei no carro, fiquei um pouco longe dele. - O que conversou com o Dr Flynn? - Não posso dizer Christian. - Porque? - Porque o que se diz com um terapeuta,fica com o terapeuta. - Hum ... tudo bem.- ele aproximou sua mão do meu rosto e eu afastei com a minha, eu não queria que ele me tocasse depois daquela lembrança. - Ana o que foi? - Não me toque Christian. - ele me encarava perplexo, acho que ele não estava acreditando no que eu tinha acabado de falar. - Ana, não te tocar?  - assenti. - Ana ontem fizemos amor, nos amamos e hoje você me diz que, eu não posso tocar você. - Christian eu estou confusa, por favor não me toca. - ele respirou fundo e soltou ,acho que eu acabei de ferir o ego dele e isso no momento não me importava.
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