Tubarão Tubarão: Vou ter que ir. – falei baixo, já me afastando da cama. Ela assentiu com a cabeça, sem dizer nada. Me levantei devagar, peguei minhas roupas jogadas no chão e comecei a me vestir. O quarto ainda estava com aquele cheiro de nós dois, misturado com perfume barato e cigarro. A luz do dia já cortava as frestas da janela, avisando que já era hora de cair fora dali. Calcei o tênis, ajeitei a camiseta e, antes de sair, me abaixei perto da cama. Ela ainda tava ali, deitada, enrolada no lençol, com os olhos fixos em mim. Tinha um sorriso leve no canto da boca, mas não falou nada. Abaixei e dei um selinho rápido nela, só pra marcar presença, só pra ela lembrar de mim depois que eu saísse. Tubarão: Se cuida, doidinha. Marcelly: Você também. Sorriu, com aquela cara de quem tava

