Capítulo 8: O Jogo das Sombras e Espelhos O silêncio de Elena continuava a ser o maior suplício de Azael. Para um ser que havia governado através do medo e da submissão por milênios, a indiferença absoluta daquela humana era uma lâmina afiada cravada diretamente em seu orgulho aristocrático. Ele não conseguia dormir, não conseguia focar nas estratégias de guerra contra a Corte de Cinzas, e as runas em sua pele latejam em um estado perpétuo de irritação. Se o desprezo não a quebrava, e a violência apenas a afastava, Azael decidiu recorrer a uma tática puramente humana, embora executada com a crueldade distorcida de um demônio: ele usaria o ciúme para forçar ela reagir. Ele precisava ver um lampejo de posse nos olhos azul-tempestade dela, mesmo que fosse a última coisa que fizesse. Na

