Capítulo 9:
Nos aposentos privados de Azael, o ar estava carregado de uma estática opressiva.
O lorde demônio andava de um lado para o outro, as grandes asas negras estendidas a meio mastro, cortando o ar com uma fúria silenciosa. Suas runas vermelhas já não latejam; elas queimavam em um tom escarlate vivo, refletindo o colapso completo de suas barreiras mentais.
Ele tentara o desprezo. Tentara a indiferença, a crueldade e o ciúme. Mas ver a f***a na armadura de Elena, testemunhar a dor e a fúria nos olhos azul-tempestade dela, apenas alimentava a fera sob sua pele.
Azael não era mais dono de si mesmo; a possessividade animal e o desejo carnal haviam obliterado séculos de arrogância aristocrática.
A porta de ferro fundido não foi apenas aberta; ela se chocou contra a parede quando Azael a empurrou, invadindo o pequeno quarto de servos onde Elena tentava encontrar refúgio.
Elena levantou-se da esteira de palha em um sobressalto, o pijama de linho fino revelando a silhueta trêmula. Ela se preparou para o habitual duelo de palavras frias, mas o que viu no rosto de Azael a fez paralisar.
Não havia palavras. Havia apenas a promessa de uma tempestade devastadora.
Sem dar espaço para que ela respirasse ou desviasse o olhar, Azael reduziu a distância entre eles com uma velocidade sobrenatural. Suas mãos grandes e pálidas agarraram a cintura de Elena, erguendo-a do chão como se ela não pesasse nada e prensando-a contra a parede de pedra nua.
— Chega de jogos, Elena — rosnou ele, a voz descendo a um registro tão grave e animal que vibrou diretamente contra o peito dela.
— Chega de silêncio. Chega de mentiras.
— Azael, me solte...
— ela começou, mas as palavras foram sufocadas quando os lábios dele colidiram contra os dela.
Desta vez, não houve o recuo orgulhoso da torre. Foi um beijo faminto, possessivo e avassalador.
A língua de Azael invadiu a boca dela com uma urgência desesperada, reivindicando cada centímetro, enquanto suas garras se enterravam na carne macia de seus quadris, puxando-a para mais perto, fundindo seus corpos.
Elena soltou um gemido abafado contra a boca dele, mas a dor incompreensível que a torturava o dia todo transformou-se instantaneamente em uma queimação febril de desejo
Suas mãos subiram pelos ombros largos do demônio, os dedos enroscando-se nos cabelos negros e desalinhados dele, puxando-o para ainda mais perto.
Azael soltou um rosnado de aprovação, arrancando o linho fino do pijama dela com um único movimento vertical.
O tecido rasgou-se com um som nítido, deixando o corpo etéreo e alvo de Elena completamente exposto ao olhar dourado e faminto do predador.
— Você é minha — sussurrou ele contra a pele do pescoço dela, descendo os lábios ardentes pela mandíbula, mordendo de leve a curva de seu ombro, deixando uma marca avermelhada que contrastava com a brancura de gesso de sua pele. — Diga. Diga que me quer, humana.
— Eu odeio você... — Elena arqueou as costas, um calafrio violento percorrendo sua espinha enquanto as mãos frias dele acariciavam seus s***s, apertando-os com uma firmeza possessiva que a fazia arfar. — Eu odeio o que você faz comigo... mas eu quero você. Deus me ajude, eu quero.
A resposta dela quebrou o último resquício de sanidade do lorde. Azael a carregou em direção à imensa cama de veludo n***o de seus próprios aposentos, jogando-a sobre os lençóis escuros.
Ele despiu a camisa de seda com um gesto bruto, revelando o peito esculpido e as runas que agora pulsavam em perfeita sincronia com os batimentos cardíacos acelerados de Elena.
Ele se posicionou entre as pernas dela, o olhar fixo na imagem etérea da humana espalhada em sua cama. Elena era o oposto de tudo o que ele conhecia: doce, macia, pura.
E ele estava prestes a ser corrompido pelo fogo do inferno.
Azael segurou as coxas de Elena, abrindo-as e elevando os quadris dela. Suas garras roçaram a i********e úmida e aquecida da humana, fazendo-a soltar um grito agudo de puro prazer antecipado, os dedos dela cravando-se nos lençóis de veludo.
Ele se posicionou, a masculinidade rígida e pulsante pressionando contra a entrada dela.
— Olhe para mim, Elena — ordenou ele, os olhos de ouro líquido brilhando na penumbra. — Veja quem está te tomando.
Elena abriu os olhos azuis tempestade, completamente entregue à luxúria que a consumia.
Ela o encarou no momento exato em que Azael empurrou os quadris para a frente, penetrando-a de uma só vez, preenchendo-a por completo.
Um grito rasgou a garganta de Elena — uma mistura de dor inicial pela crueza do ato e um prazer tão agudo que beirava a agonia.
O aperto da musculatura dela ao redor dele fez Azael prender a respiração, o maxilar travado enquanto ele começava a se mover.
O ritmo inicial era lento, mas a fricção ardente e o calor febril do corpo de Elena fizeram o demônio perder completamente o controle.
Suas estocadas tornaram-se rápidas, violentas e profundas, o impacto rítmico de seus quadris ecoando no quarto silencioso.
Elena jogava a cabeça para trás, os cabelos cor de mel espalhados como uma auréola dourada nas sombras, os lábios rosados entreabertos emitindo gemidos sôfregos e desesperados a cada investida implacável.
— Mais... Azael, por favor... — ela suplicava, o orgulho totalmente esquecido, as pernas envolvendo a cintura larga dele para puxar ainda mais fundo em seu corpo.
Ele a atendia com uma brutalidade sedenta. Suas garras seguravam as mãos de Elena contra o colchão, entrelaçando seus dedos pálidos aos dela enquanto continuava a possuí-la.
O suor brilhava na pele de ambos, e o perfume de jasmim dela misturava-se ao odor carnal e másculo do demônio, criando uma atmosfera inebriante.
As runas no peito de Azael irradiavam um calor que queimava a pele de Elena a cada vez que ele desabava o peito contra o dela, transferindo sua própria essência ardente para a humana.
O prazer subia como uma maré violenta.
Elena sentia as paredes de seu corpo contraírem ao redor dele em espasmos involuntários.
Ela alcançou o ápice primeiro, seu corpo enrijecendo sob o dele enquanto um grito de puro êxtase escapava de seus lábios, os olhos revirando diante da intensidade do orgasmo que a sacudia.
Ver a entrega total da humana foi o gatilho para o demônio. Com três estocadas finais, violentas e profundas que pareceram tocar a própria alma de Elena, Azael rugiu um som puramente animal e possessivo
— e descarregou seu sêmen quente e abundante no fundo do ventre dela, preenchendo-a por completo com sua semente imortal.
O silêncio retornou aos aposentos, quebrado apenas pelas respirações pesadas e compassadas dos dois. Azael desabou ao lado de Elena, puxando o corpo miúdo e exausto contra o seu peito largo.
Suas asas negras se fecharam ao redor de ambos, criando um casulo protetor contra o resto do mundo gótico e hostil de Obsidian.
Ele passou os dedos longos, desprovidos de garras afiadas, pelos cabelos suados de Elena.
O desprezo não havia sumido de sua mente, mas agora era direcionado à sua própria incapacidade de resistir a ela.
Elena adormeceu com a cabeça apoiada no peito rúnico dele, a mão humana repousando sobre o coração imortal do monstro que, pela primeira vez em milênios, batia em um ritmo compassado e rendido.