Capítulo 11 O Palácio de Espinhos amanheceu envolto em uma calmaria enganosa. As paredes de obsidiana pareciam blindadas contra o mundo exterior, mas, dentro delas, a corte fervilhava. Azael mantinha sua palavra com uma disciplina militar. Ele cruzava os corredores da ala leste com passos firmes, a capa escura flutuando ao vento, a postura erguida como uma estátua de tirano ancestral. Sempre que seus olhos dourados encontravam os de Elena na sacada ou nos jardins de rosas negras, eles se estreitaram em fendas frias. Ele não dirigia a ela uma única palavra afetuosa. Se precisava emitir alguma diretriz, o fazia através de Balthazar, mantendo uma distância cirúrgica. Ele resistia ao que sentia com o peso de seu orgulho milenar, convencido de que o desejo daquela noite fora apenas um espas

