Marcelly Acordei sentindo o peso do braço do Tubarão sobre minha cintura, sua respiração quente batendo na minha nuca. A pouca claridade que entrava pela fresta da janela deixava o quarto com um tom alaranjado. Me movi devagar, tentando não acordar ele, estiquei meu braço até a cômoda para pegar o celular. A tela iluminou o ambiente, marcando 5 horas da manhã. Daqui a pouco minha mãe chegaria. Antes que eu pudesse me levantar, ouvi sua voz rouca quebrando o silêncio. Tubarão: Que horas são? – Ele perguntou com a voz arrastada pelo sono. Me virei devagar, vendo que ele ainda mantinha os olhos fechados, mas sua expressão indicava que estava acordando aos poucos. Marcelly: Cinco e vinte. Eu tenho que ir. Tubarão: Não rola tu dormir aqui? – Ele abriu os olhos e me olhou diretamente, sua

