(Ponto de Vista de Azael)* O estalar do meu chicote mental não era suficiente para conter a humilhação que Elena Vance me impunha com aquele sorriso enigmático. Durante todo o dia, aquela fêmea mortal transformou o meu santuário em um labirinto de provocações silenciosas. O balanço de seus quadris sob a seda esmeralda, o perfume de jasmim pairando sobre os meus pergaminhos, o toque recusado que deixou os meus dedos formigando de uma necessidade violenta... tudo nela era uma heresia contra o meu trono. Eu sou o Senhor de Obsidian. Eu não sou um joguete para ser manipulado por provocações de uma cativa cujo sopro de vida expira em poucas décadas. Minhas runas queimavam em um escarlate quase púrpura sob as minhas vestes, denunciando a fraqueza que eu tentava sufocar. Eu precisava recup

