Tubarão Me sento na cadeira apoiando os cotovelos no joelho, abaixo a cabeça colocando as mãos na minha cabeça. Ela ainda não tinha acordado, mas estava bem. – Licença. – Ouvi a voz feminina e ergo a cabeça segurando as lágrimas. Olho a enfermeira sorrindo simpática e entrando empurrando os dois dentro do berço de acrílico. – Seus nenens agora estão limpinhos e cheirosos pra ficar com os papais deles... vou deixar eles aqui com vocês e daqui a pouco o doutor vem conversar um pouco com você. Sua esposa tá bem, daqui a pouco ela acorda. Só murmuro um obrigado pra ela e levanto indo na direção dos meus filhos. Olho o meu menino enrolado em uma roupinha azul clara com listras brancas, os cabelos escuros, todo cabeludo. Do lado a minha princesinha, minha Isabel, usando uma calça clara rosinh

