Marcelly Tubarão estava sentado na beira da cama, sem camisa, os músculos dos braços relaxados, mas o olhar sério. Parecia que tinha acabado de acordar, mas a cama dele estava intacta. Ele não tinha dormido ali. Marcelly: Eu conversei com a Raquel, ela não vai falar nada pra ninguém. Fica tranquilo. Ele me olhou por um segundo antes de dar um sorriso fraco, quase debochado. Tubarão: Imaginei que ela não contaria. Vocês são amigas. – Ele passou a mão no queixo, respirando fundo. – De qualquer forma, é melhor a gente segurar a onda por enquanto. Marcelly: Até eu fazer 18? Ele riu baixo, balançando a cabeça, e eu franzi a testa. A pergunta não era brincadeira. Tubarão: Isso nem faz diferença mais, já fiz a merda. Cruzei os braços, sentindo um incômodo crescer dentro de mim. Marcelly:

